Estão na moda os formatos de programas de bricolage, de gordos, de comida, de trapos ou de calhandrice, enquanto os criativos procuram desesperadamente o prato seguinte, algo que consiga, ainda, surpreender o telespectador. “Masterchef” não tem, entre nós, nem podia ter, a dimensão da versão australiana. Não pela qualidade da nossa cozinha, que é alta, mas pelo horizonte dos concorrentes, que é...
Antena paranóica: quem quer ser ignorante
José Carlos Malato pretendia saber onde morreu Osama Bin Laden e apresentou quatro hipóteses, mas a concorrente estava à vontade, segura de si, e nem sequer quis jogar à defesa: “Sei que foi no Afeganistão mas não me lembro bem onde…” Nem bem nem mal, aliás, nem se podia lembrar que tinha sido no Afeganistão porque o homem foi abatido no Paquistão, em Abbotabad, a alternativa certa – as...
Antena paranóica: humor de qualidade
Confesso que comecei a ver o primeiro episódio de “Último a sair”, da RTP, e mudei para “Peso pesado”, da SIC, logo que surgiu a patética cena em que Marco Borges ameaçava partir tudo. O tempo a voltar para trás tem, por vezes, momentos insuportáveis. Regressei esta semana à estação oficial depois de ter apanhado toda a gente lá em casa, no Youtube, a desmanchar-se com alguns diálogos hilariantes...
Antena paranóica: palavras velhas nas novelas
Sou do tempo em que as novelas brasileiras arrasavam. E recordo bem a timidez das primeiras produções nacionais e o horror que era compará-las com as que chegavam do lado de lá do Atlântico. Acompanhei depois, com satisfação, a rápida aprendizagem de autores, realizadores e actores portugueses, e a época de ouro da TVI, quando as tramas e a escolha dos protagonistas não só se focavam nas...
Antena paranóica: RTP ganhou noite eleitoral
A RTP1 venceu a noite eleitoral por não se ter limitado a escolher um painel de comentadores e esperar que pudessem superar os da concorrência, antes partiu para a estrada mais cedo – o enfoque na provável subida da abstenção preencheu bem um tempo “morto” – e com isso obteve a liderança nas audiências. Confirmou-se desse modo a importância da actualidade e da notícia sobre a simples formação de...
Antena paranóica: cada cor sua isenção na campanha eleitoral
Não me lembro de uma campanha eleitoral, como a que ontem terminou, em que tenha sido tão visível, na generalidade dos canais, as simpatias e antipatias de quem editou as reportagens, fosse por opção individual ou por ordens superiores. Foi, aliás, fácil perceber como muitos jornalistas deixaram cair o poder que consideram passado e correram a engrossar o que julgam ser os ventos da mudança. Não...
Antena paranóica: sociedade sem valores
A agressão da adolescente de 13 anos atraída a uma zona residencial de Benfica, mais do que um acto de pura brutalidade, constituiu nova demonstração da cobardia que hoje se desenvolve no “caldo” de uma sociedade que vai perdendo os seus valores. A televisão, ao reproduzir do Facebook o vídeo da briga, tornou-a, para o bem ou para o mal, num acontecimento. Outros jovens sentirão vontade de...
Antena paranóica: Anjo meu, um anjo mau
Pensava que era só mais uma incompatibilidade entre mim e uma telenovela, mas não. Olho para o “top” das audiências e verifico que “Anjo meu”, da TVI, sai amplamente derrotada tanto por “Remédio santo”, da mesma estação, como por “Laços de sangue”, da SIC, que disputam entre si os favores do público. E não é coisa pouca, são menos 300 mil espectadores. Por hábito, não vejo novelas mas não tenho...
Antena paranóica: “peanuts” perigosos
Há em Portugal um partido com a ambição de governar, e com boas possibilidades de o conseguir dentro de três semanas, que menospreza o poder da comunicação e usa a televisão não para conquistar votos mas para os desbaratar. Em poucos dias, as repetidas intervenções de Eduardo Catroga traduziram-se numa série de anedotas que pode resultar em catástrofe, tanto mais que estamos perante um eleitorado...
Antena paranóica: "peanuts" perigosos
Há em Portugal um partido com a ambição de governar, e com boas possibilidades de o conseguir dentro de três semanas, que menospreza o poder da comunicação e usa a televisão não para conquistar votos mas para os desbaratar. Em poucos dias, as repetidas intervenções de Eduardo Catroga traduziram-se numa série de anedotas que pode resultar em catástrofe, tanto mais que estamos perante um eleitorado...
