Alexandre Pais

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Antena paranóica: o descaramento de Carmona

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Foi um acontecimento feliz, apesar dos cinco anos de atraso: concluiu-se, finalmente, o “túnel do Marquês”. E o presidente da Câmara de Lisboa fez o que competia a um político responsável e equilibrado ao convidar os seus antecessores imediatos para a cerimónia de inauguração, amplamente divulgada por todos os canais. Ao mesmo tempo, o gabinete de António Costa revelava à comunicação social os...

Antena paranóica: Toy, uma vocação para o palco

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Terminou a primeira série de “A tua cara não me é estranha”, com a esperada e merecida vitória de João Paulo Rodrigues, cujo talento, como o de Daniela Pimenta, se foi impondo à medida que empalidecia a estrela de Maria João Abreu. O programa da TVI é mais de humor do que de arte e consegue, nesse particular, ser divertido, despretensioso e eficazmente popular. E muito também, goste-se ou não...

Antena paranóica: pior que o alegado só o dantesco…

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Em matéria de crime, reina a confusão na informação, nomeadamente nos audiovisuais, meios onde as frases passam depressa e dificultam, ou não permitem até, uma avaliação posterior, pelo simples facto de que não ficaram escritas. Há anos, o termo “suspeito” foi substituído pelo “alegado”, que depressa se tornou numa palavra que se usa e de que se abusa a todo o tempo – tal como o insuportável...

Antena paranóica: o foco nos resultados

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Já aqui escrevi que considero “A tua cara não me é estranha” um programa deplorável, mas confesso-me fã, isso sim, das suas “cabecinhas pensadoras”, cujo foco se centra nos resultados. Poucos acreditarão que os papéis atribuídos aos intérpretes da produção da TVI sejam aleatórios e menos crédulos haverá desde que “calhou” a Sónia Brazão imitar Cândida Branca-Flor, a cantora desaparecida em...

Antena paranóica: toma lá 2 mil “Preços certos”

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Numa emissão em direto, “O Preço Certo” assinalou o programa 2 mil, com direito ao regresso de Cristina e soltando Miguel Vital do eterno poleiro, dando-lhe um merecido espaço para voar. Não houve outras novidades, apenas música e convidados numa festa que levou ao rubro o público que encheu o pavilhão de Viseu, e que constituiu também uma homenagem aos “construtores” de um caso sério de...

Antena paranóica: toma lá 2 mil "Preços certos"

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Numa emissão em direto, “O Preço Certo” assinalou o programa 2 mil, com direito ao regresso de Cristina e soltando Miguel Vital do eterno poleiro, dando-lhe um merecido espaço para voar. Não houve outras novidades, apenas música e convidados numa festa que levou ao rubro o público que encheu o pavilhão de Viseu, e que constituiu também uma homenagem aos “construtores” de um caso sério de...

Antena paranóica: adeus ilusão de uma justiça discreta e fiável

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A entrevista de Rita Marrafa de Carvalho à procuradora-adjunta de Beja é um furo jornalístico, ponto. Penetrar no impenetrável é um feito a que boa parte da classe já renunciou, seduzida pelo conforto do rabo sentado. Mas interrogo-me sobre o que levará a RTP, e o seu serviço público, a revolver o porão de um crime bárbaro cujos contornos fariam a glória de um canal especializado no quanto mais...

Antena paranóica: Lynch e a sua lei espreitam uma oportunidade

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O caso do desaparecimento de Rui Pedro é, como salientou Manuel Catarino nestas colunas, “o retrato perfeito do pior da nossa justiça”. O calvário da família tem-nos afligido nos últimos 14 anos, já que em cima do insuportável sofrimento dos martirizados pais cai a frustração colectiva pela impunidade de que goza o criminoso, seja lá quem for. É muita dor junta para que haja conformação. Quem não...

Antena paranóica: o triste papel de Vítor Gaspar

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No último “Quadratura do Círculo”, António Costa interpretou bem o sentimento quase generalizado dos portugueses, envergonhados pela subserviência com que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, foi “apanhado” a falar com o homónimo alemão, Wolfgang Schauble. Senti o mesmo, aliás, quando vi José Sócrates abraçar efusivamente Kadafi, com sorrisos largos que em nada correspondiam ao estilo fechado...

Antena paranóica: mais black que White

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A televisão é mágica, maravilhosa, e também exigente e implacável. Na sua história amontoam-se cadáveres de gente respeitável que simplesmente falhou na aventura por um território que desconhecia. Pode ser esse o caso de Miguel Stanley, um dentista conceituado mas um “flop” na comunicação. As considerações filosóficas sobre temas que fogem ao que domina são insuportáveis, os abraços evidenciam...

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