Alexandre Pais

Canto direto: Miami James

C

Com os anos que já tenho de vida, que são quase os mesmos que levo a ver futebol, fiquei também careca a assistir a jogos como o de ontem: uma equipa favorita, com um treinador brilhante, outra equipa a fazer pela vida, com um treinador humilde, e no final a segunda a levar a melhor sobre a primeira. Por esse eterno imponderável gostamos de futebol.

Na Luz, vimos um desafio “à inglesa”, com emoção de princípio a fim, com os jogadores a darem tudo, com o árbitro a acertar e a errar, com o público a ferver e com o marcador bailarino de tantas ocasiões: ganhou o FC Porto, podiam ter empatado, podia ter triunfado o Benfica.

A partida teve três momentos decisivos. O primeiro ocorreu aos 58 minutos, ganhava o Benfica por 2-1, quando entrou no relvado James Rodríguez, o craque que traz para o campo mais qualquer coisa que os outros craques. Com ele, o FC Porto recebeu um balão de energia e recuperou as forças que começavam a faltar, e foi mesmo o colombiano – poucas horas depois de voar mais de sete mil quilómetros desde Miami – quem “fez tudo” no lance do golo que deu o 2-2 e mudou a história.

O segundo momento decisivo aconteceu aos 71 minutos, quando Garay se lesionou e teve de sair – e sabe-se como é a defesa do Benfica sem o argentino. E logo veio o terceiro, numa “paragem cerebral” de Emerson, que viu o segundo “amarelo” e foi expulso, aos 77 minutos, o que agravou a fragilidade defensiva encarnada. Surgiu então o improvável Maicon a fazer o 2-3, enviando para as redes do lento e desamparado Artur uma bola que o mais que provável “Miami James” lhe colocou na cabeça. É assim o futebol, que vive tanto da tensão e dos erros, como do talento dos protagonistas.

Agora, claro, sobra para Jesus, que perdeu 8 pontos em 9, que soma quatro jogos sem ganhar, que vai receber o Zenit provavelmente sem Garay e sem Aimar. Já Vítor Pereira respira, e pode somar à Supertaça o campeonato e, quem sabe, a Taça da Liga. Para um treinador “de transição” não está mal, para um treinador-estrela não podia estar pior.

Com os anos que já tenho de vida, que são quase os mesmos que levo a ver futebol, fiquei também careca a assistir a jogos como o de ontem: uma equipa favorita, com um treinador brilhante, outra equipa a fazer pela vida, com um treinador humilde, e no final a segunda a levar a melhor sobre a primeira. Por esse eterno imponderável gostamos de futebol.
Na Luz, vimos um desafio “à inglesa”, com emoção de princípio a fim, com os jogadores a darem tudo, com o árbitro a acertar e a errar, com o público a ferver e com o marcador bailarino de tantas ocasiões: ganhou o FC Porto, podiam ter empatado, podia ter triunfado o Benfica.
A partida teve três momentos decisivos. O primeiro ocorreu aos 58 minutos, ganhava o Benfica 2-1, quando entrou no relvado James Rodríguez, o craque que traz para o campo mais qualquer coisa que os outros craques. Com ele, o FC Porto recebeu o balão de oxigénio que recuperou as forças que começavam a faltar, e foi mesmo o colombiano – poucas horas depois de voar mais de 16 mil quilómetros desde Miami – quem “fez tudo” no lance do golo que deu o 2-2 e mudou a história.
O segundo momento decisivo aconteceu aos 71 minutos, quando Garay se lesionou e teve de sair – e sabe-se como é a defesa do Benfica sem o argentino. E logo veio o terceiro, numa “paragem cerebral” de Emerson, que viu o segundo “amarelo” e foi expulso, aos 77 minutos, o que agravou a fragilidade defensiva encarnada. Surgiu então o improvável Maicon a fazer o 2-3, enviando para as redes do lento e desamparado Artur uma bola que o mais que provável “Miami James” lhe colocou na cabeça. É assim o futebol, que vive tanto da tensão e dos erros, como do talento dos protagonistas.
Agora, claro, sobra para Jesus, que perdeu 8 pontos em 9, que soma quatro jogos sem ganhar, que vai receber o Zenit provavelmente sem Garay e sem Aimar. E alivia Vítor Pereira, que pode somar à Supertaça o campeonato e, quem sabe, a Taça da Liga. Para um treinador “de transição” não está mal, para um treinador-estrela não podia estar pior.Com os anos que já tenho de vida, que são quase os mesmos que levo a ver futebol, fiquei também careca a assistir a jogos como o de ontem: uma equipa favorita, com um treinador brilhante, outra equipa a fazer pela vida, com um treinador humilde, e no final a segunda a levar a melhor sobre a primeira. Por esse eterno imponderável gostamos de futebol.Na Luz, vimos um desafio “à inglesa”, com emoção de princípio a fim, com os jogadores a darem tudo, com o árbitro a acertar e a errar, com o público a ferver e com o marcador bailarino de tantas ocasiões: ganhou o FC Porto, podiam ter empatado, podia ter triunfado o Benfica.A partida teve três momentos decisivos. O primeiro ocorreu aos 58 minutos, ganhava o Benfica 2-1, quando entrou no relvado James Rodríguez, o craque que traz para o campo mais qualquer coisa que os outros craques. Com ele, o FC Porto recebeu o balão de oxigénio que recuperou as forças que começavam a faltar, e foi mesmo o colombiano – poucas horas depois de voar mais de 16 mil quilómetros desde Miami – quem “fez tudo” no lance do golo que deu o 2-2 e mudou a história.O segundo momento decisivo aconteceu aos 71 minutos, quando Garay se lesionou e teve de sair – e sabe-se como é a defesa do Benfica sem o argentino. E logo veio o terceiro, numa “paragem cerebral” de Emerson, que viu o segundo “amarelo” e foi expulso, aos 77 minutos, o que agravou a fragilidade defensiva encarnada. Surgiu então o improvável Maicon a fazer o 2-3, enviando para as redes do lento e desamparado Artur uma bola que o mais que provável “Miami James” lhe colocou na cabeça. É assim o futebol, que vive tanto da tensão e dos erros, como do talento dos protagonistas.Agora, claro, sobra para Jesus, que perdeu 8 pontos em 9, que soma quatro jogos sem ganhar, que vai receber o Zenit provavelmente sem Garay e sem Aimar. E alivia Vítor Pereira, que pode somar à Supertaça o campeonato e, quem sabe, a Taça da Liga. Para um treinador “de transição” não está mal, para um treinador-estrela não podia estar pior.

Canto direto, publicado na edição impressa de Record de 3 março 2012

Por Alexandre Pais
Alexandre Pais

Arquivo

Twitter

Etiquetas