Alexandre Pais

AutorAlexandre Pais

Seis nomes

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Foi um fim de semana pródigo em proezas e fracassos, surpresas e confirmações. Escolho, quase ao acaso, seis dos muitos protagonistas. Rui Vitória. Continua a contrariar todos os maus agouros com que há um ano o mimoseámos. A afirmação plena de Pizzi, a explosão de André Horta e a recuperação de Gonçalo Guedes aí estão, logo a abrir a época, como prova de fogo. Adrien. Mais um excelente...

A tese do fogo posto esconde o que não foi feito

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O truque repete-se e a tragédia também: temos já metade da área ardida da UE. Impotentes perante a calamidade, os responsáveis pela organização do combate recorrem à gasta tese do fogo posto. Foi o que fez há dias, na RTP, Jorge Gomes, secretário da Administração Interna, ao lançar a suspeita de crime sobre os sinistros que se iniciam de noite. Tenta-se, desse modo, tirar o foco do que não se...

Estou agarrado aos cafés Delta

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Corria o ano de 1988, a Élan atingia o pico editorial e o Benfica chegava à final da Taça dos Campeões. Recebi então um telefonema do António Sala – no apogeu da sua popularidade e na desse fenómeno da rádio que foi o Despertar, da Renascença – a convidar-me, em nome da Delta Cafés, para integrar a comitiva que a empresa ia levar à Alemanha para assistir à sétima final europeia do clube da Luz...

Rui Jorge, o terceiro vértice

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Não foram ontem tão brilhantes contra as Honduras como antes frente à Argentina, os nossos olímpicos do futebol. Mas venceram de novo claramente, tendo deixado por concretizar muitas oportunidades – embora a defesa portuguesa tenha sido feliz ao ver o adversário falhar também hipóteses de golo. E aquela fantástica assistência de Bruno Fernandes a Carlos Mané, sobre a hora de jogo, define bem a...

Moniz Pereira, o cultor da família

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A tristeza pela morte de Mário Moniz Pereira atravessou a sociedade portuguesa e até aqueles que não eram admiradores do professor – que dizia o que pensava sem se preocupar em agradar – se juntaram aos coros de elogios pela obra que nos legou. De modo geral, todos os canais cumpriram bem a tarefa de salientar o estatuto do desportista que desaparecia e a sua decisiva importância nas grandes...

"Os nossos medalhados": um grande trabalho de Norberto Santos

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“A maturidade do homem consiste em haver reencontrado a seriedade que tinha no jogo quando era criança” – Nietzsche Restarão nas bancas já poucos exemplares do livro do jornalista Norberto Santos, Os nossos medalhados, lançado no início deste mês. Foi o autor, sempre generoso, que me lembrou ter nascido a ideia, desta obra, do trabalho que lhe pedi para elaborar, em 2012, a propósito da Olimpíada...

“Os nossos medalhados”: um grande trabalho de Norberto Santos

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“A maturidade do homem consiste em haver reencontrado a seriedade que tinha no jogo quando era criança” – Nietzsche Restarão nas bancas já poucos exemplares do livro do jornalista Norberto Santos, Os nossos medalhados, lançado no início deste mês. Foi o autor, sempre generoso, que me lembrou ter nascido a ideia, desta obra, do trabalho que lhe pedi para elaborar, em 2012, a propósito da Olimpíada...

FC Porto vê milhões a voar

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Os negócios dependem essencialmente de uma caraterística especial dos investidores, que ou se tem ou não se tem: a capacidade para prever o que há-de vir. Não dispor dessa qualidade ou, tendo-a na maior parte das vezes, falhar um feeling, pode conduzir a prejuízos irreparáveis. A contratação de Lopetegui pelo FC Porto constituiu, há dois anos, um risco tremendo e já muito se perorou sobre isso...

Um amor como a peste

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Acabou mais uma série de “Love on top” e logo começou outra, como uma espécie de peste que nunca deixa de contaminar. Esgotado de momento o filão da reality-boçalidade, a TVI estica a vida do moribundo até que a rentrée permita que a inesgotável criatividade humana tire da cartola novo coelho para audiências pouco exigentes. Mas a estação de Queluz não exibe só a face oculta da Lua na programação...

Repetiu-se em Munique o massacre de 1972

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O recente ataque armado em Munique, que provocou dez mortos e duas dezenas de feridos, faz-nos recuar no tempo 44 anos e recordar o massacre ocorrido naquela mesma cidade alemã – onde decorriam os Jogos Olímpicos – após um comando palestiniano ter assaltado os quartos dos atletas israelitas na Aldeia Olímpica, fazendo 11 reféns. Foi a 5 de Setembro de 1972 que oito elementos de uma facção...

Alexandre Pais

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