Alexandre Pais

Últimas histórias

O Record corrigiu um erro mas omitiu a glória azul…

O Record voltou a corrigir os erros que, involuntariamente, qualquer jornal comete, mas que poucos assumem. Defendi isso durante anos porque entendo que o leitor valoriza essa humildade e essa perseguição do rigor. Ainda hoje, o Record corrige um lapso da edição de ontem, quando se escreveu – a memória vai-se perdendo com a reforma dos jornalistas mais velhos… – que Fernando Santos era o...

O mau feitio de uma lenda

Da fama ele não se livra, embora se lhe compreenda o proveito: António Fagundes não é considerado um bom colega por alguns dos seus pares, sendo famosos episódios pouco cordatos nas gravações das telenovelas. Por exemplo, com a actriz Susana Vieira, que não tem nariz menos empinado que o actor – além de ser mãe de um ex-namorado de uma das minhas filhas, o que não sendo para aqui chamado me...

Eliseu, o profeta

Pois é, enquanto o FC Porto, com o seu tão cantado superplantel tem de construir uma equipa – só cinco dos 14 jogadores que atuaram no Dragão contra o Boavista pertenciam ao grupo portista na época passada – o Benfica, com a sua suposta minicrise, resolveu o problema criado pelo Moreirense recorrendo aos pesos-pesados. Sendo verdade, não sei se os patrões tradicionais da turma encarnada teriam...

…E Paulo Bento saiu de pé

A abrir, uma confissão: através de amigo comum, tornei-me amigo de Paulo Bento. Foi, aliás, das poucas amizades que fiz, fora dos jornais, ao longo do meu percurso. Por isso, sinto dificuldade em avaliar, sem paixão, o desempenho do ex-selecionador, seja como técnico, como comentador ou até como pessoa. Começo por gostar sempre e depois logo se vê. A conversa tranquila de ontem à noite, na RTP...

Humilhação laranja por acaso

As declarações dos reféns de um bandido devem ser entendidas de modo especial. A promessa de morte rápida por parte do torturador basta para que um homem diga o que não pensa e o que não quer. Nem é preciso exemplificar com os casos recentes das vítimas do extremismo islâmico. O próprio Xanana Gusmão, de cuja coragem ninguém duvida e que passou por sofrimentos inauditos nas montanhas de Timor e...

António Fagundes lançou a “Telenovelas” há 16 anos

A frase é do filósofo francês Paul Valéry: “Agradar a si próprio é orgulho, agradar aos outros é vaidade”. Mas que mais pode fazer um actor do que trabalhar para agradar aos outros? O actor que lançou uma revista António Fagundes é um monstro dos palcos e da televisão, ponto. Escrever mais qualquer coisa sobre o seu trabalho e o seu talento seria um exercício inútil. A área onde o consenso é...

António Fagundes lançou a "Telenovelas" há 16 anos

A frase é do filósofo francês Paul Valéry: “Agradar a si próprio é orgulho, agradar aos outros é vaidade”. Mas que mais pode fazer um actor do que trabalhar para agradar aos outros? O actor que lançou uma revista António Fagundes é um monstro dos palcos e da televisão, ponto. Escrever mais qualquer coisa sobre o seu trabalho e o seu talento seria um exercício inútil. A área onde o consenso é...

Porque gosto tanto de Bruno de Carvalho

No final do último Sporting-Belenenses, o presidente dos leões, Bruno de Carvalho, apareceu em campo mais ou menos zangado com toda a gente – o que é, aliás, próprio da sua maneira de ser – e também com o árbitro. Fiquei a pensar de que se queixaria ele, talvez da falta cometida sobre Nani, à entrada da área, e não assinalada, que o “Record”, e muito bem, puxou para foto da sua...

O próximo mártir

Se disser a alguém que vai morrer, sem adiantar quando (sei lá eu!), tenho 100 por cento de hipóteses de acertar. Ideia estúpida, esta? Sem dúvida, mas igualmente tão burra, oportunista e espertalhona como as críticas absurdas que, durante quatro anos, certos abencerragens da aldeia futebolística fizeram a Paulo Bento, até “acertarem” na sua saída. Críticas envergonhadas e cínicas sempre que...

Dirigir publicações: um trabalho muito difícil – 2

Referi aqui a semana passada a queda de três diretores de jornais diários, que associei à brutal descida das vendas que afecta esses títulos (JN, DN e Record), e sublinhei as dificuldades com que luta quem dirige publicações comercializadas em banca, numa época em que agoniza o hábito de adquirir informação em papel. Quero hoje apontar outros dois obstáculos que se erguem à liderança dos projetos...

Alexandre Pais

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