Alexandre Pais

TagCorreio da Manhã

Antena paranóica: adeus ilusão de uma justiça discreta e fiável

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A entrevista de Rita Marrafa de Carvalho à procuradora-adjunta de Beja é um furo jornalístico, ponto. Penetrar no impenetrável é um feito a que boa parte da classe já renunciou, seduzida pelo conforto do rabo sentado. Mas interrogo-me sobre o que levará a RTP, e o seu serviço público, a revolver o porão de um crime bárbaro cujos contornos fariam a glória de um canal especializado no quanto mais...

Antena paranóica: Lynch e a sua lei espreitam uma oportunidade

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O caso do desaparecimento de Rui Pedro é, como salientou Manuel Catarino nestas colunas, “o retrato perfeito do pior da nossa justiça”. O calvário da família tem-nos afligido nos últimos 14 anos, já que em cima do insuportável sofrimento dos martirizados pais cai a frustração colectiva pela impunidade de que goza o criminoso, seja lá quem for. É muita dor junta para que haja conformação. Quem não...

Antena paranóica: o triste papel de Vítor Gaspar

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No último “Quadratura do Círculo”, António Costa interpretou bem o sentimento quase generalizado dos portugueses, envergonhados pela subserviência com que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, foi “apanhado” a falar com o homónimo alemão, Wolfgang Schauble. Senti o mesmo, aliás, quando vi José Sócrates abraçar efusivamente Kadafi, com sorrisos largos que em nada correspondiam ao estilo fechado...

Antena paranóica: mais black que White

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A televisão é mágica, maravilhosa, e também exigente e implacável. Na sua história amontoam-se cadáveres de gente respeitável que simplesmente falhou na aventura por um território que desconhecia. Pode ser esse o caso de Miguel Stanley, um dentista conceituado mas um “flop” na comunicação. As considerações filosóficas sobre temas que fogem ao que domina são insuportáveis, os abraços evidenciam...

Antena paranóica: Maria João Abreu, uma estrela sem palco

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O apreço que António Sala e Manuel Luís Goucha me merecem, e o respeito que devo a todos os que colaboram em “A tua cara não me é estranha”, da TVI, fazem com que não gaste demasiada cera com um programa que é do pior que se tem feito entre nós, mesmo tendo em conta a pouca exigência do público-alvo. Prefiro salientar o que julgo mais positivo: as criações de alguns artistas cuja capacidade...

Antena paranóica: "Até à verdade" é pura ficção

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A SIC responde ao “Depois da vida”, da TVI, com “Até à verdade”, perseguindo idêntico objectivo: entreter espectadores pouco exigentes. Mas o programa da estação de Carnaxide consegue ser ainda mais triste, já que mexe com crimes, famílias de vítimas, desesperados que procuram explicações. Na última edição, os dois médiuns contratados, em plena cena de um assassínio, “pressentiram” uma série de...

Antena paranóica: “Até à verdade” é pura ficção

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A SIC responde ao “Depois da vida”, da TVI, com “Até à verdade”, perseguindo idêntico objectivo: entreter espectadores pouco exigentes. Mas o programa da estação de Carnaxide consegue ser ainda mais triste, já que mexe com crimes, famílias de vítimas, desesperados que procuram explicações. Na última edição, os dois médiuns contratados, em plena cena de um assassínio, “pressentiram” uma série de...

Antena paranóica: a treta do "Depois da Vida"

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Acredito em Deus, seja qual for a Sua forma. É a minha única concessão ao mundo espiritual, não creio em mais nada. Mas não é por isso que acho “Depois da Vida”, da TVI, uma treta. Bastou-me ver o último programa para reparar que a médium de serviço não tem o nível da antecessora. E salta agora a vista o que antes quase se confundia com ciência: uma simples capacidade de analisar comportamentos...

Antena paranóica: a treta do “Depois da Vida”

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Acredito em Deus, seja qual for a Sua forma. É a minha única concessão ao mundo espiritual, não creio em mais nada. Mas não é por isso que acho “Depois da Vida”, da TVI, uma treta. Bastou-me ver o último programa para reparar que a médium de serviço não tem o nível da antecessora. E salta agora a vista o que antes quase se confundia com ciência: uma simples capacidade de analisar comportamentos...

Antena paranóica: muito fala o pagode

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As rubricas de “vox populi” têm tradição em Portugal e, tendo começado nos jornais – os antigos vespertinos eram mestres na área – e alastrado à rádio, acabaram por se instalar na televisão, onde são hoje recorrentes pela facilidade de execução, baixo custo e criatividade zero para editores e chefias. Então agora, com a crise a apertar e o protesto na ponta das línguas, abusa-se da coisa. O pão...

Alexandre Pais

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