A primeira vez que recebi um Gandula, aliás dois – um deles como Jorge Caiágua, autor de uma página sobre futebol, De A a Z, no Off-Side – foi em 1983, em Viseu. A entrega dos troféus dava-se por esta fase do ano, entre épocas desportivas, e constituía um grande acontecimento na altura. A iniciativa pertencia ao brasileiro Wilson Brasil, que a lançou no seu país e a continuou entre nós. Em 1995...
Premiar em vida: o mérito dos Troféus Gandula e de Wilson Brasil
Carlos Lopes: extraordinário e para sempre
Doze de agosto de 1984: 30 anos depois da medalha de ouro nos JO, parece que foi pouco tudo o que fez Carlos Lopes. Mas só em 1984 conseguiu apenas isto: 1. Em Nova Jérsia, EUA, recuperou o título mundial de corta-mato. 2. Em Estocolmo, Suécia, ajudou Fernando Mamede a bater o recorde mundial dos 10 mil metros, que era de Henry Rono, com 27:22, passando-o para 27:13,81, e fazendo o próprio Lopes...
O regresso de Júlio Isidro ou os “diretos” de férias
O verão traz à televisão horas e horas de diretos pelo país, particularmente “animados” pelo filão das chamadas de valor acrescentado. Com essas transmissões em época de férias, vamos conhecendo caras novas, nada de estimulante até agora – gosto de Catarina Camacho, mas ela não é bem uma novidade – e revemos profissionais com história. A RTP abusa do recurso, agora que parece enfim empenhada em...
O regresso de Júlio Isidro ou os "diretos" de férias
O verão traz à televisão horas e horas de diretos pelo país, particularmente “animados” pelo filão das chamadas de valor acrescentado. Com essas transmissões em época de férias, vamos conhecendo caras novas, nada de estimulante até agora – gosto de Catarina Camacho, mas ela não é bem uma novidade – e revemos profissionais com história. A RTP abusa do recurso, agora que parece enfim empenhada em...
O dilema de Luís Filipe Vieira
Em apenas um ano, a SAD do Belenenses reduziu o passivo de 10 para cerca de 8 milhões de euros, um trabalho ciclópico. Mas a boa gestão de Rui Pedro Soares não apagou as irresponsabilidades do passado e os credores – pouco dados a comover-se com boas práticas – exigem receber de imediato 7,2 milhões dos 8 da dívida, o que levou a administração da sociedade azul a requerer, e bem, o Processo...
Caso do Meco: alívio pela sétima vítima
O Ministério Público mandou arquivar o inquérito sobre a morte dos seis jovens arrastados pelo mar, no Meco, no final de 2013, por não terem sido recolhidos indícios de crime. Só a dor profunda, insuportável e definitiva pode justificar a insistência de alguns familiares das vítimas em encontrar à outrance um culpado pela sua perda. Num discurso repetitivo e pleno de amargura, a raiva, alimentada...
Otelo e Letria: duas entrevistas muito diferentes
Acompanhei esta semana as entrevistas a duas personalidades únicas: Otelo Saraiva de Carvalho, em repetição, na RTP Informação, e Joaquim Letria, em direto, na SIC. Resisti a ver a estreia, em abril, da conversa de Vítor Gonçalves com o estratega da Revolução porque de Otelo guardo unicamente o que lhe devo e tento evitar a recordação de todas as muitas asneiras que cometeu. E ouvi-lo a repisá...
Sopram ventos de mudança
O Benfica tarda em encontrar o pé e a impaciência aumenta nas suas hostes. Sinal de falta de qualidade dos “reforços” ou antes uma amostra do que aí vem? Lembro-me sempre de uma Taça de Honra da AFL, em mil novecentos e troca o passo, em que o Benfica foi goleado pelo Belenenses (5-0), na abertura da época, para depois, no campeonato, se sagrar campeão. Tenham calma, não se excitem. Tanto William...
Justiça feita antes de ficar por fazer
Em Julho de 1974, na sequência do decreto-lei 277/74, fui um dos vinte trabalhadores eleitos para a Comissão de Saneamento e Reclassificação da Emissora Nacional, a rádio oficial. Sem formação jurídica, armados em instrutores e com uma legislação que se limitava a apontar generalidades, cedo compreendemos que a montanha iria parir um rato. Apesar de muito divididos politicamente, encontrámos um...
Ricardo Salgado: uma detenção punitiva
Uma detenção punitiva Como cidadão, sentir-me-ia verdadeiramente protegido se o Ministério Público detivesse alguém muito poderoso, a fim de investigar sem entraves as tropelias que pudesse ter praticado. O certo é que, como Vale e Azevedo, que só burlou o Benfica e foi preso depois de ter deixado de ser seu presidente, também Ricardo Salgado só terá cometido malfeitorias – ainda por cima no caso...
