Alexandre Pais

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Humilhação laranja por acaso

As declarações dos reféns de um bandido devem ser entendidas de modo especial. A promessa de morte rápida por parte do torturador basta para que um homem diga o que não pensa e o que não quer. Nem é preciso exemplificar com os casos recentes das vítimas do extremismo islâmico. O próprio Xanana Gusmão, de cuja coragem ninguém duvida e que passou por sofrimentos inauditos nas montanhas de Timor e...

António Fagundes lançou a “Telenovelas” há 16 anos

A frase é do filósofo francês Paul Valéry: “Agradar a si próprio é orgulho, agradar aos outros é vaidade”. Mas que mais pode fazer um actor do que trabalhar para agradar aos outros? O actor que lançou uma revista António Fagundes é um monstro dos palcos e da televisão, ponto. Escrever mais qualquer coisa sobre o seu trabalho e o seu talento seria um exercício inútil. A área onde o consenso é...

António Fagundes lançou a "Telenovelas" há 16 anos

A frase é do filósofo francês Paul Valéry: “Agradar a si próprio é orgulho, agradar aos outros é vaidade”. Mas que mais pode fazer um actor do que trabalhar para agradar aos outros? O actor que lançou uma revista António Fagundes é um monstro dos palcos e da televisão, ponto. Escrever mais qualquer coisa sobre o seu trabalho e o seu talento seria um exercício inútil. A área onde o consenso é...

Porque gosto tanto de Bruno de Carvalho

No final do último Sporting-Belenenses, o presidente dos leões, Bruno de Carvalho, apareceu em campo mais ou menos zangado com toda a gente – o que é, aliás, próprio da sua maneira de ser – e também com o árbitro. Fiquei a pensar de que se queixaria ele, talvez da falta cometida sobre Nani, à entrada da área, e não assinalada, que o “Record”, e muito bem, puxou para foto da sua...

O próximo mártir

Se disser a alguém que vai morrer, sem adiantar quando (sei lá eu!), tenho 100 por cento de hipóteses de acertar. Ideia estúpida, esta? Sem dúvida, mas igualmente tão burra, oportunista e espertalhona como as críticas absurdas que, durante quatro anos, certos abencerragens da aldeia futebolística fizeram a Paulo Bento, até “acertarem” na sua saída. Críticas envergonhadas e cínicas sempre que...

Dirigir publicações: um trabalho muito difícil – 2

Referi aqui a semana passada a queda de três diretores de jornais diários, que associei à brutal descida das vendas que afecta esses títulos (JN, DN e Record), e sublinhei as dificuldades com que luta quem dirige publicações comercializadas em banca, numa época em que agoniza o hábito de adquirir informação em papel. Quero hoje apontar outros dois obstáculos que se erguem à liderança dos projetos...

A obsessão de António José Seguro

António José Seguro disse que aguardou três meses para António Costa concordar com os debates entre ambos. Soubesse o candidato a candidato a primeiro-ministro o que sabe hoje e Seguro teria esperado sentado. Tanto no frente-a-frente da TVI, como no da SIC, o País viu Costa ao seu nível ou um pouco abaixo, e viu Seguro melhor do que era suposto ou até bastante acima. Ou seja, o confronto mostrou...

O dia em que José Alberto Carvalho se zangou comigo

Na luta contra o desaparecimento, o antigo semanário Tal&Qual alterou, entre 1996 e 2002, a sua linha editorial tradicional, de modo a seguir de perto, demasiado de perto, talvez, a vida das figuras da TV. Por altura da crise na SIC, em 2001, com a saída de Rangel, houve um pico desenfreado nesse caudal noticioso, com pessoas que assumiam maior protagonismo a serem bombos da festa. Na...

Habituemo-nos a uma seleção deste nível

Não vale a pena despedir Paulo Bento e a Seleção com lenços brancos e o grau de exigência desmedida de recentes bons tempos: o que ontem vimos em Aveiro é o nível da “equipa de todos nós” a que teremos de habituar-nos nos próximos meses. Talvez com mais jogos e o regresso de Cristiano Ronaldo a produção futebolística melhore, tem de melhorar, mas mesmo assim precisamos de reaprender a gostar da...

Face oculta: uma sentença pesada se comparada com outras

Está na edição online do CM a notícia da recaptura de um homem que fugiu da prisão e de uma pena de 15 anos por um crime hediondo: o assassínio da filha. E não há dia sem que se apliquem sentenças a violadores, por vezes revoltantemente baixas. A minha experiência nos tribunais, por supostos abusos de liberdade de imprensa – mesmo que nunca tenha sido condenado – faz-me a compreender o que é a...

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