O ano começou televisivamente bem, com a clara e positiva mensagem do Presidente a ultrapassar os 3 milhões de espectadores – e só na TVI, com mais de 1,2 milhões, a pulverizar o máximo obtido pelo seu antecessor e a quase triplicar o que Cavaco registara na derradeira comunicação, em janeiro de 2016. Marcelo recuperou a forma e isso foi uma primeira excelente notícia para os que o apreciam. Mas...
2017: o ano das cremalheiras rotas
Os dramáticos acontecimentos do verão e a campanha eleitoral trouxeram-nos imagens televisivas de pessoas que não vemos normalmente no ecrã. Muitas pareciam até mais abastadas do que o mortal comum a quem se pergunta se a gasolina está cara, se no verão vai à praia ou se no Natal come bolo-rei. Mas a surpresa dessas caras novas – de bombeiros a autarcas, passando por secretários de Estado e...
Acusar um bombeiro de homicídio? Ainda há juízes em Portugal
Em vésperas de Natal, dirijo os meus pensamentos às vítimas dos grandes incêndios do ano e aos seus familiares. Mas sinto-me igualmente solidário com os bombeiros de Portugal, em especial com os injustiçados, os que deram o seu melhor, com risco da própria vida, e são hoje acusados de negligência e responsabilizados pela morte daqueles a quem não puderam acudir. Não faltam, nesta altura, imagens...
Câmara de TV, um objeto cortante
Já com tantas relações político-familiares no Governo, havia necessidade que a nova secretária de Estado da Saúde fosse a mulher de um eurodeputado do PS? Não mandaria a prudência que a seguir à tomada de posse, em Belém, Rosa Zorrinho se moderasse nas manifestações de uma alegria mais própria de quem acabou de ganhar o Euromilhões? Quando se terá em conta que uma câmara de televisão é uma...
A desilusão de Rita Ferro Rodrigues
Em fevereiro, a SIC acabará com “Juntos à tarde”, o que motivou a crítica velada de Rita Ferro Rodrigues numa rede social, com recurso a frases aparentemente inócuas – como “neste horário é preciso tempo” ou “sinto que estávamos agora a começar” – mas significativas quanto ao final anunciado de um programa que perdeu a guerra das audiências: quase metade das que regista, na TVI, a competente...
Três partidas diferentes
Os jornalistas são figuras públicas se aparecem na TV e dizem pouco às pessoas se constroem a carreira nos jornais. Pedro Rolo Duarte, que há dias nos deixou, era conhecido por ter feito televisão mas igualmente por um percurso marcado por escolhas exigentes e por uma qualidade de escrita muito acima da média. Foi um notável interpares e terá vibrado, lá no assento etéreo onde subiu, com tantos...
O drama da seca era ainda mais previsível que o dos incêndios
O ministro do Ambiente ainda não se lembrou de mudar a Águas de Portugal de Lisboa para o Porto, mas vive os seus dias de glória. João Matos Fernandes surge afanosamente nas televisões, garantindo o fornecimento, como se pudesse mandar chover, admitindo o racionamento e o aumento do preço, e acarinhando a inteligente ideia do transporte da água por comboio. Aliás, não falta gente na televisão a...
Lei tão banana como alguns juízes
Está a tornar-se numa triste moda em Portugal a violência sobre polícias, consequência da brandura da lei que não contempla o severo agravamento das penas quando as vítimas são elementos da autoridade. Daí que aos vídeos de desacatos da noite ou de rixas nas escolas se juntem na TV imagens como aquelas em que se vê um agente a ser agredido, perante o desespero de uma colega – impedida de ir à...
A bÁctéria indestrutível
Ninguém está livre da asneira: escreva-se ou fale-se, há sempre uma fresta por onde entra o erro. Nas televisões, porque a visibilidade é maior, a ignorância e a falta de rigor abundam. E ainda esta semana, um desses plumitivos transformados pela ordem caceteira em “diretores de comunicação” surgiu, com recorte doutoral, a utilizar um termo inexistente: a “catrefada”. Mas o mais preocupante é que...
É triste fazer de “Ellen” dos pobrezinhos
Ao serviço do “Queridas Manhãs”, da SIC, a economista Florbela Oliveira avançou para Alambique, Tondela, ao encontro do pedido de ajuda de uma família que perdeu quase tudo. Sobrou a casa principal, onde hoje vivem nove pessoas, salva à “mangueirada” pelo patriarca do agregado. Reduzida a cinzas ficou ainda a pequena ordenha que constituía a base do sustento – e desapareceram as 130 ovelhas e o...
