Alexandre Pais

TagAntena paranoica

Paulo Rangel: a grande dúvida

P

Dizem alguns entendidos que Rui Rio será humilhado nas ‘diretas’ para a presidência do PSD. Se acontecer, estaremos perante mais um sinal do ‘mundo ao contrário’ em que vivemos. Rio andou anos com sondagens sofríveis e quando, enfim, o partido sai de umas eleições claramente reforçado, logo as suas forças vivas deixam de fazer de mortas. É evidente que Paulo Rangel tem outras condições para a...

Bandidos no paraíso

B

Enquanto Eduardo Cabrita se mantém em letargia profunda, responsáveis da PSP manifestam ‘preocupação’ pelo aumento da violência nas noites de Lisboa e Porto. Esquecem-se do Algarve, claro, já que se trata da habitual conversa para entreter parolos. Em Vilamoura, por exemplo, arruaceiros britânicos desancaram dois guardas da GNR e atiraram para a piscina um deles – que partiu a cabeça e uma mão, e...

Gratidão e caráter nos Globos de Ouro

G

Conhecido pela irascibilidade exibida no banco do FC Porto, raramente Sérgio Conceição revela o seu lado humano. Mas eu, que detesto vê-lo na fase do destempero, guardei o que escreveu, há poucas semanas, na hora do adeus de Maria Teresa Granado, fundadora da Comunidade de São Francisco de Assis, em Coimbra, que Sérgio apoia: “Hoje apagou-se uma das luzes mais brilhantes que conheci na minha vida...

Medina sem perdão

M

No dia em que completo 11-anos-11 (!) de ‘Antena paranoica’, quero salientar os três temas da semana que mais me tocaram como telespetador. O primeiro é o da recusa do Presidente em afastar o almirante Mendes Calado de Chefe do Estado-Maior da Armada – por evidente ação persecutória do ministro da Defesa – como se uma alta e prestigiada patente militar pudesse ser tratada como um ‘boyzeco’ caído...

Desafios ao Estado estão apenas no início

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Quando se está entre a espada e a parede, aprendi há muito tempo que se deve sempre escolher a espada. Isso quer dizer que se estivesse no lugar do responsável pelo Corpo de Intervenção teria detido o juiz negacionista mal ele se encostou a mim e me apontou o dedo à cara. Depois se veriam as consequências. Porque ficaria bem comigo, não seria humilhado perante as câmaras de TV, reforçaria o...

Alexandre Poço pode ter futuro na política

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As redes sociais não sobreviveriam sem a cultura do ódio. E para isso fabricam as suas vítimas, que são apedrejadas sem piedade. Eduardo Cabrita teve a sabedoria de se calar e desaparecer de cena – com a ajuda de S. Pedro que este ano nos borrifou as matas em agosto – mas entre aqueles que vão ousando deitar a cabeça de fora logo se arranjam novos alvos. Um dos últimos mártires é um tal de...

Em memória de Igor Sampaio

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O meu amigo João Luís acaba de partir. Nunca compreendi a escolha de Igor Sampaio para nome artístico já depois dos anos difíceis que partilhámos no final da década de 60. Conheci-o no Conservatório e acompanhei os conselhos do nosso professor de Arte de Representar, o ator e encenador Álvaro Benamor, para que trabalhasse no sentido de perder o sotaque micaelense. Isso fazia com que o João...

De Luanda a Cabul

D

Horríveis as imagens do desastre humanitário provocado pela entrada dos talibãs em Cabul e pelos vencidos em fuga! O caos no aeroporto, com o pânico dos afegãos qualificados e das suas famílias – gente traída que acreditou no Ocidente e no sonho de um futuro melhor – ilustra a terrível dimensão da tragédia. Sinto ser boa altura para recordar aqui os retornados da África portuguesa, que em 1975...

PSP assobiou para o ar

P

Ainda não terminou a sua patriótica missão na ‘task force’ e Gouveia e Melo já recebeu de quem representa o país aquilo que a esmagadora maioria dos portugueses lhe adiantou: admiração e gratidão por um notável trabalho de lucidez, bom senso, competência e inexcedível dedicação. Desgraçadamente, a miserável ação de que foi alvo por parte de uma dúzia de supostos negacionistas, que o empurraram e...

Gouveia e Melo: do mar a Belém ou… talvez não

G

Durão Barroso pagará sempre a fatura de ter ido tratar da vida e Guterres não deixará de cumprir o segundo mandato na ONU. Para Santana Lopes é capaz de ser tarde e para António Costa pode ser cedo – se vencer as ‘legislativas’ em 2023, terá condições políticas para dois anos depois abandonar o Governo para se candidatar à Presidência da República? No meio das incertezas, não faltarão os cromos e...

Alexandre Pais

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