No crescente coro de protestos que se vai opondo aos abusos do Executivo, por muitas e boas que sejam as razões invocadas, conseguimos perceber, nas mais diversas circunstâncias, o grau de raiva ou de tolerância dos jornalistas que elaboram as notícias – pela abordagem, pela adjectivação, pelo tom. Na televisão, a percepção torna-se mais clara, e ainda há dias um pivô começou o serviço noticioso...
Antena paranóica: não são “os” portugueses, são só… portugueses
No crescente coro de protestos que se vai opondo aos abusos do Executivo, por muitas e boas que sejam as razões invocadas, conseguimos perceber, nas mais diversas circunstâncias, o grau de raiva ou de tolerância dos jornalistas que elaboram as notícias – pela abordagem, pela adjectivação, pelo tom. Na televisão, a percepção torna-se mais clara, e ainda há dias um pivô começou o serviço noticioso...
Antena paranóica: os "faróis da deontologia"
Sou fã do “Prós e Contras”, da RTP, que tem a vantagem do exercício do pensamento, mesmo que por vezes a escolha dos participantes, ou dos que aceitam participar, mereça reservas. Como aconteceu na última segunda-feira, em que se discutiu o futuro do jornalismo sem a presença de pesos-pesados da experiência e da profissão. Preferiu-se, antes, recorrer aos habituais “faróis da deontologia”, cujo...
Antena paranóica: os “faróis da deontologia”
Sou fã do “Prós e Contras”, da RTP, que tem a vantagem do exercício do pensamento, mesmo que por vezes a escolha dos participantes, ou dos que aceitam participar, mereça reservas. Como aconteceu na última segunda-feira, em que se discutiu o futuro do jornalismo sem a presença de pesos-pesados da experiência e da profissão. Preferiu-se, antes, recorrer aos habituais “faróis da deontologia”, cujo...
Antena paranóica: nem Futre salva "Toca a mexer"
Não seria fácil à SIC encontrar um programa que pudesse disputar a liderança da TVI, nas noites de domingo. A capacidade de Teresa Guilherme na condução da coisa e a própria natureza perversa da fábrica de anormais tornam a “Casa dos Segredos 3” num obstáculo quase incontornável. Como aceitação da derrota, a estação de Carnaxide optou por lançar, no mesmo horário, algo de “familiar”, reunindo o...
Antena paranóica: nem Futre salva “Toca a mexer”
Não seria fácil à SIC encontrar um programa que pudesse disputar a liderança da TVI, nas noites de domingo. A capacidade de Teresa Guilherme na condução da coisa e a própria natureza perversa da fábrica de anormais tornam a “Casa dos Segredos 3” num obstáculo quase incontornável. Como aceitação da derrota, a estação de Carnaxide optou por lançar, no mesmo horário, algo de “familiar”, reunindo o...
Antena paranóica: a lição de Jorge Sampaio
No batalhão de economistas e candidatos que opinam nos canais de TV, Bagão Félix e Silva Lopes são os que mais se distinguem pela clareza com que expõem as suas ideias e criticam a política fiscal do Governo. Porque falta a paciência para os “técnicos”, que nos aborrecem com linguagem codificada, repetem o óbvio ou dizem o contrário do que garantiram antes. Mas a melhor performance dos últimos...
Antena paranóica: a noite em que Gomes Ferreira andou aos papéis
Tenho um amigo que ouve todos os comentários dos economistas que passam pelos diversos canais de televisão e faz depois uma ressalva: “Lamento, mas já só acredito no que diz o Gomes Ferreira!” Não vou tão longe, embora reconheça também a enorme capacidade técnica do subdirector da SIC, que na noite da última quarta-feira teve um duelo – que seria épico se fosse ao pôr-do-sol… – com Paulo...
Antena paranóica: uma semana infeliz
Ver televisão por obrigação é tortura a que a escrita desta coluna não me submete. A que toma o meu tempo de normal espectador basta para acompanhar o que me interessa e viver bons e maus momentos. Esta semana não foi feliz. Passei pelo inenarrável “Dr. White”, da SIC, na esperança vã de que algo melhorasse. Mas talvez a segunda série seja ainda pior que a primeira, pois mantém-se o cabotinismo...
Antena paranóica: 100 tabus e sem nada
Marta Crawford foi há anos a primeira pepita de uma mina de ouro na TV portuguesa: uma mulher bonita a falar de sexo. Numa sociedade preconceituosa, a intervenção pública da psicóloga constituiu uma lufada de ar puro nesse pântano de tabus que a tacanhez sempre refaz. Com o programa na TVI, em 2005, e os que se seguiram, Marta esgotou o modelo da conversa aberta, espontânea e desinibida, ou seja...
