Alexandre Pais

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O que quer Constança?

Parece que não morreram 64 pessoas e que outras não ficaram terrivelmente feridas. Políticos e autoridades entregam-se ao jogo do passa culpas, com um quase total desrespeito pelo que mais interessa: a reparação às vítimas e a recuperação do património. O Governo quer aprovar legislação para a floresta das décadas que hão de vir e as oposições agarram o vazio como boia de salvação – e reclamam...

Militares detidos e duas coincidências

Após a exoneração dos cinco comandantes, bodes expiatórios da ausência de meios e de efetivos, os militares agitavam-se, iam manifestar-se em Belém e ameaçavam mesmo com a entrega das espadas. Era o momento adequado para a coincidência de acionar a segunda parte da investigação à corrupção nas messes da Força Aérea, que marinava desde novembro, e de meter na cadeia um general, mais seis oficiais...

Os bruxos, as crenças e o diabo

A saída de Octávio Machado do Sporting já é uma das excelentes notícias deste verão. Não por os leões terem perdido um fator de equilíbrio e conhecimento cuja falta se fará sentir nos dias difíceis que necessariamente chegarão. Mas porque Octávio poderá assim prosseguir o seu trabalho no comentário audiovisual – e na CMTV, espero – em que é um dos melhores. E é-o por dois motivos claros: saber do...

A pretensão tomou conta do Meo Arena

Não existirá entre nós gente mais elitista que os escritores. E não creio que haja pessoas que eles mais detestem do que as figuras da televisão que escrevem livros. Imagino assim a raiva com que ouvem, na TV, a promoção de uma obra assinada por um pivô em que o autor é apontado – por opção da editora ou do próprio – como “um grande escritor”. Não sendo nem verdade, nem eu fã do jornalista...

Uma tragédia e duas calamidades

Não percebo nada de incêndios mas ouço bem e não sou propriamente estúpido. E se tudo o que registei sobre a tragédia de Pedrógão Grande foi insuficiente para ter certezas, há uma que me fica dos depoimentos dos cientistas e dos homens no terreno: a do modo como se propagou o fogo. Quando às 14 e 43 daquele desgraçado sábado se começou a atacar a primeira ignição em Pedrógão – que Jaime Marta...

Os cães de fila que odeiam o futebol tomaram conta do negócio

O jornalista Nuno Martins, da equipa cá da casa, escreveu no sábado uma frase no Facebook que tem tanto de simples como de certeira: “No futebol português, deixou de haver rivalidade e passou a haver ódio”. Nos últimos anos do salazarismo, quando o regime apodrecia, os prosélitos do Estado Novo, na tentativa de ilibar o ditador, espalharam a ideia de que Salazar era um bom homem e que os males...

O fogo na TV: dos bem pagos aos todo-o-terreno

Com exceção da RTP – que tem lá as suas tralhas alinhadas ainda que o Mundo desabe – os canais puseram de parte as grelhas para acompanharem ao segundo a dor do país perante a tragédia de Pedrógão Grande. O combate heróico dos bombeiros e o esforço de tantos outros agentes para enfrentar o fogo e proteger as pessoas, obrigaram também os jornalistas a um trabalho repleto de dificuldades. E ficaram...

Pergunta a Passos Coelho: por que não resolveu o problema do SIRESP em 2013?

No Facebook, dois posts de José Paulo Fafe, jornalista e marketeer político, recordam as críticas feitas ao SIRESP, em janeiro de 2013, pelo presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, o social-democrata João Marques, que confessou então ao Público: “Nem para o 112 conseguíamos telefonar”. Estando agora Passos Coelho tão preocupado com o apuramento de responsabilidades, que...

Os gremlins andam doidos nas redes sociais

A altura é má, vivemos desesperados com a tragédia de Pedrógão, é como se cada um de nós tivesse lá perdido alguém: e todos perdemos, essa é a verdade. Só nas redes sociais, em especial no Twitter – que é por onde navego em dias de jogos importantes – nada parece travar os maluquinhos. Ia a escrever incendiários mas não há de momento pior palavra. Alfaces. Podiam ter aprendido com a frustração...

Mourinho, Cristiano e o RM: um grande texto de Juanma Rodríguez na Marca

En líneas generales, y aunque el asunto admite un montón de matices, los antimadridistas sí venderían a Cristiano mientras que los madridistas no lo harían. Y, además, los antimadridistas venderían al mejor jugador del mundo por una cantidad ridícula de dinero para que, así, al desastre deportivo se le añadiera al Real Madrid otro económico. Los antimadridistas quieren lejos a Cristiano, del...

Alexandre Pais

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