Alexandre Pais

Antena paranóica: vândalos num beco sem saída

A

A nossa televisão, com todos
os canais na rua, prestou um inestimável serviço público ao transmitir em
direto quase tudo o que havia para ver sobre a greve geral.

Com a movimentação de massas levada
a cabo pela CGTP, pudemos confirmar que boa parte dos portugueses se recusa a
comer e calar. E apesar de alguns insultos inaceitáveis dirigidos a Passos
Coelho, ficámos com a certeza de que a central sindical continua uma “máquina”
na organização de “manifs”.

Já com o selvático e prolongado
apedrejamento dos agentes da PSP, a sensação foi outra. Podemos até fazer uma
pálida ideia do que aconteceria em Portugal se os representantes dos partidos e
dos trabalhadores não controlassem a sua gente.

O problema destes provocadores,
que saltam de confusão em confusão em busca da violência, é que a generalidade das
pessoas não se revê nos seus actos criminosos. Mesmo aquelas, ou em especial
aquelas que metem os pés à estrada no exercício de um dos mais saudáveis
direitos democráticos, o da indignação. O vandalismo não têm saída entre nós –
e não passará.

Antena paranóica, crónica publicada na edição impressa do Correio da Manhã de 17 novembro 2012

Por Alexandre Pais
Alexandre Pais

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