Alexandre Pais

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O Benfica e a manchete que há 50 anos irritou o franquismo

Os diários portugueses rejubilaram há dias com a vitória do Benfica sobre o Atlético de Madrid, que perdeu em casa pela segunda vez em 28 jogos europeus. Mas talvez porque os tempos sejam outros, não ousaram ir tão longe na criatividade quanto o Mundo Desportivo, em 1965. A propósito da célebre goleada – 5-1, com golos de Eusébio (2), José Augusto, Simões e Coluna – que o Benfica infligiu, na...

E se for o PAN a mandar?

As últimas legislativas deixaram a descoberto a nova fórmula para se ganharem eleições: meia dezena de sondagens a apontarem um vencedor destacado, ao longo de semanas, é caminho certo para transformar em abstencionistas os que não gostam de apostar no perdedor. Não foi, evidentemente, o que aconteceu agora, mas fica a ideia. Quem estiver em desvantagem deve promover a criação de uma empresa para...

Os arruaceiros

Não há bela sem senão. Ao derrotar o Atlético de Madrid, que perdeu a segunda partida europeia, no Vicente Calderón, nos últimos 28 jogos, o Benfica não pôde regressar a Lisboa sem uma mágoa: a causada pelo comportamento daqueles energúmenos que sempre se juntam às claques de futebol, não para assistirem aos jogos mas para promoverem as arruaças que sentem dificuldade em concretizar noutras...

Pequenos gigantes, gigantes conselhos

Lá terminou o “Pequenos gigantes”, acabando também – por enquanto, pois espera-nos nova série do formato mexicano – a exploração da ingenuidade infantil que cria a ilusão da “fama” e do “sucesso”. O defeito será meu, mas não é bonito ver crianças a chorar, desanimadas e convencidas que são elas as culpadas de não terem seguido “em frente”, se calhar porque “não prestam”. Repetida a ideia de...

Artur Agostinho voltou a casa há 10 anos

Foi um evento que se tornou referência na minha vida e que aconteceu há precisamente uma década, quando eu e o António Magalhães, actual director do Record, convidámos para almoçar – no Gambrinus, em Lisboa – uma lenda da comunicação: Artur Agostinho. Ele participava numa série de TV, escrevera um livro e dava palestras nas escolas. Voltara aos seus grandes momentos mas faltava-lhe uma reparação...

Cristiano, a “sequía” do goleador intermitente

Nos muitos anos que já levo de profissão, nunca vi opinião publicada mais poderosa do que a espanhola e, ao mesmo tempo, comunicação social mais viscosa do que a do país-vizinho. Basta recuar a 2003 e à contratação de Carlos Queiroz pelo Real Madrid. Mal aterrou em Barajas, a imprensa especializada desfez-se em elogios, os merecidos e os supostos, elogios que subiram de tom com a conquista da...

Cristiano, a "sequía" do goleador intermitente

Nos muitos anos que já levo de profissão, nunca vi opinião publicada mais poderosa do que a espanhola e, ao mesmo tempo, comunicação social mais viscosa do que a do país-vizinho. Basta recuar a 2003 e à contratação de Carlos Queiroz pelo Real Madrid. Mal aterrou em Barajas, a imprensa especializada desfez-se em elogios, os merecidos e os supostos, elogios que subiram de tom com a conquista da...

O regresso de Ricardo Araújo Pereira

Desde que se finou o “Contra-informação”, a ridicularia política ganhou novo alento, ficando debaixo de fogo apenas em alguns debates nos canais do cabo. Há, evidentemente, os telejornais, mas aí as pessoas baralham-se, umas riem-se à gargalhada, mas a maioria, por falta de sublinhados e de contraditório, tende a meter no mesmo saco a mistificação e a seriedade. Vê-se, assim, com agrado o...

Com a saída de Armando Jorge Carneiro o Benfica perde uma marca

Aos 25 anos, dirigia a revista semanal juvenil Bravo, que vendia cerca de 60 mil exemplares. Assumiu a seguir outros projetos editoriais com menor sucesso, mas sempre com espírito empreendedor e capacidade de liderança. Cruzei-me com ele na Lisboa social dos anos 80 e a conversa acabava invariavelmente nos jornais e nas revistas. Refiro-me a Armando Jorge Carneiro, que depois se dedicou ao...

Porto Santo e São Miguel: longe da Europa

Tive a felicidade de poder regressar neste Verão a duas ilhas magníficas: Porto Santo e São Miguel. Sendo bastante diferentes, a tranquilidade e a beleza natural são pontos de união. Mas descobri agora, na volta completa à maior ilha açoriana, que existe outro factor que a une à pequena madeirense: a ausência de vigilância policial nas estradas. Percorri quase 800 quilómetros em São Miguel e só...

Alexandre Pais

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