Alexandre Pais

TagAntena paranoica

Embora por agora nada mais haja que isto

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Preencher com texto uma reportagem de um minuto e 20 segundos pode parecer fácil, mas não é. E menos ainda se o repórter for novato e trabalhar sem rede, ou seja, desenrasca-te e pronto. Há dias, tentando explicar um acidente de viação, o jornalista advertia de forma surreal: “…Embora por agora oficialmente não sejam avançadas causas que merecem profunda investigação.” O que quererá dizer o...

Got talent mas pouco

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Com “Got Talent Portugal”, a RTP honra a sua função de serviço público, goste-se ou não do trabalho produzido. E o certo é que a estreia ultrapassou 1 milhão de espectadores e não ficou tão longe como se poderia esperar da “Casa dos Segredos”, da TVI, sinal de que, entre um serão de alguma coisa e outro de coisa nenhuma, há cada vez mais pessoas a procurar qualidade nos conteúdos televisivos...

Júlio Isidro, o eventual colaborador

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A RTP aplicou ontem duro golpe na sua má consciência ao dedicar largas horas da programação aos 55 anos de atividade de Júlio Isidro, um dos nossos últimos grandes comunicadores. Personalidades de diversos quadrantes da vida portuguesa deram testemunho das qualidades de um profissional que em 100 mil horas no ar na rádio e em 30 mil horas em televisão preencheu quase todos os géneros da...

A barca infernal

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Em “Barca do Inferno”, da RTP Informação, a comissária do PSD soma todas as eleições de Cavaco e Soares para os colocar a par, com 15 milhões de votos cada, estrambólica coisa. E ao sublinhar os 2,7 milhões do Presidente na primeira eleição e omitir que Soares obteve 3,5 milhões ao ser reeleito, Sofia Rocha revela a sua qualidade. O caso de Raquel Varela é mais grave, trata-se de uma historiadora...

Não faltarão más notícias

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Se há sectores sem capacidade para mudar o que seja de 31 para 1 – ao contrário, por exemplo, das gasolineiras – é a comunicação social. Por haver menos gente a trabalhar ou por falta de assunto, o certo é que os dois ou três primeiros dias do ano são de pasmaceira total, a que sempre se associa o sr. Presidente da República e a sua conhecida inaptidão para nos suscitar emoções. Das reportagens...

Menos asneiras para 2015

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A necessidade de chocar para ter audiências é uma mancha nebulosa que se iniciou nos “reality shows” e foi alastrando a outras áreas do fenómeno televisivo até atingir a informação, que mistura desgraças de todos os tipos com as notícias propriamente ditas. A realidade é o que é, só o que me aflige é a deturpação dos factos em nome da especulação. No dia de Natal, a operação da GNR nas estradas...

A patética nudez de Lima e Monteiro

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Não é novo: a televisão é mortal. O mal é deixarmo-nos embalar pela exposição dos bons momentos, que são poucos e passam depressa, porque se o fizermos é certo que ficaremos nus na praça pública – a expressão nunca foi tão verdadeira – quando menos gostaríamos que nos vissem em desgraça. O ministro Pires de Lima peca pela mania da excentricidade. E foi meter-se, com aparato mediático, na guerra...

Os gestores da RTP e os professores doutores

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Os últimos tempos têm sido esclarecedores quanto à necessidade de supervisão, pelo que o facto de a RTP prestar contas ao Conselho Geral Independente é, por isso, um factor positivo. Porque no que respeita à suposta desgovernamentalização estamos esclarecidos: o Executivo indica dois elementos e o Conselho de Opinião nomeia outros dois, sendo naturalmente um, pelo menos, da cor dos partidos da...

Marcelo, o professor incómodo

M

A rapariga, na ingenuidade dos 16 anos, foi assistir a uma sessão do Parlamento e sentiu-se chocada ao descobrir que havia deputados que estavam mais interessados nos vídeos de situações caricatas e nas fotos de “mulheres avantajadas”, por certo pouco vestidas, que viam nos seus computadores, do que nos trabalhos do plenário. A mãe da adolescente protestou, em carta à presidente da AR, e Marcelo...

O improviso, a violação e o interesse público

O

A “bomba” da detenção de Sócrates depressa se tornou em onda de choque que atingiu os repórteres, obrigados a “cavar” os desenvolvimentos. Foi assim que ouvimos falar em carros “descaracterizados” – como se houvesse o hábito de utilizar viaturas “caracterizadas” nessas operações – e outros dislates, que foram do arguido a “consultar os volumes do processo” até “ao mínimo de três meses” atribuído...

Alexandre Pais

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