Alexandre Pais

AutorAlexandre Pais

Ole Einar Bjørndalen: e vão 56 medalhas!

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No Mundial de juniores de 1993, aos 19 anos, ganhou as três primeiras medalhas de ouro. Agora, nos Mundiais de Biatlo, na Finlândia, e já com 41 anos, o maior atleta da história das modalidades de inverno conquistou a sua 56.ª medalha em Jogos Olímpicos e Campeonatos do Mundo. Foi de prata, obtida na prova de estafetas e deu uma pálida ideia da forma atual de Ole Einar Bjørndalen, que conseguiu...

Antes de um Adeus quase em inglês

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“O tempo chega sempre, mas há casos em que não chega a tempo” – Camilo Castelo Branco   A 7 de Março de 1974, Paulo Carvalho vencia, com Adeus – o E Depois só viria a seguir – de José Niza e José Calvário, o Festival RTP da Canção, contrariando a votação paralela de um famoso programa de rádio, o PBX, que dava o triunfo a No Dia em que o Rei Fez Anos, de José Cid. No mês seguinte, já em...

Jorge Jesus: um deus brasileiro

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Podíamos falar de Samaris e de Eliseu, como antes de Matic e Javi Garcia, ou apontar uma boa dezena de jogadores que ele valorizou e de que tanto beneficiaram já os cofres do Benfica. Não merece a pena, os méritos de Jorge Jesus são indesmentíveis, ainda que na hora em que as coisas não correm tão bem logo apareçam hienas e urubus a pôr em dúvida o treinador – e igualmente Deus e o divino...

O Festival da Canção e o anjo da morte

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A transmissão do Festival da Canção confirmou a falta de qualidade que se antevia. Canções medíocres, intérpretes medianos, produção franciscana e audiência modesta – inferior, por exemplo, à que consegue “O Preço Certo” – ficaram como marcas de um serão que já nem aos nossos avós agradaria. Em 50 anos, o Mundo mudou vezes sem conta e a conceção de espectáculo em que a RTP insiste tem a...

E todavia Simone existe

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Com a participação no medíocre Festival da Canção, da RTP, Simone abriu a porta à crítica fácil, óbvia, quase consensual. O baronato das redes sociais, então, delirou. Não falamos de um Avô Cantigas, que reaparece todos os anos com a mala da voz modesta que lhe marca a carreira. A sua praia é divertir as crianças e isso ele faz, não precisa de perseguir mais nada. Ao contrário, Simone tem um nome...

Deslumbramento Cristina em revista vai dar em flop

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Apesar de não faltarem revistas “Cristina” em primeira edição – esgotaram apenas em alguns agentes como esperaria quem percebe alguma coisa disto – a euforia levou à impressão de uma segunda edição que se amontoa, juntamente com a primeira, na maioria das bancas. Se repararmos bem na foto, recolhida hoje numa bomba de gasolina, os exemplares que estão na segunda fila são da edição...

O FC Porto e o "nós contra todos"

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Quando os jogadores do Porto diziam que havia diferenças de tratamento, eu, que estava em Lisboa, considerava essas afirmações como desculpas. Agora vejo que, de facto, tinham razão as queixas. Não leitor, a frase não é minha, pertence em boa verdade a Augusto Inácio, no decurso de uma entrevista concedida ao jornalista José Cruz, para o semanário “Off-Side”, em Dezembro de 1982, estava o ora...

O FC Porto e o “nós contra todos”

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Quando os jogadores do Porto diziam que havia diferenças de tratamento, eu, que estava em Lisboa, considerava essas afirmações como desculpas. Agora vejo que, de facto, tinham razão as queixas. Não leitor, a frase não é minha, pertence em boa verdade a Augusto Inácio, no decurso de uma entrevista concedida ao jornalista José Cruz, para o semanário “Off-Side”, em Dezembro de 1982, estava o ora...

Só se pode bater mal

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Leio no “Negócios” que nos últimos seis meses o Novo Banco foi o campeão do financiamento aos clubes de futebol, como se não vivessem os nossos emblemas acima das suas possibilidades e como se das cinzas do falido BES tivesse nascido um potentado financeiro. Não ganhamos juízo, como se confirma com os 36% (!) de crescimento, em fevereiro, das vendas dos veículos ligeiros. Ou com a torpeza do...

A destruição da nossa economia era inevitável?

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Não sou daqueles que fogem a enfrentar a realidade e se recusam a admitir que Portugal está melhor do que há quatro anos. Basta um facto que ninguém conseguiu refutar para reconhecer o milagre: em 2011, as reservas financeiras do Estado estavam no fim e Sócrates avançou para o resgate porque daí a dois ou três meses não haveria dinheiro para pagar salários e pensões. Pior seria impossível. E...

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