Alexandre Pais

TagAntena paranoica

O Festival da Canção e o anjo da morte

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A transmissão do Festival da Canção confirmou a falta de qualidade que se antevia. Canções medíocres, intérpretes medianos, produção franciscana e audiência modesta – inferior, por exemplo, à que consegue “O Preço Certo” – ficaram como marcas de um serão que já nem aos nossos avós agradaria. Em 50 anos, o Mundo mudou vezes sem conta e a conceção de espectáculo em que a RTP insiste tem a...

Só se pode bater mal

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Leio no “Negócios” que nos últimos seis meses o Novo Banco foi o campeão do financiamento aos clubes de futebol, como se não vivessem os nossos emblemas acima das suas possibilidades e como se das cinzas do falido BES tivesse nascido um potentado financeiro. Não ganhamos juízo, como se confirma com os 36% (!) de crescimento, em fevereiro, das vendas dos veículos ligeiros. Ou com a torpeza do...

Pobres gabarolas a falar de sexo

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Com “Vamos falar de sexo”, a SIC explora de novo um filão que nunca falha em termos de audiências. Por isso, deu-lhe o gás todo: transmite-o em episódios (sete!) e em horário nobre, no Jornal da Noite, entre as notícias e a homilia de Marques Mendes. Apresentado como reportagem, o programa assenta em depoimentos de linguagem crua e supostamente desinibida, com aparição final de um psicólogo...

País de pobretes e alegretes

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Armando Esteves Pereira dissertava anteontem, na última página, sobre o poder que alienámos ao deixarmos de ter grupos financeiros. E concluía o diretor adjunto do CM: “É em Espanha, Angola ou China que estão os verdadeiros centros de decisão deste país”. A questão que acrescento é: e merecíamos ter centros de decisão? A PT reconheceu ter ficado a dever-se a um erro humano o recente apagão que...

A caça às chamadas, uma choradeira sem fim

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As chamadas de valor acrescentado são hoje um filão que meio algum pode dispensar. A necessidade puxa pelo engenho e, das “votações” com brinde às apostas nos prémios em dinheiro, aí temos a maior concorrência à Raspadinha. Santana Lopes sofre. Ao fim de semana, as tardes da TV têm alinhamento simples: três minutinhos de música popular e moçoilas a dar à perna, seguidos de conversa de chacha de...

Que RTP iremos ter?

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Pronto, não se pode elogiar. Entusiasmei-me com a estreia de “Got Talent Portugal” e com o suposto papel familiar de Marco Horácio, e ei-lo a descarrilar ao sair da gare. Confrontado com o apelido de um concorrente, Camoesas, logo lhe fugiu o pé do travão ao inventar um trocadilho forçado e de péssimo gosto: as “camoesas de Vénus”… Há quem diga que a chegada de Nuno Artur Silva à administração...

Embora por agora nada mais haja que isto

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Preencher com texto uma reportagem de um minuto e 20 segundos pode parecer fácil, mas não é. E menos ainda se o repórter for novato e trabalhar sem rede, ou seja, desenrasca-te e pronto. Há dias, tentando explicar um acidente de viação, o jornalista advertia de forma surreal: “…Embora por agora oficialmente não sejam avançadas causas que merecem profunda investigação.” O que quererá dizer o...

Got talent mas pouco

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Com “Got Talent Portugal”, a RTP honra a sua função de serviço público, goste-se ou não do trabalho produzido. E o certo é que a estreia ultrapassou 1 milhão de espectadores e não ficou tão longe como se poderia esperar da “Casa dos Segredos”, da TVI, sinal de que, entre um serão de alguma coisa e outro de coisa nenhuma, há cada vez mais pessoas a procurar qualidade nos conteúdos televisivos...

Júlio Isidro, o eventual colaborador

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A RTP aplicou ontem duro golpe na sua má consciência ao dedicar largas horas da programação aos 55 anos de atividade de Júlio Isidro, um dos nossos últimos grandes comunicadores. Personalidades de diversos quadrantes da vida portuguesa deram testemunho das qualidades de um profissional que em 100 mil horas no ar na rádio e em 30 mil horas em televisão preencheu quase todos os géneros da...

A barca infernal

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Em “Barca do Inferno”, da RTP Informação, a comissária do PSD soma todas as eleições de Cavaco e Soares para os colocar a par, com 15 milhões de votos cada, estrambólica coisa. E ao sublinhar os 2,7 milhões do Presidente na primeira eleição e omitir que Soares obteve 3,5 milhões ao ser reeleito, Sofia Rocha revela a sua qualidade. O caso de Raquel Varela é mais grave, trata-se de uma historiadora...

Alexandre Pais

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