Alexandre Pais

ArquivoAgosto 2014

Henrique Granadeiro: um gestor solidário

H

Desesperada pelos seis anos em que António Guterres foi primeiro-ministro e os seus boys ocuparam quase todos os tachos, a esfomeada clientela laranja deitou as garras de fora em Março de 2002, mal Durão Barroso ganhou as legislativas. E logo pôs a correr que o director do 24 Horas tinha sido militante do PS, pelo que não era “de confiança”. A própria manchete do dia da vitória eleitoral – Cherne...

Premiar em vida: o mérito dos Troféus Gandula e de Wilson Brasil

P

A primeira vez que recebi um Gandula, aliás dois – um deles como Jorge Caiágua, autor de uma página sobre futebol, De A a Z, no Off-Side – foi em 1983, em Viseu. A entrega dos troféus dava-se por esta fase do ano, entre épocas desportivas, e constituía um grande acontecimento na altura. A iniciativa pertencia ao brasileiro Wilson Brasil, que a lançou no seu país e a continuou entre nós. Em 1995...

Carlos Lopes: extraordinário e para sempre

C

Doze de agosto de 1984: 30 anos depois da medalha de ouro nos JO, parece que foi pouco tudo o que fez Carlos Lopes. Mas só em 1984 conseguiu apenas isto: 1. Em Nova Jérsia, EUA, recuperou o título mundial de corta-mato. 2. Em Estocolmo, Suécia, ajudou Fernando Mamede a bater o recorde mundial dos 10 mil metros, que era de Henry Rono, com 27:22, passando-o para 27:13,81, e fazendo o próprio Lopes...

O regresso de Júlio Isidro ou os “diretos” de férias

O

O verão traz à televisão horas e horas de diretos pelo país, particularmente “animados” pelo filão das chamadas de valor acrescentado. Com essas transmissões em época de férias, vamos conhecendo caras novas, nada de estimulante até agora – gosto de Catarina Camacho, mas ela não é bem uma novidade – e revemos profissionais com história. A RTP abusa do recurso, agora que parece enfim empenhada em...

O regresso de Júlio Isidro ou os "diretos" de férias

O

O verão traz à televisão horas e horas de diretos pelo país, particularmente “animados” pelo filão das chamadas de valor acrescentado. Com essas transmissões em época de férias, vamos conhecendo caras novas, nada de estimulante até agora – gosto de Catarina Camacho, mas ela não é bem uma novidade – e revemos profissionais com história. A RTP abusa do recurso, agora que parece enfim empenhada em...

O dilema de Luís Filipe Vieira

O

Em apenas um ano, a SAD do Belenenses reduziu o passivo de 10 para cerca de 8 milhões de euros, um trabalho ciclópico. Mas a boa gestão de Rui Pedro Soares não apagou as irresponsabilidades do passado e os credores – pouco dados a comover-se com boas práticas – exigem receber de imediato 7,2 milhões dos 8 da dívida, o que levou a administração da sociedade azul a requerer, e bem, o Processo...

Caso do Meco: alívio pela sétima vítima

C

O Ministério Público mandou arquivar o inquérito sobre a morte dos seis jovens arrastados pelo mar, no Meco, no final de 2013, por não terem sido recolhidos indícios de crime. Só a dor profunda, insuportável e definitiva pode justificar a insistência de alguns familiares das vítimas em encontrar à outrance um culpado pela sua perda. Num discurso repetitivo e pleno de amargura, a raiva, alimentada...

Otelo e Letria: duas entrevistas muito diferentes

O

Acompanhei esta semana as entrevistas a duas personalidades únicas: Otelo Saraiva de Carvalho, em repetição, na RTP Informação, e Joaquim Letria, em direto, na SIC. Resisti a ver a estreia, em abril, da conversa de Vítor Gonçalves com o estratega da Revolução porque de Otelo guardo unicamente o que lhe devo e tento evitar a recordação de todas as muitas asneiras que cometeu. E ouvi-lo a repisá...

Sopram ventos de mudança

S

O Benfica tarda em encontrar o pé e a impaciência aumenta nas suas hostes. Sinal de falta de qualidade dos “reforços” ou antes uma amostra do que aí vem? Lembro-me sempre de uma Taça de Honra da AFL, em mil novecentos e troca o passo, em que o Benfica foi goleado pelo Belenenses (5-0), na abertura da época, para depois, no campeonato, se sagrar campeão. Tenham calma, não se excitem. Tanto William...

Justiça feita antes de ficar por fazer

J

Em Julho de 1974, na sequência do decreto-lei 277/74, fui um dos vinte trabalhadores eleitos para a Comissão de Saneamento e Reclassificação da Emissora Nacional, a rádio oficial. Sem formação jurídica, armados em instrutores e com uma legislação que se limitava a apontar generalidades, cedo compreendemos que a montanha iria parir um rato. Apesar de muito divididos politicamente, encontrámos um...

Alexandre Pais

Arquivo

Twitter

Etiquetas