Estando cara a criatividade e não havendo fundos para grandes investimentos, SIC e TVI insistem em conceitos antigos. Melhor os de Queluz, com o ‘Big Brother’ a vencer no domingo, por bem mais de 300 mil espetadores de audiência média, a estreia da nova série de ‘Casados à primeira vista’.
A vantagem da TVI começa logo no ‘casting’ porque escolhe entre milhares, enquanto os de Paço de Arcos transpiram para arranjar cordeiros inocentes para o que chamam ‘altar’, local inexistente. Mas ainda que a seleção seja penosa – coitados dos ‘especialistas’ e da Diana – pior é a produção, que perde qualidade de edição para edição.
Não ajudar alguns convidados a apresentarem-se de forma mais cuidada, não legendar conversas em surdina de que não se percebe patavina ou não saber sequer que o cabelo puxado para trás só beneficia pessoas jovens e bonitas são exemplos de um desleixo fatal em televisão.
Mas trágico, mesmo, é que um ‘noivo’ possa atribuir-se a idade que qlhe apetecer sem que isso seja verificado pela produção. Então, ‘casam’ os encalhados e nem para os cartões de cidadão olham? É tudo a fingir e chamar a isto amadorismo é capaz de ser pouco.
Antena paranoica, Correio da Manhã e cm.pt de 11 abril 2026
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