Alexandre Pais

TagAntena paranoica

André Villas-Boas: há magia no Special Two

A

André Villas-Boas aprendeu com quem devia, ou seja, não se limitou a observar jogos e a elaborar relatórios para o chefe, mas soube “beber” o pior e o melhor de José Mourinho: uma vaidade incontida e uma razão indiscutível para essa vaidade. Nenhum treinador antes do Special One namorou tão bem com as câmaras de televisão. Nenhum as utiliza como Mourinho para ser o protagonista dos próprios...

Antena paranóica: duas imagens devastadoras para o futebol do Sporting

A

Tenho um amigo que não acredita que o realizador do “Preço Certo” seja um homem, tal o cuidado em não mostrar o que mais interessa. Pela minha parte, acho apenas que falta a alguns realizadores o sentido de reportagem de alguns jornalistas. Sou fã das transmissões dos jogos disputados em Espanha, precisamente porque, além do futebol, nos dão ainda o espectáculo e os pormenores. Há dias, no...

Antena paranóica: a derrota do humor

A

Foi como que um jornal que deixou de se publicar. Talvez por haver perdido a frescura, provavelmente porque a televisão vive de ciclos mais rápidos. Não, com toda a certeza, por deixar de ter razão de ser. A verdade é que o “Contra-Informação” fechou a porta esta semana. Pelo menos na RTP. Quando o programa se estreou, há 15 anos, o país era outro, as susceptibilidades ainda estavam em franja, os...

Antena paranóica: o álcool que embala o berço

A

Há truques velhos como o Mundo. Nos anos 50, do século passado que ainda não houve outros, andava eu na escola em Canas de Senhorim e um inofensivo e simpático doente mental à solta pelas ruas, o Mário. A malandragem de então, uma minoria de desocupados que se entretinha nas tabernas, tinha o péssimo hábito de oferecer uns copos ao Mário, que bebia até cair de bêbado. A seguir, claro – e era isso...

Antena paranóica: um prémio, um visionário

A

Gostamos de erguer troféus e esquecer que o êxito só foi possível porque, antes, alguém ousou sonhar Desconfio muito dos prémios internacionais, outorgados muitas vezes não aos melhores mas aos amigos ou aos que proporcionam negócios mais chorudos. Mas acredito que não seja esse o principal critério de atribuição dos Emmy, que não desfrutariam do prestígio que alcançaram se não se guiassem por...

Antena paranóica: falar muito e dizer pouco

A

Os programas de “opinião pública”, que começaram nas madrugadas da rádio há muitos anos e gozam hoje de boa saúde nos canais noticiosos de televisão, constituem uma excelente área de estudo para quem queira criar um perfil do português médio e compreender o que lhe vai na cabeça. É também por isso que gosto de andar de metro, de ver como se vestem as pessoas, se estão mais ou menos fechados os...

Antena paranóica: o eixo do bem

A

Perdido na noite alta da SIC Notícias, ao alcance de uma minoria, “O Eixo do Mal” deve parecer, aos mais distraídos, um programa dirigido exclusivamente a intelectuais. É pena. Intoxicado por serviços noticiosos em que os temas importantes, em particular os que lhe doem no osso, se diluem em poças de sangue, o telespectador médio muito teria a ganhar – em capacidade de entendimento da realidade...

Antena paranóica: CM, a grande conjugação

A

A crise que ataca hoje o mercado dos jornais e revistas passa incólume pelo “Correio da Manhã”, que bateu, segundo a APCT, um novo recorde de vendas em banca: 123.716 exemplares/dia nos primeiros oito meses de 2010. E 137.866 (!) em Agosto último. O CM teve um começo difícil e no primeiro ano de publicação vendia menos que outro diário nascido também no final da década de 70, o “Portugal Hoje”...

Antena paranóica: um pai perfeito

A

Gosto de programas populares, não tenho complexos. Mas confesso que me foi penoso assistir a parte do “directo” da última “gala” da “Casa dos Segredos”, da TVI, tarefa a que fui obrigado por puro dever de ofício. Estamos, de facto, perante algo muito mau, já que ao optar-se por concorrentes de fraca qualidade – e dizendo isto estou a ser simpático – mas capazes de “cenas” que garantem audiências...

Antena paranóica: Uma lua lá em baixo

A

Há 41 anos, vibrei quando o homem pisou pela primeira vez a Lua, graças à transmissão directa a que a RTP aderiu. Desde então, centenas de grandes eventos obrigaram-me a ficar milhares de horas “colado” ao televisor, tendo o meu “disco rígido” conservado apenas alguns, poucos. E não recordo, em quatro décadas, “directo” que me tenha tocado tanto como o do salvamento dos 33 mineiros, no Chile, que...

Alexandre Pais

Arquivo

Twitter

Etiquetas