Alexandre Pais

ArquivoDezembro 2014

Chantagem insuportável na TAP

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As opiniões dividem-se entre os defensores e os opositores da privatização da TAP, estendendo-se ainda aos que preferem uma privatização parcial – maioritária ou minoritária – não faltando argumentos a uns e a outros para justificarem os seus pontos de vista. Creio que o bom senso aconselharia a privatização parcial porque isso permitiria ao Estado não só condicionar uma futura privatização total...

A caravela que levou ao Brasil o Portugal democrático

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Em 1976, Mário Soares, então primeiro-ministro do I Governo Constitucional, partia de Lisboa para uma viagem no Fernão de Magalhães – apropriado nome o dessa caravela da TAP – cujo destino era o Brasil, com Rio, São Paulo, Brasília e Baía no itinerário, e uma escala no Sal, em Cabo Verde, no regresso. Um regresso atribulado porque o nevoeiro só permitiu a aterragem em Faro, quando, no final de...

Sporting: os dias de cólera

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O Desportivo de Chaves cumpria uma época de grande estabilidade, a três pontos da subida e com bons desempenhos nas taças de Portugal e da Liga, quando a sua direção despediu Luís Norton de Matos. O Chaves acabara de empatar em casa com o líder, um resultado normal, que mantém as aspirações do clube, mas os dirigentes deram ao técnico, como razão para a dispensa, que a equipa podia fazer melhor...

Menos asneiras para 2015

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A necessidade de chocar para ter audiências é uma mancha nebulosa que se iniciou nos “reality shows” e foi alastrando a outras áreas do fenómeno televisivo até atingir a informação, que mistura desgraças de todos os tipos com as notícias propriamente ditas. A realidade é o que é, só o que me aflige é a deturpação dos factos em nome da especulação. No dia de Natal, a operação da GNR nas estradas...

Ricos para sempre e pobres toda a vida

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A presença de Ricardo Salgado no Parlamento, que abriu a catadupa de audições a outros elementos da corte familiar desavinda, acentuou de forma mais clara do que nunca a necessidade de afirmação e avidez de protagonismo de alguns deputados. Daquelas comissões de inquérito sabemos que pouco mais sai do que os generosos tempos de antena concedidos pelos canais de televisão, tanto a quem presta...

Partiu o dirigente sereno que evitou o pior

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Desapareceu há dias, aos 85 anos, um dos  símbolos do velho dirigismo desportivo que fez escola pelos piores motivos, mas que teve baluartes de serenidade, dedicação e competência como Barcínio Pinto, antigo chefe do departamento de futebol do Belenenses. Cruzei-me com ele no final da década de 80, quando dirigi o jornal do clube de Belém, e pude admirar-lhe o carácter. O jornalista Leonardo...

A estátua de Cristiano Ronaldo: imerecida ou talvez não

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Cabeça de Steven Gerrard, mãos de lenhador e uma pretensão genital king size fazem da estátua de Cristiano Ronaldo, ontem descerrada no Funchal, um pólo de atração turística de uma pobreza escultórica inesperada e de todo imerecida pelo jogador português. Dona Dolores bem tentou disfarçar a sua deceção, mas nem todos os artistas madeirenses podem ser os melhores do Mundo. Dececionado, na chegada...

A patética nudez de Lima e Monteiro

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Não é novo: a televisão é mortal. O mal é deixarmo-nos embalar pela exposição dos bons momentos, que são poucos e passam depressa, porque se o fizermos é certo que ficaremos nus na praça pública – a expressão nunca foi tão verdadeira – quando menos gostaríamos que nos vissem em desgraça. O ministro Pires de Lima peca pela mania da excentricidade. E foi meter-se, com aparato mediático, na guerra...

Admirador de José Águas, Lobo Antunes foi entrevistado… pela neta

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Em Outubro de 1992, a revista Dona fez uma reportagem em casa do futebolista Rui Águas, então de novo ao serviço do Benfica. Com ele, a mulher e dois filhos, sendo um a pequena Mariana, de 5 anos, já praticante de natação e ballet. O Rui afirmara há muito a sua capacidade no futebol, embora continuasse, como sempre acontecerá, a ser visto como filho de outro jogador extraordinário: o...

A antestreia que enganou Mário Soares

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A 15 de Março de 1988, estreou-se em Lisboa O Império do Sol, de Steven Spielberg. A Columbia & Warner decidiu fazer uma antestreia de gala, a 14, no Tivoli, com bilhetes a 1500 escudos (!) e receita a favor da AMI, de Fernando Nobre. O patrocínio era da revista Élan, que eu dirigia, e da discoteca Stones, duas marcas sem capacidade de mobilização – faltou o apoio da RTP, da rádio e de um...

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