Alexandre Pais

TagCorreio da Manhã

Cristina Ferreira: de diretora a “pin up”

C

Não era fã de Cristina Ferreira, do seu aparente deslumbramento, e achei sempre que ela só “funcionava” com  Manuel Luís Goucha ao lado. Mas a partir do dia em que li, no Facebook, uma resposta que deu, ou alguém deu por ela – com raríssimo “fair play” –, a uma anormal que a insultava, passei a apreciá-la com outros olhos. Num mercado tão pequeno que só fabrica vedetazinhas, entende-se o...

Cristina Ferreira: de diretora a "pin up"

C

Não era fã de Cristina Ferreira, do seu aparente deslumbramento, e achei sempre que ela só “funcionava” com  Manuel Luís Goucha ao lado. Mas a partir do dia em que li, no Facebook, uma resposta que deu, ou alguém deu por ela – com raríssimo “fair play” –, a uma anormal que a insultava, passei a apreciá-la com outros olhos. Num mercado tão pequeno que só fabrica vedetazinhas, entende-se o...

Viajar de bicicleta (e de helicóptero) pela TV

V

Razão tinha Jorge Luís Borges quando dizia, há mais de 30 anos, que não lhe interessavam os telejornais porque não queria saber das pequenas desgraças do quotidiano. Explicava o escritor argentino que se acontecesse algo verdadeiramente importante alguém lhe daria a novidade. Como jornalista, “consumo” todas as notícias, mas a televisão é também divertimento e oferece-nos momentos de “libertação”...

A coragem de Cuca Roseta

A

Ao contrário do que os saudosistas apregoam, temos hoje fadistas de qualidade. O que me dá ideia, a mim que gosto de fado, é que alguns desses intérpretes, ainda jovens, “encalharam” numa espécie de limbo artístico, tão longe do céu da arte intelectual, que não os suporta, como do inferno da música comercial, que parece envergonhá-los. Surpreendeu-me, assim, a coragem de Cuca Roseta ao expor-se...

Paulo Pires e Pedro Lima: como os miúdos cresceram

P

Por vezes, passo pelas novelas. Não sou fã, mas não me cairiam os parentes na lama se fosse. Afinal, ajudei a lançar, há 17 anos (ai, ai…), a revista “Telenovelas”, e sinto orgulho por isso. Aguentei-me pouco tempo em “Jardins Proibidos”, da TVI, pois o estilo canastrão de Diogo Infante – que grita tanto que só o vemos a ele, nunca o personagem – é insuportável. Já “A Única Mulher”, também da...

Teresa Guilherme, a nova Amiga Olga

T

Chama-se “demaneidrope”, o que começa por irritar o público-alvo, pouco dado a estrangeirices. Mas a TVI compensou a fragilidade, juntando-lhe o “entre a ganhar”, que tem a vantagem de colocar o foco do concurso no que interessa, o “dinheirinho”, palavra que a apresentadora não se cansa de repetir ao longo do programa. Vinte e dois anos depois de a produção do “A Amiga Olga” meter a assistência...

A incerta certeza do Preço Certo

A

O “Preço Certo” está na ordem do dia: há quem vaticine que não resistirá aos cómicos intelectuais que detestam a coisa popular e não falta quem garanta que será o próprio Fernando Mendes a bater com a porta e a mudar-se para SIC, onde lhe pagarão muito mais. Esta semana, por acaso, as audiências do “gordo” não só baixaram em relação ao habitual, como ficaram atrás do recém-estreado “The Money...

Parabéns à CMTV: pelo 2.º aniversário e pelo resto

P

O leitor compreenderá que não me refira habitualmente a programas ou figuras da CMTV. Faço-o hoje porque a estação entrou no terceiro ano de existência, conseguindo já, no universo Meo, colocar-se na frente nas audiências. É uma enorme proeza nos tempos que vivemos – difíceis também para os média e para a consolidação de novos desafios – e uma estrondosa vitória para o Octávio Ribeiro e para a...

O Festival da Canção e o anjo da morte

O

A transmissão do Festival da Canção confirmou a falta de qualidade que se antevia. Canções medíocres, intérpretes medianos, produção franciscana e audiência modesta – inferior, por exemplo, à que consegue “O Preço Certo” – ficaram como marcas de um serão que já nem aos nossos avós agradaria. Em 50 anos, o Mundo mudou vezes sem conta e a conceção de espectáculo em que a RTP insiste tem a...

Só se pode bater mal

S

Leio no “Negócios” que nos últimos seis meses o Novo Banco foi o campeão do financiamento aos clubes de futebol, como se não vivessem os nossos emblemas acima das suas possibilidades e como se das cinzas do falido BES tivesse nascido um potentado financeiro. Não ganhamos juízo, como se confirma com os 36% (!) de crescimento, em fevereiro, das vendas dos veículos ligeiros. Ou com a torpeza do...

Alexandre Pais

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