Dois edis reagiram de forma diferente ao serem ‘incomodados’ por jornalistas por motivos semelhantes – o escrutínio, uma chatice!
A presidente da CM de Bragança, Isabel Ferreira, anunciou uma queixa-crime contra o diretor da Rádio Regional, alegando “perseguição”. E embora pareça tratar-se apenas de uma insistência no acesso a documentos não privados, a autarca tem o direito de se queixar do que quiser. E os repórteres devem estar preparados para a pressão e prosseguir o seu trabalho. A vida não é cor-de-rosa.
Já em Coimbra, Ana Abrunhosa – a quem os eleitores deram clara vitória nas autárquicas, recolhendo ainda aplausos pela firmeza adotada após a tempestade que afetou o concelho – teve uma infelicidade de principiante ao dizer ter “falta de confiança” num jornalista da Lusa, que acusa de “não reportar a verdade, enviesar comentários e fazer política”.
Ora, como ‘veterana de guerra’, Abrunhosa devia saber – e essa ignorância é inaceitável – que um jornalista só precisa da confiança daqueles para quem trabalha: leitores, ouvintes ou telespetadores. De resto, desconfiar é a sua profissão.
Antena paranoica publicada no CM e no cm.pt em 18 abril 2026
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