Alexandre Pais

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Antena paranóica: a noite em que Gomes Ferreira andou aos papéis

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Tenho um amigo que ouve todos os comentários dos economistas que passam pelos diversos canais de televisão e faz depois uma ressalva: “Lamento, mas já só acredito no que diz o Gomes Ferreira!” Não vou tão longe, embora reconheça também a enorme capacidade técnica do subdirector da SIC, que na noite da última quarta-feira teve um duelo – que seria épico se fosse ao pôr-do-sol… – com Paulo...

Antena paranóica: uma semana infeliz

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Ver televisão por obrigação é tortura a que a escrita desta coluna não me submete. A que toma o meu tempo de normal espectador basta para acompanhar o que me interessa e viver bons e maus momentos. Esta semana não foi feliz. Passei pelo inenarrável “Dr. White”, da SIC, na esperança vã de que algo melhorasse. Mas talvez a segunda série seja ainda pior que a primeira, pois mantém-se o cabotinismo...

Antena paranóica: 100 tabus e sem nada

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Marta Crawford foi há anos a primeira pepita de uma mina de ouro na TV portuguesa: uma mulher bonita a falar de sexo. Numa sociedade preconceituosa, a intervenção pública da psicóloga constituiu uma lufada de ar puro nesse pântano de tabus que a tacanhez sempre refaz. Com o programa na TVI, em 2005, e os que se seguiram, Marta esgotou o modelo da conversa aberta, espontânea e desinibida, ou seja...

Antena paranóica: a raposa e o aprendiz

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António José Seguro saiu-se melhor que Passos Coelho no seu frente-a-frente com Vítor Gonçalves. Bem preparado, o líder do PS resistiu à estratégia do jornalista, que dispara perguntas sem deixar ouvir as respostas e sobrepõe a voz à do entrevistado até o silenciar. O problema de Seguro é que é hoje mais difícil convencer espalhando ideias vagas, para mais com a recordação fresca do que prometeu...

Antena paranóica: um pastelão na praia

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Só a RTP teria hoje condições para produzir o espectáculo “7 Maravilhas – Praias de Portugal”, que não foi além do 9.º lugar no top dos programas mais vistos do dia e não terá pago, assim, o dinheiro que nos custou. Tratou-se, é certo, de um verdadeiro conteúdo de serviço público, que valorizou uma das mais-valias do país e que Catarina Furtado e José Carlos Malato apresentaram de forma superior...

Antena paranóica: o best-seller de Chelas

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Creio que não li e espero nunca ser tentado a ler um livro escrito por um “famoso” televisivo, seja verdadeiro ou um daqueles figurões reconhecidos na rua por coisa nenhuma. Não é preconceito mas mania: um autor ou vale por si ou não presta. Não vou por isso pronunciar-me sobre as obras de José Rodrigues dos Santos e posiciono-me entre os elogios de alguns amigos, o sucesso das vendas e umas...

Nas telenovelas mandam os lóbis (e no resto também)

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Em entrevista ao “Correio da Manhã”, São José Correia desafiou a hidra tentacular ao tecer fortes críticas à forma como se fazem telenovelas em Portugal, sublinhando os lóbis que mandam na representação. Não me parece que a escolha dos actores funcione de forma diferente de outras áreas de actividade, mas louve-se a coragem da actriz ao colocar o dedo na ferida. Pagará por isso, como calculará...

Antena paranóica: há falta de gente nova a falar de desporto na TV

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As longas horas de transmissões dos Jogos Olímpicos de Londres forçaram RTP e Eurosport a recorrer a dezenas de comentadores, especialistas e supostos entendidos nas diversas modalidades. A estação oficial terá perdido o confronto ao apresentar, a par de alguns opinadores excelentes, outros sem os mínimos olímpicos. Entre os primeiros, é justo destacar a extraordinária capacidade de Luís Lopes a...

Antena paranóica: a absurda história de Zita Seabra

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Zita Seabra foi militante do PCP, controleira e deputada, distinguindo-se em S. Bento pela agressividade. Um dia, desiludida, largou o símbolo da foice e do martelo, que a levou a ser perseguida, e continuou a sua vida, acabando por aderir ao PSD. Teve funções autárquicas e regressou à AR, ou seja, passou da esquerda-esquerda para o centro-direita, não só ao nível da opinião, como seria natural...

Antena paranóica: gato escondido com rabo de fora

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As votações por chamadas de valor acrescentado são o que são: uma fonte de receitas para quem as contrata com o operador e as promove. Haverá quem respeite os seus resultados e quem os altere, uma vez que não existe escrutínio, nem um regulador a pedir contas. Agora que terminou “A tua cara não me é estranha”, cujos vencedores são supostamente apurados por votos “telefónicos”, seria bom que a...

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