Alexandre Pais

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Antena paranóica: D. Fernando de Portugal

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Os economistas andam pessimistas, os políticos desorientados, os portugueses preocupados e deprimidos. Mas temos também energias ocultas, forças de reserva, gente criativa, patriotas capazes de empunhar a chama da esperança e do futuro. É o caso do impagável sr. Fernando, protagonista do nacional-imaginário que desconhece qualquer adversidade e supera todas as crises. O pai da Fanny – essa mais...

Antena paranóica: um confronto chocante

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Nada como um feriado para quebrar as rotinas. E nesta quinta-feira pus-me a ver novelas, na SIC: a segunda metade do episódio de “Rosa Fogo”, made in Portugal, e a parte inicial da produção brasileira que se seguia, “Insensato Coração”. O que poderei dizer do confronto entre dois estilos, duas competências, dois mundos? A telenovela nacional – grande papel o de Rogério Samora e bem, como sempre...

Antena paranóica: afectos não são notícia

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Uma onda de confusão percorre as nossas cabeças. A distinção do que é ou não notícia a destacar parece ser cada vez mais difícil. Voltámos aos tempos em que um idiota, que passasse do protagonismo ridículo num buzinão ao anúncio de uma jamais consumada candidatura à Presidência, tinha honras de telejornal. Ainda esta semana vimos uns autarcas – que querem meter em tribunal os ministros...

Antena paranóica: asneira à solta

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Arrependa-se quem tenha passado a ideia de a ignorância ser exclusivo da “Casa dos Segredos”. A revista “Sábado” inquiriu 100 universitários e o resultado foi arrepiante. Disparates a rodos: Manoel de Oliveira é um maestro, o autor de “Os Maias” morreu há pouco tempo, Bush é o presidente dos Estados Unidos – país cuja capital é a Califórnia –, quem faz filmes é cinematógrafo, o símbolo químico da...

Antena paranóica: baratas tontas no jornalismo

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O modo como alguma comunicação social tem tratado Silvio Berlusconi é revelador da irresponsabilidade que se instalou na profissão. Um chefe de governo eleito passou a merecer, a certos jornalistas, o mesmo respeito que um ditador que rouba e tortura o seu povo. Não morro de amores por “il cavaliere” – certamente “di commedia”… – que se põe a jeito para ser notícia pelos piores motivos, mas...

Antena paranóica: para receber é preciso dar

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Mesmo tratando-se de uma série datada – o fantástico episódio da família Ripatti-Pearce já tem cinco anos… – tento não perder “Reconstrução total”, na SIC Mulher. Produção tipicamente norte-americana, “Extreme makeover”, no original, tem duas características poderosas: percorre os Estados Unidos de uma ponta à outra e premeia famílias carenciadas que se distinguem, apesar das próprias...

Antena paranóica: o privilégio da "Praça da Alegria"

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Vou fazer aqui uma confidência: sou telespectador assíduo dos programas das manhãs. Bem, a verdade é que nunca por lá ando mais de cinco minutos, talvez dez se der com alguma conversa que me interesse. Acordo com as galinhas e com as notícias e, depois, enquanto me preparo para a sobrevivência diária na selva, vou olhando para o pequeno ecrã. Sou fã, há décadas – credo! – do profissionalismo de...

Antena paranóica: o privilégio da “Praça da Alegria”

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Vou fazer aqui uma confidência: sou telespectador assíduo dos programas das manhãs. Bem, a verdade é que nunca por lá ando mais de cinco minutos, talvez dez se der com alguma conversa que me interesse. Acordo com as galinhas e com as notícias e, depois, enquanto me preparo para a sobrevivência diária na selva, vou olhando para o pequeno ecrã. Sou fã, há décadas – credo! – do profissionalismo de...

Antena paranóica: Bárbara, a desilusão pesada

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Não fui apreciador do trabalho de Júlia Pinheiro na condução de “Peso pesado”, da SIC. Nesta fase da carreira fará melhor outras coisas. Esperava por isso ver maior frescura e entusiasmo em Bárbara Guimarães, na segunda temporada do programa. Enganei-me. A apresentadora ou está contrariada ou não se encaixa no formato, não atingindo sequer o nível alcançado em “Portugal tem talento”, onde não...

Antena paranóica: a coisa alastra-se

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Acompanho as transmissões desportivas na TV por dever de ofício. E tenho por vezes de cortar o som para não ouvir tanta asneira. São frequentes frases tolas como “as vitórias são um antídoto para qualquer equipa” – no caso por se desconhecer o que significa “antídoto” mas se achar que fica bem utilizar a palavra. Não escapam assim, os “especialistas”, à ignorância que cresce entre nós. Ainda esta...

Alexandre Pais

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