Miguel Relvas, que desempenha no PSD um papel semelhante ao que Jorge Coelho teve no PS, até nas demonstrações de “fair play”, foi ao “5 para a Meia-noite”, da RTP1, responder a José Pedro Vasconcelos. A seguir chegou Ana Bola, que aproveitou a presença ministerial para se queixar da futura pensão. Apesar de pessoa informada, a actriz entende que lhe vão dar uma pequena verba para os anos que...
Antena paranóica: anormais à solta
Nos últimos anos, as regras de boa educação que os nossos pais nos ensinaram foram-se perdendo, em nome da brandura dos costumes e da total abertura dos tempos ditos “modernos”, uma palavra sinistra. A televisão tornou-se no principal propagador da desbragada utilização do verbo, com dezenas de comediantes, pseudo-cómicos ou verdadeiros imbecis a ganharem a vidinha debitando palavrões atrás de...
Antena paranóica: o descaramento de Carmona
Foi um acontecimento feliz, apesar dos cinco anos de atraso: concluiu-se, finalmente, o “túnel do Marquês”. E o presidente da Câmara de Lisboa fez o que competia a um político responsável e equilibrado ao convidar os seus antecessores imediatos para a cerimónia de inauguração, amplamente divulgada por todos os canais. Ao mesmo tempo, o gabinete de António Costa revelava à comunicação social os...
Antena paranóica: Toy, uma vocação para o palco
Terminou a primeira série de “A tua cara não me é estranha”, com a esperada e merecida vitória de João Paulo Rodrigues, cujo talento, como o de Daniela Pimenta, se foi impondo à medida que empalidecia a estrela de Maria João Abreu. O programa da TVI é mais de humor do que de arte e consegue, nesse particular, ser divertido, despretensioso e eficazmente popular. E muito também, goste-se ou não...
Antena paranóica: pior que o alegado só o dantesco…
Em matéria de crime, reina a confusão na informação, nomeadamente nos audiovisuais, meios onde as frases passam depressa e dificultam, ou não permitem até, uma avaliação posterior, pelo simples facto de que não ficaram escritas. Há anos, o termo “suspeito” foi substituído pelo “alegado”, que depressa se tornou numa palavra que se usa e de que se abusa a todo o tempo – tal como o insuportável...
Antena paranóica: o foco nos resultados
Já aqui escrevi que considero “A tua cara não me é estranha” um programa deplorável, mas confesso-me fã, isso sim, das suas “cabecinhas pensadoras”, cujo foco se centra nos resultados. Poucos acreditarão que os papéis atribuídos aos intérpretes da produção da TVI sejam aleatórios e menos crédulos haverá desde que “calhou” a Sónia Brazão imitar Cândida Branca-Flor, a cantora desaparecida em...
Antena paranóica: toma lá 2 mil “Preços certos”
Numa emissão em direto, “O Preço Certo” assinalou o programa 2 mil, com direito ao regresso de Cristina e soltando Miguel Vital do eterno poleiro, dando-lhe um merecido espaço para voar. Não houve outras novidades, apenas música e convidados numa festa que levou ao rubro o público que encheu o pavilhão de Viseu, e que constituiu também uma homenagem aos “construtores” de um caso sério de...
Antena paranóica: toma lá 2 mil "Preços certos"
Numa emissão em direto, “O Preço Certo” assinalou o programa 2 mil, com direito ao regresso de Cristina e soltando Miguel Vital do eterno poleiro, dando-lhe um merecido espaço para voar. Não houve outras novidades, apenas música e convidados numa festa que levou ao rubro o público que encheu o pavilhão de Viseu, e que constituiu também uma homenagem aos “construtores” de um caso sério de...
Antena paranóica: adeus ilusão de uma justiça discreta e fiável
A entrevista de Rita Marrafa de Carvalho à procuradora-adjunta de Beja é um furo jornalístico, ponto. Penetrar no impenetrável é um feito a que boa parte da classe já renunciou, seduzida pelo conforto do rabo sentado. Mas interrogo-me sobre o que levará a RTP, e o seu serviço público, a revolver o porão de um crime bárbaro cujos contornos fariam a glória de um canal especializado no quanto mais...
Antena paranóica: Lynch e a sua lei espreitam uma oportunidade
O caso do desaparecimento de Rui Pedro é, como salientou Manuel Catarino nestas colunas, “o retrato perfeito do pior da nossa justiça”. O calvário da família tem-nos afligido nos últimos 14 anos, já que em cima do insuportável sofrimento dos martirizados pais cai a frustração colectiva pela impunidade de que goza o criminoso, seja lá quem for. É muita dor junta para que haja conformação. Quem não...
