Queria falar-vos hoje do ministro que tem aquele montículo com um tanque a ser alvo de obras sumptuosas, mas optei pelo colega de Governo que ‘beneficiou’ do desvio de parte dos holofotes dos média para Odemira.
O titular da Educação – que tem um dos piores empregos do país – cometeu o erro de avaliar mal as implicações da transformação digital e tornou-se no inimigo público número 1 das famílias de alunos e agentes de ensino prejudicadas com o atraso na divulgação dos resultados dos exames. E transformou-se no bombo da festa das oposições, em especial das que mantiveram Portugal no século 20. Digitalizar para quê?
Precisamos de reformas e nada se muda sem colidir com a cultura da inércia e os interesses instalados. Fernando Alexandre quis modernizar um sistema retrógrado de classificação e avançou, arcando, com coragem, com as consequências do que correu mal. Fez-se com dor? Sem dúvida. Mas como disse uma professora na SIC Notícias, “a digitalização é vantajosa para os classificadores e para as famílias”. O resto são as pedras na engrenagem que tanto gostamos de pôr. Desta vez como sempre.
Antena paranoica, Correio da Manhã e cm.pt em 18julho26
