António José Seguro saiu-se melhor que Passos Coelho no seu frente-a-frente com Vítor Gonçalves. Bem preparado, o líder do PS resistiu à estratégia do jornalista, que dispara perguntas sem deixar ouvir as respostas e sobrepõe a voz à do entrevistado até o silenciar. O problema de Seguro é que é hoje mais difícil convencer espalhando ideias vagas, para mais com a recordação fresca do que prometeu...
Antena paranóica: um pastelão na praia
Só a RTP teria hoje condições para produzir o espectáculo “7 Maravilhas – Praias de Portugal”, que não foi além do 9.º lugar no top dos programas mais vistos do dia e não terá pago, assim, o dinheiro que nos custou. Tratou-se, é certo, de um verdadeiro conteúdo de serviço público, que valorizou uma das mais-valias do país e que Catarina Furtado e José Carlos Malato apresentaram de forma superior...
Antena paranóica: o best-seller de Chelas
Creio que não li e espero nunca ser tentado a ler um livro escrito por um “famoso” televisivo, seja verdadeiro ou um daqueles figurões reconhecidos na rua por coisa nenhuma. Não é preconceito mas mania: um autor ou vale por si ou não presta. Não vou por isso pronunciar-me sobre as obras de José Rodrigues dos Santos e posiciono-me entre os elogios de alguns amigos, o sucesso das vendas e umas...
Nas telenovelas mandam os lóbis (e no resto também)
Em entrevista ao “Correio da Manhã”, São José Correia desafiou a hidra tentacular ao tecer fortes críticas à forma como se fazem telenovelas em Portugal, sublinhando os lóbis que mandam na representação. Não me parece que a escolha dos actores funcione de forma diferente de outras áreas de actividade, mas louve-se a coragem da actriz ao colocar o dedo na ferida. Pagará por isso, como calculará...
Antena paranóica: há falta de gente nova a falar de desporto na TV
As longas horas de transmissões dos Jogos Olímpicos de Londres forçaram RTP e Eurosport a recorrer a dezenas de comentadores, especialistas e supostos entendidos nas diversas modalidades. A estação oficial terá perdido o confronto ao apresentar, a par de alguns opinadores excelentes, outros sem os mínimos olímpicos. Entre os primeiros, é justo destacar a extraordinária capacidade de Luís Lopes a...
Antena paranóica: a absurda história de Zita Seabra
Zita Seabra foi militante do PCP, controleira e deputada, distinguindo-se em S. Bento pela agressividade. Um dia, desiludida, largou o símbolo da foice e do martelo, que a levou a ser perseguida, e continuou a sua vida, acabando por aderir ao PSD. Teve funções autárquicas e regressou à AR, ou seja, passou da esquerda-esquerda para o centro-direita, não só ao nível da opinião, como seria natural...
Antena paranóica: gato escondido com rabo de fora
As votações por chamadas de valor acrescentado são o que são: uma fonte de receitas para quem as contrata com o operador e as promove. Haverá quem respeite os seus resultados e quem os altere, uma vez que não existe escrutínio, nem um regulador a pedir contas. Agora que terminou “A tua cara não me é estranha”, cujos vencedores são supostamente apurados por votos “telefónicos”, seria bom que a...
Antena paranóica: precisamos de compreender
A crise financeira deu todo o protagonismo aos especialistas na matéria e permitiu que Medina Carreira visse confirmadas pela realidade previsões que pareciam “catastrofistas”. Foi bom também termos acompanhado as últimas mas vigorosas intervenções de Ernâni Lopes, com os seus mapas cuidadosamente elaborados, como se precisassem de validação os alertas que nos deixou. E tempo tivemos para mais...
Antena paranóica: o Álvaro é teso
Manifestações preparadas pelos sindicatos, com adesão limitada aos indefectíveis, esperam os membros do Governo nas deslocações pelo país. Nada de mais, cada um luta com os meios de que dispõe e bem andaremos enquanto tudo se resumir a berros e palavrões. Mas esses actos de protesto só têm algum peso porque os canais de TV vão atrás do assunto. E nada como uma câmara para subir o tom dos insultos...
Antena paranóica: (mais) asneiras que doem
O motivo principal que sempre me afastou das câmaras de TV é a consciência de que sou, pelo menos em termos audiovisuais, um medíocre comunicador. E, para asneiras, basta-me o exercício da escrita e o abuso da paciência do leitor. É verdade que a necessidade aguça o engenho e a alguns jornalistas sobra audácia e presunção na intervenção televisiva, colocando-se desse modo nas mãos da mais...
