Passam hoje dez anos – uma vida – sobre a data em que Alberto do Rosário, então na liderança da Lusomundo, fez de mim o quinto dos oito directores que o “Tal & Qual” conheceu ao longo de uma presença de 27 anos nas bancas. Nascido no Verão de 1980, por iniciativa de Joaquim Letria e na sequência de um programa de grande êxito daquele comunicador, na RTP, o “Tal & Qual” desapareceu em...
Antena paranóica: o "Plano inclinado" inclinou-se demasiado
Acabou o “Plano inclinado”, um “must” da SIC Notícias. Curiosamente, essa conversa sobre economia não chegou ao fim por ter cumprido o seu ciclo de vida, mas porque Mário Crespo e Medina Carreira se desentenderam antes da gravação e já não houve nada para ninguém. O programa faz falta, apesar de Gomes Ferreira preencher bem a agenda da estação, ao apresentar entrevistas a convidados qualificados...
Antena paranóica: o “Plano inclinado” inclinou-se demasiado
Acabou o “Plano inclinado”, um “must” da SIC Notícias. Curiosamente, essa conversa sobre economia não chegou ao fim por ter cumprido o seu ciclo de vida, mas porque Mário Crespo e Medina Carreira se desentenderam antes da gravação e já não houve nada para ninguém. O programa faz falta, apesar de Gomes Ferreira preencher bem a agenda da estação, ao apresentar entrevistas a convidados qualificados...
Antena paranóica: começou a debandada da RTP
A administração da RTP terminará este ano o seu mandato, pelo que precisa de dar sinais positivos que confirmem o meritório trabalho de gestão desenvolvido numa empresa pública em que o prejuízo é tradição. Mas desta vez não precisou sequer de se esforçar, já que lhe caíram na mesa os pedidos de demissão de quatro dos seus melhores quadros, que rumam à TVI com duas vantagens pessoais imediatas:...
Antena paranóica: um Portugal sem talento
Com a transmissão das primeiras “sessões” é possível fazer o retrato de “Portugal tem talento”, da SIC: um pastelão sem graça. Gravaram-se provas dos “artistas” por atacado – no mesmo programa o júri surge com roupas diferentes –, colocou-se Bárbara Guimarães fora do seu registo e… vamos ver no que dá. Não deu, seguramente, o que se esperava. Os erros serão três. O primeiro: o formato, que...
Antena paranóica: o desleixo frente às câmaras
Os jornalistas da SIC entraram em conflito com a hierarquia por causa dos subsídios variáveis atribuídos aos principais pivôs da estação e, à hora a que escrevo esta crónica, estará até a decorrer em Carnaxide um plenário da redacção. Não se discute aqui, obviamente, a razão que poderá caber a quem optou pelo recurso à nova remuneração ou a quem a contesta. É com a divergência que o Mundo avança...
Antena paranóica: meia hora de ouro na Grande Entrevista
A “Grande Entrevista” da RTP1 colocou esta semana frente-a-frente dois dos meus jornalistas preferidos: Judite de Sousa e Artur Agostinho. Nela, admiro desde logo o triunfo profissional numa área em que as mulheres em postos de relevo já deviam ser – mas ainda não são – regra, depois a qualidade e o rigor que coloca no seu trabalho e, finalmente, a isenção que só vi abanar uma vez: quando caiu na...
Antena paranóica: a desilusão da noite eleitoral
A imaginação esteve em baixo no último serão eleitoral, que nos mostrou as caras de sempre e formatos tão gastos que só a nitidez da imagem lembrava não ter o tempo voltado para trás. A RTP liderou as audiências, muito pela segurança que José Alberto Carvalho e José Rodrigues dos Santos transmitem ao espectador, mas também pelo achado da participação de Rui Rio – um dos poucos políticos do país...
Júlia Pinheiro na SIC: o regresso da palhaça
Não me lembro de alguma vez a contratação de um profissional de televisão ter motivado o aparato mediático que há uma semana vimos no retorno de Júlia Pinheiro à SIC. Tudo pareceu um pouco exagerado, desde a troca de ternuras de plástico entre Ana Marques e a filha-pródiga, ao longo do directo, até à simulação da assinatura do contrato, com Francisco Balsemão lado a lado com a vedeta. Mas os...
Antena paranóica: uma mistura explosiva
Desapareceu Vítor Alves, um dos capitães de Abril mais moderados, sem que os portugueses tivessem parado para pensar no que lhe deviam ou lhe prestassem a homenagem de uns breves segundos de silêncio. Morreu em paz, acabou. Verdadeiramente “emocionante” foi, sim, o quase simultâneo assassínio de Carlos Castro, com os seus contornos bárbaros e promíscuos, em contraste com o mundo de fantasia cor...
