Alexandre Pais

TagAntena paranoica

Nem novas, nem provas no caso Maddie McCann

N

Já aqui referi o “Rua segura”, da CMTV, cujo êxito assenta tanto na informação privilegiada sobre o crime como na competência dos comentadores – e também no poder de comunicação de Sara Carrilho, é justo acrescentar. Um programa com aquelas caraterísticas poderia ser socialmente explosivo se outros fossem os opinadores em estúdio, mas o que temos é uma tribuna de conhecimento, pedagogia e bom...

Realizador bom, realizador mau

R

Não sei se um realizador de televisão tem formação jornalística, o que sei é que se lhe exige sentido do espectáculo, ou seja, a noção daquilo que, a cada segundo, pode interessar ao telespectador. Deve ainda ter memória, o que quer dizer, no caso de ser jovem, que necessita adquirir a que lhe falta, lendo, vendo, perguntando e, no mínimo, estando atento à atualidade. Vem isto a propósito da...

Uma sólida carreira

U

Chama-se Érica uma das participantes mais coloridas da saga “Casa dos segredos”. Ávida por se distinguir da vulgaridade, a jovem levou à TVI, como “segredo”, uma carta de apresentação que não é para todas: no início da quarta série do programa, em 2013, já tinha mantido relações sexuais com mais de 100 vítimas. Para que não se pense que a rapariga mudou de ramo, eis que esta semana – numa...

Um riso irritante nas "Viagens à minha terra"

U

Não perco, aos domingos, no Jornal das 8 da TVI, a rubrica “Viagens à minha terra”, com a qual conhecemos os espaços onde algumas figuras públicas vivem ou cresceram. Claro que se o personagem não me interessa ou me é antipático, sigo as melhores práticas e mudo de canal. Mas existe um ruído perturbador da narrativa do convidado e inimigo dos nossos ouvidos e boa atenção: o riso intenso da...

Um riso irritante nas “Viagens à minha terra”

U

Não perco, aos domingos, no Jornal das 8 da TVI, a rubrica “Viagens à minha terra”, com a qual conhecemos os espaços onde algumas figuras públicas vivem ou cresceram. Claro que se o personagem não me interessa ou me é antipático, sigo as melhores práticas e mudo de canal. Mas existe um ruído perturbador da narrativa do convidado e inimigo dos nossos ouvidos e boa atenção: o riso intenso da...

Dois dias de loucos

D

A Operação Zeus, desencadeada a semana passada pela PJ e pela sua congénere da tropa não só permitiu deter seis suspeitos de um dos mais velhos pecados cá da terra – desde sempre que o sargento despenseiro teve fama de construir a sua vivendazinha – como provocou uma inveja dos diabos nas outras polícias. Logo na segunda-feira, acordámos com a notícia de que 250 militares da GNR levaram a cabo 21...

Nem todos pela lei e pela grei

N

O homem era alto e encorpado, sem dúvida, e embora na notícia do seu caso tenha havido uma inesperada poupança de “alegados” não me custa a crer que se tratasse de um assaltante de supermercados, um bandidozeco. Admito até que a tranquilidade do criminoso algemado fosse aparente, que quisesse unicamente armar-se em anjinho, e que tivesse despejado sobre os guardas ameaças de morte, ofensas às...

Nós, os detetives que já não vamos em conversas

N

Pedro Dias não se encontra em fuga, está apenas escondido, diz quem percebe da poda. Tenho igualmente essa ideia, não por ser entendido na coisa mas pela licenciatura de muitos anos de histórias de polícias e ladrões, e pelo mestrado que os últimos dias me ofereceram, ouvindo as teorias dos especialistas sobre o massacre de Aguiar da Beira e o desaparecimento do pequeno Martim. Longe vai o tempo...

Da caça ao homem ao pente fino: todo um reality show

D

Vamos para duas semanas de perseguição ao responsável por uma série bárbara de crimes, uma ação policial que tem sido um maná para a informação da TV e um pesadelo coletivo: para as autoridades, que desesperam, para as populações, que tremem de medo, para os repórteres, que já não sabem o que reportar, e para nós, infelizes observadores, esmagados pela repetição da expressão “caça ao homem”. Ao...

Taxistas com saídas de gato

T

Ao liderarem, com entradas de leão e saídas de gatinho ronronante, uma “manif” de seis ou sete mil viaturas que se ficou pela metade e acabou em centenas, a Antral e a Federação dos Táxis deram uma mão à concorrência. Durante quase 24 horas, os canais de informação mostraram tudo o que havia a mostrar e replicaram bem mais do que havia a dizer, já que os dirigentes da arruada se desdobraram em...

Alexandre Pais

Arquivo

Twitter

Etiquetas