Alexandre Pais

TagSábado

Quadratura do círculo e peixe grelhado

Q

Decorreram 37 anos sobre o dia em que conheci o Carlos Andrade, na redação do diário Portugal Hoje, ele na editoria Trabalho e Sindicalismo, eu na de Desporto. Ele tinha 21 anos e o mesmo sorriso de hoje. Até 1984, estivemos juntos no semanário Off-Side e depois cada um foi à sua vida. Acompanhei-lhe a carreira de perto, até porque fui ouvinte fiel do Flasback, que moderou na TSF, e ainda hoje...

A cáfila portuguesa e o troglodita holandês

A

Não sei porque se agitaram tantas suscetibilidades a propósito do último dislate de Dijsselbloem, um clássico inimigo de Portugal e de qualquer política que não aplique a mais selvagem das austeridades. Do PR à Superbock, passando por milhares de merecidos e imerecidos insultos nas redes sociais – a sua derrota nas eleições holandesas também não se terá dado por acaso – o socialista rendido ao...

Uma aventura com 26 anos: ir para o trabalho de helicóptero

U

Já não me lembro de quem foi a ideia, mas se calhar foi minha que nunca esperei nada que caísse do céu. Certo é que no verão de 1991 a revista Tomorrow publicou um editorial de moda revolucionário, com produção de Fátima Raposo, fotos de Francisco Prata e o apoio da Mercedes e da Heliserviço. O trabalho tinha uma história, num tempo em que para entrar em Lisboa em hora de ponta se mergulhava no...

RTP: seis décadas de aventura e pioneirismo

R

Com uma produção modesta e a participação especial de um presidente com escassa capacidade de comunicação – ai aquelas mãos esvoaçantes! – a RTP assinalou os seus 60 anos transmitindo um clássico: o Festival da Canção. Estando já tudo dito sobre a efeméride, dedico estas linhas aos cabouqueiros da estação, hoje quase só recordados, ao acaso, na RTP Memória ou, a sério, no Inesquecível do enorme e...

Carlos Costa: um herói da resistência

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Os amigos do Governo atiram-se a Teodora Cardoso, antes uma perigosa esquerdista, só porque o Conselho das Finanças Públicas, a que preside a economista, não alinha nos elogios à política económica de Costa e Centeno. E nas redes sociais, faróis do ódio às figuras públicas desancam José Gomes Ferreira pelos mesmos motivos e por outros, queixando-se o jornalista – pobre dele, como aguenta tal cruz...

No tempo em que a inflação corroía os salários

N

Com a inflação acumulada dos últimos cinco anos a rondar os 4 por cento, já poucos recordarão as loucas décadas de 70 e 80, em que a taxa anual subiu até aos 32,2%, como sucedeu em 1983. Vivi esses tempos com pavor, a prestação da minha casa atingia valores exorbitantes e o meu salário não parava de perder valor. Em janeiro de 1976, o Diário Popular revelava os ordenados dos jornalistas do...

Os capazes e os capazes de tudo na política

O

Preparava-se António Costa para recolher os dividendos políticos dos últimos resultados da gestão Centeno e eis que PSD e CDS lhe trocam as voltas, aumentando o ruído em torno da magna questão das mensagens trocadas entre o ministro das Finanças e o inefável dr. Domingues. No pelotão de ataque, comandado pelo aguerrido deputado Leitão Amaro, cedo se fez ouvir a voz grossa do ex-secretário de...

Um barco, uma guerra e um casamento

U

A 28 de setembro de 1940, o meu pai, que prestava serviço militar na Marinha, enviou do Funchal, de bordo do contratorpedeiro Douro, um postal para a minha mãe, em Lisboa, no qual escrevia: “Afinal, houve paquete para levar o correio antes do que se esperava. Mas ainda te não posso dizer nada a respeito do movimento do navio”. Eram momentos de incerteza, estava-se em plena Segunda Guerra Mundial...

Uma década a dirigir o "Correio da Manhã": só para maratonistas

U

Longe vão os anos em que os diretores de jornais permaneciam nos cargos por décadas. Eram os saudosos tempos em que recebíamos os salários em dinheiro, no local de trabalho, da mão de um emissário de uma entidade abstrata que os jornalistas ignoravam duplamente: porque a desconheciam de facto e porque não se preocupavam com minudências. Eram tempos tão remotos que para se colocar um anúncio num...

Uma década a dirigir o “Correio da Manhã”: só para maratonistas

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Longe vão os anos em que os diretores de jornais permaneciam nos cargos por décadas. Eram os saudosos tempos em que recebíamos os salários em dinheiro, no local de trabalho, da mão de um emissário de uma entidade abstrata que os jornalistas ignoravam duplamente: porque a desconheciam de facto e porque não se preocupavam com minudências. Eram tempos tão remotos que para se colocar um anúncio num...

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