Alexandre Pais

TagCorreio da Manhã

Exigência excessiva na morte dos comandos

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As Forças Armadas são o garante do regime democrático já que seriam a única instituição a poder manter a ordem quando, e se, as estruturas do Estado se desmoronassem. Não pareceram, assim, adequadas as críticas aos Comandos após a morte dos dois recrutas, embora hoje nos deva preocupar que a trágica ocorrência haja desaparecido das notícias sem que se tenha feito o grande debate sobre a utilidade...

Impostora e amadora

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Uma boa promoção faz um artista. E no caso de “A Impostora”, a nova novela da TVI, faz também uma audiência. Influenciado pelo marketing, eis-me esta semana a ver uma cena, a bordo de um barco, interpretada por Fernanda Serrano e Dalila Carmo, e a comentar para uns amigos brasileiros: “Fantástico, olhem como aprendemos com vocês!” Falava do desempenho das atrizes, mas o destino reservava-me uma...

Marcelo, o Justo

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A esquerda que não votou em Marcelo Rebelo de Sousa, e que em boa parte o detesta, arrepiou-se ao vê-lo atribuir a Grã-Cruz da Ordem do Mérito, a título póstumo, a António Champalimaud. Fez idêntico esgar de desprezo ao de certa direita quando, há dois meses, Marcelo entregou à viúva de Salgueiro Maia a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, com que quis honrar o militar de abril. E como paga...

Não bate certo com Santana Lopes

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Não perco, na SIC, as análises de Pedro Santana Lopes, aprecio as suas qualidades humanas e relevo o facto de as escavações inimigas jamais terem encontrado sinais das vigarices que distinguem alguns aldrabões apaparicados pela comunicação social. Em 2004, enquanto primeiro-ministro, PSL foi alvo da maior ação de contra-informação a que os nossos média sujeitaram até hoje um político. Inventaram...

Um silêncio atroz

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Ao vermos as imagens de destruição e morte resultantes de atentados, incêndios ou terramotos sentimo-nos – caso sejamos pessoas normais – em estado de prostração. É mais duro para quem sofre, no corpo e na alma, o desaparecimento do que era até então o seu mundo, mas aos telespectadores é dada a sua parte de dor e desolação. A emoção, e quanto mais forte melhor, é o “filet mignon” dos telejornais...

Passos joga o tudo ou nada

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Há muito que não se via tão desenxabida a festa social-democrata do Pontal, e ou os canais de TV acertaram uma estratégia anti-PSD e divulgaram o pior do discurso de Passos Coelho, ou a coisa está preta. Os analistas coincidem na falência da mensagem de Passos e dão o Orçamento de Estado da “geringonça” para 2017 como favas contadas. Mas confesso que me interrogo: se a bater mal da...

A tese do fogo posto esconde o que não foi feito

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O truque repete-se e a tragédia também: temos já metade da área ardida da UE. Impotentes perante a calamidade, os responsáveis pela organização do combate recorrem à gasta tese do fogo posto. Foi o que fez há dias, na RTP, Jorge Gomes, secretário da Administração Interna, ao lançar a suspeita de crime sobre os sinistros que se iniciam de noite. Tenta-se, desse modo, tirar o foco do que não se...

Moniz Pereira, o cultor da família

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A tristeza pela morte de Mário Moniz Pereira atravessou a sociedade portuguesa e até aqueles que não eram admiradores do professor – que dizia o que pensava sem se preocupar em agradar – se juntaram aos coros de elogios pela obra que nos legou. De modo geral, todos os canais cumpriram bem a tarefa de salientar o estatuto do desportista que desaparecia e a sua decisiva importância nas grandes...

Um amor como a peste

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Acabou mais uma série de “Love on top” e logo começou outra, como uma espécie de peste que nunca deixa de contaminar. Esgotado de momento o filão da reality-boçalidade, a TVI estica a vida do moribundo até que a rentrée permita que a inesgotável criatividade humana tire da cartola novo coelho para audiências pouco exigentes. Mas a estação de Queluz não exibe só a face oculta da Lua na programação...

Alô, Dona Rosa! ou o “telegrama” de Clara de Sousa

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O Mundo anda perigoso e sucedem-se as tragédias, mas preciso de fazer uma pausa nas notícias para que a vida não seja só desgraças. Então, depois de ouvir Clara de Sousa dizer, a propósito do terror em Nice, que o Presidente Marcelo tinha enviado “um telegrama” de condolências ao homólogo francês, fartei-me. Um telegrama?! Stop: há quantos anos terá essa reminiscência do “Pátio das Cantigas”...

Alexandre Pais

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