Alexandre Pais

TagAntena paranoica

Os "apanhados" da CM TV

O

Nuno Graciano herdou o “know how” dos “apanhados” televisivos, ou seja, “bebeu” o néctar da melhor colheita do grande pioneiro do conceito entre nós: Manolo Bello. Além do que vier a conseguir nas manhãs com Maya e noutros projetos da CM TV, Graciano já deixou a sua marca no novo canal da Cofina, o 8 do Meo. A ideia do “general angolano” é brilhante – passem as ridículas reservas de suposto...

Os “apanhados” da CM TV

O

Nuno Graciano herdou o “know how” dos “apanhados” televisivos, ou seja, “bebeu” o néctar da melhor colheita do grande pioneiro do conceito entre nós: Manolo Bello. Além do que vier a conseguir nas manhãs com Maya e noutros projetos da CM TV, Graciano já deixou a sua marca no novo canal da Cofina, o 8 do Meo. A ideia do “general angolano” é brilhante – passem as ridículas reservas de suposto...

O bulldog nunca larga a perna

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Tenho o mesmo problema que os analistas políticos, preciso de assunto. E esta semana Miguel Relvas resolveu-nos o drama – uma vez mais. Foi essa, aliás, a perdição do ex-ministro: a sua inata capacidade para a provocação. Porque a comunicação social portuguesa, pelo meio de grandezas e misérias, tem a qualidade do bulldog, ou seja, depois de abocanhar a presa já não a larga. Como se o que...

Com Sócrates, Relvas ataca a alternativa

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As brigadas de suposta proteção da pureza jornalística – uma fauna que trabalha pouco, mete o bedelho em tudo e odeia em particular que os órgãos de informação obtenham receitas e equilibrem as contas – atacaram desta vez a “liberdade” com que o diretor de informação da RTP convidou José Sócrates para analista político, a troco apenas, ao que parece, do tempo de antena. Melhor fora que, ao invés...

Amanhã é o dia: arranca a CM TV

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Portugal vive em estado de profunda desorientação, as pessoas andam desiludidas e não se vê uma luz ao fundo do túnel. Caímos num buraco sem percebermos como escapar e, pior ainda, sem a certeza de algum dia encontrar a saída. É neste clima de desesperança, com empresas a fechar e mais 500 desempregados a cada dia, que a Cofina lança a CM TV, a televisão do “Correio da Manhã”, um projeto que...

Ponte está feito ao bife

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Nunca entendi os motivos que levam a RTP a não se assumir como estação de referência, de real serviço público, procurando antes acompanhar as grelhas da SIC e da TVI, com a programação da moda. E fazendo-o, para mais, com a pretensão da diferença para melhor, ou seja, parece julgar-se capaz de cobrir de ouro a coisa banal. É ao contrário: a efetiva vocação popular dos canais de Queluz e de...

Antena paranóica: talvez palhaço

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Não gosto de galas, seja lá isso o que for, tão gasto está o conceito por coisas rascas sem fim. É-me pouco menos que insuportável ver sorrisos de plástico a tentar exibir uma felicidade inexistente ou roupas emprestadas que disfarçam, tantas vezes, vidas pobres e desgraçadas. Nada é mais deprimente que a visão de gente pequenina disfarçada de poderosa. Acompanhei, assim, de longe, a comemoração...

Carmen Dolores… quem é?

C

Numa programação dominada por produtos “populares”, não é fácil, nos tempos que correm, encontrar grandes momentos de televisão. Eles surgem, inesperadamente, neste ou naquele canal, por vezes até deslocados no formato em que são apresentados. Há dias, numa pequena reportagem com Carmen Dolores, a propósito do lançamento do seu livro, “No palco das memórias”, Manuel Luís Goucha, que não é o...

RTP, essa agência de emprego

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Ao cabo de relativos avanços e muitos recuos, eis que o Governo dá, enfim, o esperado passo atrás: a RTP não será privatizada, mas apenas “reestruturada”, um filme antigo. Nos últimos 20 anos, ou talvez há mais, centenas de trabalhadores rescindiram “amigavelmente” os seus contratos com a televisão pública, pelo que parece inacreditável que haja agora mais 600 (!) para mandar embora. A explicação...

Antena paranóica: o enfarte e o génio

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Durante anos, as novelas portuguesas, com histórias dirigidas às preferências do público e com atores bem escolhidos, venceram as brasileiras na guerra da popularidade. Não era preciso muito, bastava juntar alguns intérpretes seniores – retirados da agência Sempre os Mesmos – e ex-modelos com boa figura e capazes de dizer uma frase sem se engasgarem. Essa gente, oriunda de um “mundo da moda”...

Alexandre Pais

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