Alexandre Pais

TagCorreio da Manhã

Pobres gabarolas a falar de sexo

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Com “Vamos falar de sexo”, a SIC explora de novo um filão que nunca falha em termos de audiências. Por isso, deu-lhe o gás todo: transmite-o em episódios (sete!) e em horário nobre, no Jornal da Noite, entre as notícias e a homilia de Marques Mendes. Apresentado como reportagem, o programa assenta em depoimentos de linguagem crua e supostamente desinibida, com aparição final de um psicólogo...

País de pobretes e alegretes

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Armando Esteves Pereira dissertava anteontem, na última página, sobre o poder que alienámos ao deixarmos de ter grupos financeiros. E concluía o diretor adjunto do CM: “É em Espanha, Angola ou China que estão os verdadeiros centros de decisão deste país”. A questão que acrescento é: e merecíamos ter centros de decisão? A PT reconheceu ter ficado a dever-se a um erro humano o recente apagão que...

A caça às chamadas, uma choradeira sem fim

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As chamadas de valor acrescentado são hoje um filão que meio algum pode dispensar. A necessidade puxa pelo engenho e, das “votações” com brinde às apostas nos prémios em dinheiro, aí temos a maior concorrência à Raspadinha. Santana Lopes sofre. Ao fim de semana, as tardes da TV têm alinhamento simples: três minutinhos de música popular e moçoilas a dar à perna, seguidos de conversa de chacha de...

Que RTP iremos ter?

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Pronto, não se pode elogiar. Entusiasmei-me com a estreia de “Got Talent Portugal” e com o suposto papel familiar de Marco Horácio, e ei-lo a descarrilar ao sair da gare. Confrontado com o apelido de um concorrente, Camoesas, logo lhe fugiu o pé do travão ao inventar um trocadilho forçado e de péssimo gosto: as “camoesas de Vénus”… Há quem diga que a chegada de Nuno Artur Silva à administração...

Embora por agora nada mais haja que isto

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Preencher com texto uma reportagem de um minuto e 20 segundos pode parecer fácil, mas não é. E menos ainda se o repórter for novato e trabalhar sem rede, ou seja, desenrasca-te e pronto. Há dias, tentando explicar um acidente de viação, o jornalista advertia de forma surreal: “…Embora por agora oficialmente não sejam avançadas causas que merecem profunda investigação.” O que quererá dizer o...

Júlio Isidro, o eventual colaborador

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A RTP aplicou ontem duro golpe na sua má consciência ao dedicar largas horas da programação aos 55 anos de atividade de Júlio Isidro, um dos nossos últimos grandes comunicadores. Personalidades de diversos quadrantes da vida portuguesa deram testemunho das qualidades de um profissional que em 100 mil horas no ar na rádio e em 30 mil horas em televisão preencheu quase todos os géneros da...

A barca infernal

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Em “Barca do Inferno”, da RTP Informação, a comissária do PSD soma todas as eleições de Cavaco e Soares para os colocar a par, com 15 milhões de votos cada, estrambólica coisa. E ao sublinhar os 2,7 milhões do Presidente na primeira eleição e omitir que Soares obteve 3,5 milhões ao ser reeleito, Sofia Rocha revela a sua qualidade. O caso de Raquel Varela é mais grave, trata-se de uma historiadora...

Não faltarão más notícias

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Se há sectores sem capacidade para mudar o que seja de 31 para 1 – ao contrário, por exemplo, das gasolineiras – é a comunicação social. Por haver menos gente a trabalhar ou por falta de assunto, o certo é que os dois ou três primeiros dias do ano são de pasmaceira total, a que sempre se associa o sr. Presidente da República e a sua conhecida inaptidão para nos suscitar emoções. Das reportagens...

A patética nudez de Lima e Monteiro

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Não é novo: a televisão é mortal. O mal é deixarmo-nos embalar pela exposição dos bons momentos, que são poucos e passam depressa, porque se o fizermos é certo que ficaremos nus na praça pública – a expressão nunca foi tão verdadeira – quando menos gostaríamos que nos vissem em desgraça. O ministro Pires de Lima peca pela mania da excentricidade. E foi meter-se, com aparato mediático, na guerra...

Os gestores da RTP e os professores doutores

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Os últimos tempos têm sido esclarecedores quanto à necessidade de supervisão, pelo que o facto de a RTP prestar contas ao Conselho Geral Independente é, por isso, um factor positivo. Porque no que respeita à suposta desgovernamentalização estamos esclarecidos: o Executivo indica dois elementos e o Conselho de Opinião nomeia outros dois, sendo naturalmente um, pelo menos, da cor dos partidos da...

Alexandre Pais

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