Alexandre Pais

Últimas histórias

No Liceu Normal de Pedro Nunes

O Presidente eleito Marcelo Rebelo de Sousa, o ex-ministro Nuno Crato, a saudosa Maria Barroso, o Presidente Jorge Sampaio ou o colunista da SÁBADO, Nuno Rogeiro, são exemplos das centenas de alunos ilustres que passaram por uma escola de referência, o Liceu Normal de Pedro Nunes, hoje Escola Secundária de Pedro Nunes, em Lisboa. Ao ver o historiador Fernando Rosas na campanha de Marisa Matias...

Uma máfia no apito

Sou um daqueles cavernícolas que resistem ao vendaval de asneiras dos árbitros e os defendem. Talvez porque venho do tempo dos pançudos de apito na boca, que eram insultados desde a entrada em campo até ao regresso a casa. Estava ontem a ver a primeira parte do Boavista-Académica, em que a cada minuto jogadores faziam faltas sobre outros que se rebolavam no chão, fingindo-se magoados – agora...

E aqui apago o fogo do ex-ministro Rui Pereira

Não falta quem critique o afã nobilitário de Cavaco Silva nos últimos dias de Presidência. Não acompanho essas críticas, pois considero existir em Portugal um défice de reconhecimento do mérito e da dedicação à causa pública. Das condecorações de ontem, em Belém, quero destacar a que foi atribuída a Rui Pereira, ex-ministro da Administração Interna. Faço-o por sentido de justiça mas também por má...

Sara Carbonero volta a poder descer Santa Catarina

Rui Vitória tem razão: o Benfica fez o suficiente para ganhar o jogo. Então se estivesse um frangueiro como eu na baliza do FC Porto, a goleada teria sido tiro e queda. Mas não estava e ontem surgiu Casillas – e já não se aguenta, claro, a referência de todo o bicho-careta a “São Iker” – no patamar dos seus melhores tempos: Pizzi, Jonas, Gaitán e Mitroglou, e até Martins Indi, imaginaram a bola...

A ilusão da aurora

Só com um sorriso se pode olhar a incoerência dos arautos do pagamento das dívidas assumidas por Portugal com os credores – princípio que não me merece dúvidas – e que não respeitam os compromissos do Estado com os cidadãos, preferindo o corte de salários, pensões e prestações sociais ao aumento dos impostos necessários à satisfação dos direitos contratados com as pessoas. São esses porta-vozes...

Um Velázquez em Belém

Além de não ser chauvinista, simpatizo com Julio Velázquez. Ao contrário de Lopetegui, que recorria a duas ou três palavras de português, ao cabo de ano e meio no Porto, o treinador do Belenenses diz “miércoles” e logo corrige para quarta-feira, um sinal de respeito pelo país onde trabalha. E exibe, ainda, um sorriso, uma alegria natural que aplica no campo, quando deixa o “autocarro” na garagem...

Barroso apoiou Marcelo como Valentim apoiou Soares

“Ao homem superior pouco se lhe dá que o elogiem ou censurem, ele não ouve senão a voz da própria consciência” – Napoleão Bonaparte Beneficiando do fenómeno PRD, Cavaco Silva ganhava as legislativas de Outubro de 1985 e o primeiro-ministro cessante, Mário Soares, candidatava-se à Presidência, para tentar suceder a Ramalho Eanes. Soares passaria à segunda volta com 25% dos votos e ganharia depois...

Ainda bem que a televisão não estava lá

Comecei a dar atenção aos jornais, na década de 50, graças a duas secções do “Diário Popular”: “O fotógrafo não estava lá” e “Veja as diferenças”. A primeira rubrica ilustrava, com um desenho, a notícia de um acidente ou de um crime, algo de bizarro nos dias de hoje, quando temos as televisões atentas a tudo o que mexe. Mas não havia câmaras à porta do advogado, comentador da SIC e ex-deputado do...

Marcelo, Raonic e as desculpas de burro

Milos Raonic, nascido há 25 anos no Montenegro e canadiano por opção, é um dos mais aborrecidos tenistas do circuito mundial. Apesar das excepcionais condições físicas – tem 1 metro e 96 – nunca ganhou um torneio do Grand Slam ou disputou sequer uma final, mas chegou há dias às meias-finais do Open da Austrália graças a um trunfo irritante: um serviço a 230 km/h que lhe dá mais de 20 ases por...

O mostrengo que ameaça o Sporting

Enquanto não vingarem os meios eletrónicos que defendam a verdade desportiva, incluindo a paragem do jogo – como no râguebi, para recurso ao vídeo-árbitro – o futebol continuará a ser uma modalidade em que os erros dos juízes vencem, pelas piores razões do protagonismo, a capacidade dos artistas. A mim, confesso, afetar-me-iam pouco esses erros se só houvesse intervenientes de boa fé, homens...

Alexandre Pais

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