Alexandre Pais

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Ganhar um festival ou desviar um avião: para tudo há uma primeira vez

“Se podes sonhar, podes fazer” – Walt Disney, produtor, pioneiro da animação e visionário norte-americano, 1901-1966 Depois de Salvador Sobral ter vencido o Festival da Canção, a comunicação social sublinhou o facto de ele nunca ter visto uma edição do concurso de canções da RTP. E aconteceu-lhe o mesmo com a final internacional, no entanto… Para tudo há sempre uma primeira vez e com o...

Sporting acabou com um bom jogo e o FC Porto com um jogo horrível

Terminado o campeonato, restam as evidências: o Benfica deixou o FC Porto a 6 pontos e o Sporting a 12, teve o melhor ataque e a melhor defesa, foi um justo campeão; o V. Guimarães acabou a liga em alta, ao contrário do Sp. Braga, que chegou ao fim a 8 pontos do quarto lugar; o Marítimo regressa às competições europeias, mas o Rio Ave ficou só a 1 ponto e o sensacional Feirense a 2; o Boavista...

A dura verdade de Alberto João Jardim

Manuel Luís Goucha surpreende-nos regularmente com uma boa entrevista na TVI. Foi o que sucedeu na terça-feira, no “Você na TV”, a propósito do livro de Alberto João Jardim, “Relatório de combate”, numa conversa com o autor que à primeira vista me parecia a repetição de um discurso com 40 anos. Devo confessar que aprecio Jardim, as atitudes politicamente incorretas, as vitórias sucessivas nas...

Afinal, o avião desviado voou para Sul…

Há semanas, não tendo perguntado ao protagonista, escrevi aqui sobre Amândio Silva, um dos oposicionistas do Estado Novo que desviaram o avião da TAP, em 1961, quando voavam de Casablanca para Lisboa. E armei-me em jornalista-google, pesquisando na internet a rota da aeronave após ter caído na mão dos piratas do ar. E fui parar não só ao site errado, como confiei na fonte – um erro de amador. Por...

Baptista Bastos: aqui até ao fim

Em 1976, a propósito de Fernando Oneto, escrevi no “Jornal Novo” uma nota sobre Baptista-Bastos. Passaram anos até o encontrar, de madrugada, a sair do Snob. Foram cinco minutos de conversa, depois ele despediu-se e dirigiu-se ao carro. Dez metros percorridos, voltou-se e disse: “Tu, há tempos, escreveste uma coisa muito gira sobre mim. Mal escrita, mas gira”. E deixou-me com cara de parvo. Foi...

O pleno de 13 de maio

Quem aspira ganhar eleições acenando com o regresso do velho Portugal deprimido e temeroso do futuro, e prometendo as mesmas receitas do passado, vai ter de encontrar outra narrativa. Porque o país mudou. Pode viver na ilusão, mas está feliz. Já tinha mudado, é certo, mas acordou ontem mergulhado na euforia. É que no sábado o Papa terminou uma visita triunfal e isenta de problemas a Fátima – que...

António Costa desprezou uma regra dos manuais

Desde que Carmona Rodrigues, em declarações ao Expresso, atribuiu a Fernando Medina a responsabilidade por uma cratera que se abriu na Avenida de Ceuta, que eu não me ria tanto como agora, com a zanga de compadres na candidatura à Câmara do Porto. Começo por achar graça a Rui Moreira, que percebeu tarde que estava a ser embrulhado na trama da aparelhite partidária, sempre sequiosa na autarquia...

Fátima e fé no caminho de um agnóstico

Ao ver agora o excelente Fátima, de João Canijo, com interpretações inesquecíveis – Rita Blanco e Anabela Moreira são sublimes – recordei a minha ligação familiar à Cova da Iria. O meu pai tinha um amigo, António Ramalho, que foi o maior adepto de caminhadas que conheci. Com eles, andei por toda a região da Grande Lisboa e não só: uma subida ao ponto mais alto da serra da Arrábida e depois a...

O bagunceiro vai ganhar porque o mundo está ao contrário

É o exemplo típico do semeador de confusões. Vai à repartição de Finanças não só para resolver um problema com o IRS como para despejar a sua frustração sobre os funcionários, coagindo-os a aceitar as suas regras. Começa a criar distúrbios e um guarda à civil manda-o abandonar as instalações. Desobedece e fica. Para continuar com a desordem, entra em direto numa rede social com o falar manso dos...

A alfândega, o poster e as barbas à Che

Assinei no Record uma crónica sobre o último Sporting-Benfica, que intitulei “O dérbi dos barbudos” porque dos 28 jogadores que atuaram em Alvalade apenas cinco se apresentaram com o rosto escanhoado. É uma moda que atravessa o futebol por todo o Mundo e que me fez recuar mais de quatro décadas, ao tempo em que por cá a malta nova deixava crescer barbas e cabelos como forma de protesto pela...

Alexandre Pais

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