Alexandre Pais

TagAntena paranoica

Os palavrões estão na moda

O

De espíritos sensíveis ou de pessoas apenas educadas são provenientes os protestos nas redes sociais por causa do sujo palavreado da “famosa” Fanny, regressada à “Casa dos Segredos” como boa filha que é. Curiosa a origem da “revolta”: ela nasce logo nos micro-sites conhecidos pelo uso desbragado do verbo e onde ainda há dias uma chusma de destemperados aproveitava o internamento hospitalar de...

Adeus Praça da Alegria, nunca mais serás a mesma

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A nova grelha da RTP será muito virtuosa mas retira da “Praça da Alegria” uma das mais talentosas e credíveis duplas da televisão nacional: Sónia Araújo e Jorge Gabriel, exilados para um insosso programa de fim-de-semana. Para o lugar de Sónia, ainda houve bom senso na escolha, uma vez que Tânia Ribas de Oliveira tem vindo a apurar, nos últimos anos, a capacidade de comunicação que já a...

A vontade “dos portugueses” ou talvez não

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Já aqui referi a ilusão que são as chamadas de valor acrescentado, geridas por um operador que cativa parte da receita e por um cliente que recebe a outra parte, a maior, e que apresenta depois os resultados que mais lhe convierem. A inexistência de regulador, ou seja de um validador independente que garanta a fidelidade ao desejo de quem “vota” por telefone, deixa-nos em situação que permite...

A vontade "dos portugueses" ou talvez não

A

Já aqui referi a ilusão que são as chamadas de valor acrescentado, geridas por um operador que cativa parte da receita e por um cliente que recebe a outra parte, a maior, e que apresenta depois os resultados que mais lhe convierem. A inexistência de regulador, ou seja de um validador independente que garanta a fidelidade ao desejo de quem “vota” por telefone, deixa-nos em situação que permite...

Antena paranóica: António Fagundes é sublime em “Gabriela”

A

Vi a primeira versão de “Gabriela”, em 1975, de princípio a fim. Estávamos no tempo em que o país ainda parava por alguma coisa e papéis como os de Nacib, Maria Machadão, Tonico Bastos, coronel Melke ou Mundinho, interpretados por actores geniais – e permito-me distinguir, entre todos, o lendário Paulo Gracindo na pele do coronel Ramiro Bastos –, deixaram-nos uma marca para a vida. Mas não vale a...

Antena paranóica: António Fagundes é sublime em "Gabriela"

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Vi a primeira versão de “Gabriela”, em 1975, de princípio a fim. Estávamos no tempo em que o país ainda parava por alguma coisa e papéis como os de Nacib, Maria Machadão, Tonico Bastos, coronel Melke ou Mundinho, interpretados por actores geniais – e permito-me distinguir, entre todos, o lendário Paulo Gracindo na pele do coronel Ramiro Bastos –, deixaram-nos uma marca para a vida. Mas não vale a...

Antena paranóica: lamúrias da crise

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Perdida a tradição das verdadeiras reportagens – por falta de vontade, recursos e retribuição em audiências – os canais de TV dedicam-se aos trabalhinhos sazonais. E com o Natal por perto multiplicam-se as entrevistas de rua, com pessoas a dizer o que lhes vem à cabeça e os comerciantes a repetirem a lengalenga de há 30 anos: não se vende nada de jeito, isto está uma desgraça. Aos temas de...

Antena paranóica: o beijo da morte

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O PSD vive o que é talvez o momento mais delicado da sua história. Apostado em salvar-nos da bancarrota, corre o risco de nos deixar “todos mortos”, para utilizar uma expressão de Manuela Ferreira Leite, a voz no deserto que, ao longo de anos, gritou aos surdos que existia o problema da dívida. Mas os sociais-democratas têm mais com que se preocupar, pois nem no tempo que se seguiu à derrocada da...

Resposta da maioria deu vitória do Banco Alimentar sobre os anormais

R

Os jornalistas tomam por vezes a nuvem por Juno e dão aos pormenores a importância apenas devida ao essencial. Esta semana, canais de TV e jornais salientaram o êxito do Banco Alimentar, uma nova recolha de géneros que a grandeza dos portugueses fez, em tempo de crise, com que atingisse quase as 3 mil toneladas. Mas à boa notícia não faltou quem acrescentasse “apesar das declarações de Isabel...

Antena paranóica: uma escolha do diabo

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A entrevista do primeiro-ministro à TVI confirmou o que se sabe: temos, em determinação ou teimosia, um perfeito sucessor de Sócrates. Podem alguns comentadores achar que Passos Coelho não é um bom comunicador ou até que se dá mal com a gramática, ao utilizar certas expressões menos pensadas ou infelizes, mas a verdade é que a imagem que passou foi a de um homem que sabe para onde vai – seja para...

Alexandre Pais

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