Já aqui referi a ilusão que são as chamadas de valor acrescentado, geridas por um operador que cativa parte da receita e por um cliente que recebe a outra parte, a maior, e que apresenta depois os resultados que mais lhe convierem. A inexistência de regulador, ou seja de um validador independente que garanta a fidelidade ao desejo de quem “vota” por telefone, deixa-nos em situação que permite...
A vontade "dos portugueses" ou talvez não
Já aqui referi a ilusão que são as chamadas de valor acrescentado, geridas por um operador que cativa parte da receita e por um cliente que recebe a outra parte, a maior, e que apresenta depois os resultados que mais lhe convierem. A inexistência de regulador, ou seja de um validador independente que garanta a fidelidade ao desejo de quem “vota” por telefone, deixa-nos em situação que permite...
Antena paranóica: António Fagundes é sublime em “Gabriela”
Vi a primeira versão de “Gabriela”, em 1975, de princípio a fim. Estávamos no tempo em que o país ainda parava por alguma coisa e papéis como os de Nacib, Maria Machadão, Tonico Bastos, coronel Melke ou Mundinho, interpretados por actores geniais – e permito-me distinguir, entre todos, o lendário Paulo Gracindo na pele do coronel Ramiro Bastos –, deixaram-nos uma marca para a vida. Mas não vale a...
Antena paranóica: António Fagundes é sublime em "Gabriela"
Vi a primeira versão de “Gabriela”, em 1975, de princípio a fim. Estávamos no tempo em que o país ainda parava por alguma coisa e papéis como os de Nacib, Maria Machadão, Tonico Bastos, coronel Melke ou Mundinho, interpretados por actores geniais – e permito-me distinguir, entre todos, o lendário Paulo Gracindo na pele do coronel Ramiro Bastos –, deixaram-nos uma marca para a vida. Mas não vale a...
Antena paranóica: lamúrias da crise
Perdida a tradição das verdadeiras reportagens – por falta de vontade, recursos e retribuição em audiências – os canais de TV dedicam-se aos trabalhinhos sazonais. E com o Natal por perto multiplicam-se as entrevistas de rua, com pessoas a dizer o que lhes vem à cabeça e os comerciantes a repetirem a lengalenga de há 30 anos: não se vende nada de jeito, isto está uma desgraça. Aos temas de...
Antena paranóica: o beijo da morte
O PSD vive o que é talvez o momento mais delicado da sua história. Apostado em salvar-nos da bancarrota, corre o risco de nos deixar “todos mortos”, para utilizar uma expressão de Manuela Ferreira Leite, a voz no deserto que, ao longo de anos, gritou aos surdos que existia o problema da dívida. Mas os sociais-democratas têm mais com que se preocupar, pois nem no tempo que se seguiu à derrocada da...
Resposta da maioria deu vitória do Banco Alimentar sobre os anormais
Os jornalistas tomam por vezes a nuvem por Juno e dão aos pormenores a importância apenas devida ao essencial. Esta semana, canais de TV e jornais salientaram o êxito do Banco Alimentar, uma nova recolha de géneros que a grandeza dos portugueses fez, em tempo de crise, com que atingisse quase as 3 mil toneladas. Mas à boa notícia não faltou quem acrescentasse “apesar das declarações de Isabel...
Antena paranóica: uma escolha do diabo
A entrevista do primeiro-ministro à TVI confirmou o que se sabe: temos, em determinação ou teimosia, um perfeito sucessor de Sócrates. Podem alguns comentadores achar que Passos Coelho não é um bom comunicador ou até que se dá mal com a gramática, ao utilizar certas expressões menos pensadas ou infelizes, mas a verdade é que a imagem que passou foi a de um homem que sabe para onde vai – seja para...
Antena paranóica: Vítor Gaspar não engana
As imagens televisivas são a melhor forma de marketing. É com elas que José Rodrigues dos Santos alavanca a venda dos seus livros, que atinge números inalcançáveis para qualquer príncipe da escrita que fosse apenas um zé ninguém. Se baixarmos a fasquia, encontramos os “famosos”, conhecidos por nada saberem e de nada entenderem, mas reconhecidos na rua pelas tristes figuras que a TV nos mostra, a...
Antena paranóica: vândalos num beco sem saída
A nossa televisão, com todos os canais na rua, prestou um inestimável serviço público ao transmitir em direto quase tudo o que havia para ver sobre a greve geral. Com a movimentação de massas levada a cabo pela CGTP, pudemos confirmar que boa parte dos portugueses se recusa a comer e calar. E apesar de alguns insultos inaceitáveis dirigidos a Passos Coelho, ficámos com a certeza de que a central...
