Alexandre Pais

Tempo para Vercauteren: salue, Franky!

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François Vercauteren dá hoje a Record a sua primeira entrevista como treinador do Sporting. Trata-se de uma conversa serena, protagonizada por um homem que merece respeito e credibilidade – pelo seu percurso profissional, pela postura de antivedeta que tem adotado desde que chegou e pela forma serena como enfrenta as perguntas e analisa os problemas. 

Ninguém, que não os aventureiros e oportunistas de que o Céu e a Terra estão cheios, gostaria de ocupar o seu lugar, tão sérios são os desafios que se lhe colocam, tão grandes os obstáculos que terá de ultrapassar para dobrar esta áspera esquina da sua carreira.

Começa por ter de reclamar sorte. Ao Sporting tudo parece acontecer e a perseguição dos golos sofridos nos últimos minutos só terminará quando o azar se der conta que aquele terreno deixou de ser fértil para os seus exercícios e que melhor será procurar outros. E só o esforço continuado e a determinação permanente poderão conseguir isso, devolvendo aos jogadores a confiança em falta, obtendo resultados positivos consecutivos – e para já ganhando uma partida, basta uma… – e transmitindo aos adeptos a certeza de que, sendo sempre necessáriá a capacidade de sofrer, terão de volta os momentos felizes que perderam.

Para essa ciclópica tarefa, o belga precisa do que não teve Domingos: tempo. Não para andar em jogos florais com os jornalistas e dar asas a uma mania da perseguição a que os sportinguistas estão hoje particularmente vulneráveis, não para arranjar desculpas, não para se envolver em querelas. Mas apenas para trabalhar muito, ignorar opiniões que não pedir, desprezar intrigas e ódios, e fazer aquilo para que veio: construir uma equipa e devolver a um clube admirável a grandeza – que só as bolas dentro das balizas adversárias podem fazer regressar.

Não conhecer a língua é uma bênção, estar longe de casa uma dor. Dois factores que provam não faltar a Franky Vercauteren a primeira das qualidades: a coragem. Salue! – vous méritez d’être heureux ici.

François Vercauteren dá hoje a Record a sua primeira entrevista como treinador do Sporting. Trata-se de uma conversa serena, protagonizada por um homem que merece respeito e credibilidade – pelo seu percurso profissional, pela postura de antivedeta que tem adotado desde que chegou e pela forma serena como enfrenta as perguntas e analisa os problemas. 
Ninguém, que não os aventureiros e oportunistas de que o Céu e a Terra estão cheios, gostaria de ocupar o seu lugar, tão sérios são os desafios que se lhe colocam, tão grandes os obstáculos que terá de ultrapassar para vencer esta áspera esquina da sua carreira.
Começa por ter de reclamar sorte. Ao Sporting tudo parece acontecer e a perseguição dos golos sofridos nos últimos minutos só terminará quando o azar se der conta que aquele terreno deixou de ser fértil para os seus exercícios e que melhor será procurar outros. E só o esforço continuado e a determinação permanente poderão conseguir isso, devolvendo aos jogadores a confiança em falta, obtendo resultados positivos consecutivos – e para já ganhando uma partida, basta uma… – e transmitindo aos adeptos a certeza de que, sendo sempre necessáriá a capacidade de sofrer, terão de volta os momentos felizes que perderam.
Para essa ciclópica tarefa, o belga precisa do que não teve Domingos: tempo. Não para andar em jogos florais com os jornalistas e dar asas a uma mania da perseguição a que os sportinguistas estão hoje particularmente vulneráveis, não para arranjar desculpas, não para se envolver em querelas. Mas apenas para trabalhar muito, ignorar opiniões que não pedir, desprezar intrigas e ódios, e fazer aquilo para que veio: construir uma equipa e devolver a um clube admirável a grandeza que só as bolas dentro das balizas adversárias podem fazer regressar.
Não conhecer a língua é uma bênção, estar longe de casa uma dor. Dois factores que provam não faltar a Franky Vercauteren a primeira das qualidades: a coragem. Salue! – vous méritez d’être heureux ici.

Canto direto, publicado na edição impressa de Record de 10 novembro 2012

Por Alexandre Pais
Alexandre Pais

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