O 25 de abril de 1974, ao acabar com a PIDE, deu fortíssima machadada nos abusos de poder, tanto mais que impôs, em simultâneo, o regime democrático que defende as liberdades e dá garantias de igual tratamento aos cidadãos. Ao que os 42 anos de abril não conseguiram pôr fim foi à prepotenciazinha que dorme dentro de nós, mesmo contra a nossa vontade, nem à necessidade de afirmação sobre o outro...
A prepotenciazinha 42 anos depois
Gente estúpida
Dizia Albert Einstein, que há apenas duas coisas infinitas, o Universo e a estupidez humana, e que só quanto à primeira não tinha ainda a certeza absoluta. Eu acrescentaria que a estupidez é como a morte, não podem ser vencidas, pelo que brincar com ambas é o que nos resta. Num “Preço Certo” desta semana vi o que julgava impossível: Fernando Mendes a sair do sério e a convidar um espectador, que...
Luis Suárez é o meu favorito para a Bota de Ouro
É um daqueles casos em que se podia apostar a vida: Lewandowski vai tanto ganhar a Bota de Ouro como eu vou hoje jantar a Pequim. Não que nas quatro jornadas que restam aos candidatos os golos que o alemão leva de atraso sejam irrecuperáveis para um jogador da sua craveira, mas apenas porque tem logo 4-rivais-4 por diante – dois a 3 golos e outros dois a 4 – e no mínimo um deles não deixará de...
Record: quando fazer diferente é fazer melhor
“É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado” – Madre Teresa de Calcutá, 1910-1987 Não é pacífico pôr um ponto final num ciclo da nossa carreira que nos trouxe realização profissional e felicidade, a par de incontáveis dificuldades e provações. E temos a sensação – o que na verdade não passa de uma tola pretensão – que quem nos sucede, ao fazer...
O Hino, Benzema e Rui Vitória, o resistente
Na edição de sábado, o provedor dos sócios do Belenenses, “roubou-me” o tema para esta crónica: a ideia, totalmente absurda, da SAD dos azuis, de querer tocar o Hino Nacional antes dos jogos no Restelo. E o brilho do texto de Rodrigo Saraiva faz com que nada do que eu pudesse aqui escrever acrescentasse algo de útil às razões que expôs. Pensei refletir então sobre o afastamento de Benzema do...
O júri cabotino do “Got Talent Portugal”
Verificando que os programas mais vistos da RTP, além do futebol e do Telejornal, são concursos, Manuel Falcão questionava – em artigo recente na revista “Correio da Manhã TV” – o sentido de se “manter os contribuintes a suportar um operador que basicamente faz concorrência aos privados” sem criar uma grelha “complementar em relação às outras ofertas do mercado”. Além da incapacidade de definir...
O júri cabotino do "Got Talent Portugal"
Verificando que os programas mais vistos da RTP, além do futebol e do Telejornal, são concursos, Manuel Falcão questionava – em artigo recente na revista “Correio da Manhã TV” – o sentido de se “manter os contribuintes a suportar um operador que basicamente faz concorrência aos privados” sem criar uma grelha “complementar em relação às outras ofertas do mercado”. Além da incapacidade de definir...
A brincar às estradas
O aumento do caudal do rio Foja, que passa por debaixo da A14, inaugurada em 1994, causou um aluimento que só por sorte não provocou vítimas. E se o incidente foi inesperado, o que se seguiu não é motivo de menor surpresa. Segundo um responsável da Brisa, a vulnerabilidade da autoestrada já teria sido detectada em Outubro, pelo que o início das obras estaria em preparação. Mas outro especialista...
O Chipre de Bagão Félix e o resto
António Bagão Félix, que faz hoje 68 anos, é um dos melhores comentadores da TV. À quarta-feira, lá estou eu, focado na SIC Notícias, atento à sua lição feita de linguagem simples, lúcida, isenta e por vezes algo ingénua, o que só aumenta a sua aura de credibilidade. Esta semana, o ex-ministro das Finanças e do Trabalho lamentou-se dos comunicadores (?) que dizem “no Chipre”, em vez de em Chipre...
Partiu o Zé Paulo, perdi um amigo
Começa a ser insuportável. O privilégio da vida traz-nos também a obrigação do cumprimento de uma pena: a de vermos partir, um após outro e sempre cedo de mais, aqueles de quem mais gostamos e que mais gostam de nós. É uma condenação que carregaremos aos ombros até ao momento em que nós próprios dissermos adeus. No sábado, dia do meu aniversário, o primeiro em quase meio século em que não tive...
