Uma onda de confusão percorre as nossas cabeças. A distinção do que é ou não notícia a destacar parece ser cada vez mais difícil. Voltámos aos tempos em que um idiota, que passasse do protagonismo ridículo num buzinão ao anúncio de uma jamais consumada candidatura à Presidência, tinha honras de telejornal. Ainda esta semana vimos uns autarcas – que querem meter em tribunal os ministros...
Antena paranóica: asneira à solta
Arrependa-se quem tenha passado a ideia de a ignorância ser exclusivo da “Casa dos Segredos”. A revista “Sábado” inquiriu 100 universitários e o resultado foi arrepiante. Disparates a rodos: Manoel de Oliveira é um maestro, o autor de “Os Maias” morreu há pouco tempo, Bush é o presidente dos Estados Unidos – país cuja capital é a Califórnia –, quem faz filmes é cinematógrafo, o símbolo químico da...
Antena paranóica: baratas tontas no jornalismo
O modo como alguma comunicação social tem tratado Silvio Berlusconi é revelador da irresponsabilidade que se instalou na profissão. Um chefe de governo eleito passou a merecer, a certos jornalistas, o mesmo respeito que um ditador que rouba e tortura o seu povo. Não morro de amores por “il cavaliere” – certamente “di commedia”… – que se põe a jeito para ser notícia pelos piores motivos, mas...
Antena paranóica: para receber é preciso dar
Mesmo tratando-se de uma série datada – o fantástico episódio da família Ripatti-Pearce já tem cinco anos… – tento não perder “Reconstrução total”, na SIC Mulher. Produção tipicamente norte-americana, “Extreme makeover”, no original, tem duas características poderosas: percorre os Estados Unidos de uma ponta à outra e premeia famílias carenciadas que se distinguem, apesar das próprias...
Antena paranóica: o privilégio da "Praça da Alegria"
Vou fazer aqui uma confidência: sou telespectador assíduo dos programas das manhãs. Bem, a verdade é que nunca por lá ando mais de cinco minutos, talvez dez se der com alguma conversa que me interesse. Acordo com as galinhas e com as notícias e, depois, enquanto me preparo para a sobrevivência diária na selva, vou olhando para o pequeno ecrã. Sou fã, há décadas – credo! – do profissionalismo de...
Antena paranóica: o privilégio da “Praça da Alegria”
Vou fazer aqui uma confidência: sou telespectador assíduo dos programas das manhãs. Bem, a verdade é que nunca por lá ando mais de cinco minutos, talvez dez se der com alguma conversa que me interesse. Acordo com as galinhas e com as notícias e, depois, enquanto me preparo para a sobrevivência diária na selva, vou olhando para o pequeno ecrã. Sou fã, há décadas – credo! – do profissionalismo de...
Antena paranóica: Bárbara, a desilusão pesada
Não fui apreciador do trabalho de Júlia Pinheiro na condução de “Peso pesado”, da SIC. Nesta fase da carreira fará melhor outras coisas. Esperava por isso ver maior frescura e entusiasmo em Bárbara Guimarães, na segunda temporada do programa. Enganei-me. A apresentadora ou está contrariada ou não se encaixa no formato, não atingindo sequer o nível alcançado em “Portugal tem talento”, onde não...
Antena paranóica: a coisa alastra-se
Acompanho as transmissões desportivas na TV por dever de ofício. E tenho por vezes de cortar o som para não ouvir tanta asneira. São frequentes frases tolas como “as vitórias são um antídoto para qualquer equipa” – no caso por se desconhecer o que significa “antídoto” mas se achar que fica bem utilizar a palavra. Não escapam assim, os “especialistas”, à ignorância que cresce entre nós. Ainda esta...
Antena paranóica: ratoeira na cama “apanha” Castelo Branco
A confirmarem-se os pormenores abjectos do escândalo sexual que o “CM” esta semana revelou, José Castelo Branco arrisca a “carreira”. E se o seu comportamento há muito denunciara qualidades inatas para cenas chocantes, não se pensaria que pudesse cair numa ratoeira de alcova. Não pelo despudor, que nunca lhe falta, mas pela indiferença face ao perigo que os telemóveis – que tudo registam – hoje...
Antena paranóica: ratoeira na cama "apanha" Castelo Branco
A confirmarem-se os pormenores abjectos do escândalo sexual que o “CM” esta semana revelou, José Castelo Branco arrisca a “carreira”. E se o seu comportamento há muito denunciara qualidades inatas para cenas chocantes, não se pensaria que pudesse cair numa ratoeira de alcova. Não pelo despudor, que nunca lhe falta, mas pela indiferença face ao perigo que os telemóveis – que tudo registam – hoje...
