Alexandre Pais

TagAntena paranoica

Imaginação zero na SIC e na TVI

I

A televisão ‘em circuito fechado’ é uma moda insuportável. Na noite de domingo, por exemplo, a TVI apresentou uma nova comentadora do ‘Big Brother’, a somar aos 157 que lá tem: a ex-concorrente Marta Gil. Ficou no lugar da Pipoca, assim uma espécie de beira da estrada na vez de estrada da Beira – no que ao sal e pimenta na palavra diz respeito. E nem 48 horas tinham passado já a novel...

Francisco Penim, repórter de guerra

F

Comecei a minha vida de jornalista num cruzamento da Av. da Índia, em Lisboa, minutos após um táxi ter chocado violentamente com uma viatura particular. Sim, venho do tempo em que se ‘cavavam’ as notícias: os dados recolhiam-se nos locais e as imagens não chegavam por telemóvel. Só mais tarde o destino me conduziu para a especialidade preferida da maioria dos pares, o jornalismo de rabo sentado...

Slava Ukraini!

S

O pudor que me resta faz com que evite referir-me aqui à televisão da casa, pelo que me limito hoje a assinalar o último êxito da CMTV: o programa ‘Sábado viajante’, que ultrapassou em audiências a RTP1. É verdade, os factos têm destas coisas. Mas mal seria na semana em que se iniciou uma guerra injusta e desigual não escolher essa tragédia como tema, ainda que sobre o conflito já se tenha dito...

Trama na TVI

T

Foi o único dos últimos presidentes do Sporting, antes de Varandas, que não conheci – sabia que dali só podiam vir problemas. Mas nunca deixei de ver o seu consulado pelos dois pratos da balança. Num, o pavilhão João Rocha, a aposta decisiva nas modalidades, a redução da dívida e a devolução ao clube do estatuto que o anterior líder não soube preservar. No outro, a necessidade de confrontação...

Repórteres da madrugada

R

Vejo televisão no sofá desde que a RTP começou a emitir – ai, ai… – mas isso dá-me apenas um conhecimento relativo: a minha perspetiva é sempre a do observador. Daí identificar, ano após ano, a existência de opções editoriais e de programação que, como espectador, não entendo. É verdade ao cabo de décadas de autodidatismo e formação temos em Portugal um punhado de conhecedores profundos do...

Avaliação temerária deu em maioria absoluta

A

A CMTV fechou mais um mês – o 61.º consecutivo! – como líder do cabo e ‘O preço certo’ voltou a liderar o ‘top’ de audiências. Ou seja, na segunda-feira regressou a normalidade após dez dias de delírio. Confesso que me diverti com a ‘ginástica’ das sondagens, que de dez pontos percentuais de avanço ao PS passou a abeirar o PSD dos socialistas. Não porque fossem esses os resultados lógicos, mas...

Acabou o arraial, vai voltar a monotonia

A

Pronto, terminou o arraial nas ruas e o pesadelo para os repórteres de campanha, em especial para os que não puderam evitar o pão para malucos. Desta vez, as vítimas de microfone na mão dividiram-se em três grupos. O primeiro era o dos narradores do óbvio, tarimbeiros com largos anos de estrada que lograram passar pela militância cega com a indiferença dos brócolos. A sua ambição não vai além dos...

E lá acertou uma vez!

E

No início do ano, Cristina Ferreira atirou mais uma toalha ao chão e pôs fim ao último fracasso: o ‘Cristina ComVida’, um ‘flop’ de audiências e um gasto absurdo de dinheiro, que terminou – oh, espantosa coincidência! – no preciso dia em que António Costa desfrutou de tempo de antena extra com a dona da casa. Mas a apresentadora já estava confortada pelo seu golpe de asa – semelhante ao de...

A realidade e o que desejam os comentadores

A

António Costa não tem perdido nem ganho os seus debates, pois segue igual a si próprio, repetindo a narrativa dos últimos seis anos. Quem veio subindo de nível foi Rui Rio, fiel ao nobre princípio de colocar à frente dos interesses imediatos o futuro do país. Mas ao optar pela moderação – quando muitos lhe exigiam murros na mesa – o líder do PSD pode estar a cair num erro idêntico ao que ‘tramou’...

Imagens grotescas para começar o ano

I

Queria começar 2022 a escrever sobre o ‘Big Brother Famosos’, um tiro na ‘mouche’ de Cristina Ferreira – há que sublinhá-lo com o traço grosso com que se lhe destacam os fracassos – mas não consigo ignorar as imagens grotescas de uma besta a pontapear um agente da Polícia Municipal. Além do mais, a luta era desigual, pois um cobarde corpulento, diria que à volta dos 30 anos, sovava desalmadamente...

Alexandre Pais

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