Alexandre Pais

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O dia triste de julho em que fechou o “diário do PS”

O

A 9 de abril de 1982, recebi um convite para jantar. Num restau-rante do Bairro Alto, o diretor do “Portugal Hoje”, João Gomes – que dirigira o “Diário de Notícias”, de 1976 a 1978, e que viria a ser provedor da Santa Casa da Misericórdia – desafiou-me para ser chefe da redacção. Eu já tinha uma carreira de chefia e o “PH”, fundado em 1979, não parara de...

O dia triste de julho em que fechou o "diário do PS"

O

A 9 de abril de 1982, recebi um convite para jantar. Num restau-rante do Bairro Alto, o diretor do “Portugal Hoje”, João Gomes – que dirigira o “Diário de Notícias”, de 1976 a 1978, e que viria a ser provedor da Santa Casa da Misericórdia – desafiou-me para ser chefe da redacção. Eu já tinha uma carreira de chefia e o “PH”, fundado em 1979, não parara de...

A noite em que Béjart foi expulso pela PIDE

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Lisboa parecia, em Junho de 1968, uma capital da cultura. A 5, estreara-se no Teatro da Trindade o Rigoletto, de Verdi, pela Companhia Portuguesa de Ópera, com encenação de Tomás Alcaide, e no dia 7 o Royal Ballet dançava no São Carlos. Mas na noite de 6, no Coliseu dos Recreios, o Festival Gulbenkian de Música proporcionava o momento alto da semana, com uma adaptação de Romeu e Julieta, de...

O equívoco fatal do “24horas”

O

Em Dezembro de 1997, o criador do projecto do 24 Horas, José Rocha Vieira, nomeou-me chefe de redacção do novo diário. Nas instalações do Marquês de Pombal, no edifício adquirido pelos suíços da Edipresse, havia só duas secretárias na imensa alcatifa azul: a minha e a do José Carlos Rodrigues. Mas depressa o espaço se encheu. Vindos do Diário de Notícias ou da Nova Gente, da Capital ou do...

O equívoco fatal do "24horas"

O

Em Dezembro de 1997, o criador do projecto do 24 Horas, José Rocha Vieira, nomeou-me chefe de redacção do novo diário. Nas instalações do Marquês de Pombal, no edifício adquirido pelos suíços da Edipresse, havia só duas secretárias na imensa alcatifa azul: a minha e a do José Carlos Rodrigues. Mas depressa o espaço se encheu. Vindos do Diário de Notícias ou da Nova Gente, da Capital ou do...

Jorge Sampaio: o primeiro-ministro que não tivemos

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Aos 8 anos, frequentou uma escola primária nos Estados Unidos, aos 12, em Londres, foi sozinho ver a Câmara dos Comuns e assistir aos debates. Começou dessa forma a criação do mundo político de Jorge Sampaio, cuja carreira dispensa palavras. O que quero referir é a semelhança do seu percurso com o de António Costa, como ele presidente da autarquia alfacinha e que parecia ter – de acordo com as...

A primeira grande cisão no PS

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Desgraçadamente adequada aos nossos dias, a frase é do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade: “Que século, meu Deus! – exclamaram os ratos. E começaram a roer o edifício” A primeira grande cisão no PS A acção contra-revolucionária de 28 de Setembro de 1974, que opôs militares conservadores aos puristas do 25 de Abril e levou à demissão do Presidente António de Spínola, dividiu igualmente a...

O arquiteto que fundou o MPT

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Apesar de já não ser um adolescente, entrei com nervosismo no edifício da Rua Gomes Teixeira em que tinha o gabinete, em Outubro de 1982, o então ministro de Estado do Governo da AD, Gonçalo Ribeiro Telles. Não era a entrevista para o semanário Off-Side que me agitava, mas a emoção de ir conhecer uma apaixonante figura da democracia, que admirava desde que integrara as listas da CEUD, de Mário...

A mordedura da serpente

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A vontade de não ter filhos é tão respeitável como a de os ter, ambas pertencem ao domínio da liberdade individual. Mas não acredito que a decisão de não trazer ao Mundo uma criança – excepto se existirem impedimentos graves – se baseie apenas num capricho, numa alegada falta de vocação para ser mãe ou pai – se for esse o caso, haverá então talento para fazer bem feito o quê? O não porque não tem...

"Alcance": o equívoco e a canção

&

No final de 1973, o empresário Alencastre Telo, autor de canções populares e proprietário da Tipografia Lisbonense, situada na Rua do Passadiço, em Lisboa, decidiu editar uma revista mensal “para promover os artistas portugueses”. Escolheu para directora M. E. Carvalhal Soares e esta convidou Sena Santos, então em A Capital, para formar a redação. O jornalista teve a infeliz ideia de me chamar –...

Alexandre Pais

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