Quando ontem, após o intervalo no Restelo, vi a coragem de Julio Velásquez ao tirar Tonel – cujo autogolo, após a polémica “mão” de Alvalade, em novembro, pode ter injustamente acabado com a sua carreira no Belenenses – para meter Miguel Rosa, lembrei-me de Zidane e do Real Madrid. Se os jogadores azuis atuam com o ritmo, e o nível de empenhamento e sacrifício, que lhes vimos na segunda metade da...
E os centrais, senhores?
O modo como Fábio Espinho surgiu ontem nas costas de Chidozie e o ultrapassou, para fazer o 0-2 no Dragão, confirma o que se percebia, pese todo o potencial do jovem nigeriano: ainda não está pronto para ser titular da primeira equipa do FC Porto. Já a forma como Rafael Amorim, batido em velocidade, provocou, no Restelo, a falta que o levou à expulsão e deu, de livre direto, o segundo golo ao...
Uma máfia no apito
Sou um daqueles cavernícolas que resistem ao vendaval de asneiras dos árbitros e os defendem. Talvez porque venho do tempo dos pançudos de apito na boca, que eram insultados desde a entrada em campo até ao regresso a casa. Estava ontem a ver a primeira parte do Boavista-Académica, em que a cada minuto jogadores faziam faltas sobre outros que se rebolavam no chão, fingindo-se magoados – agora...
Sara Carbonero volta a poder descer Santa Catarina
Rui Vitória tem razão: o Benfica fez o suficiente para ganhar o jogo. Então se estivesse um frangueiro como eu na baliza do FC Porto, a goleada teria sido tiro e queda. Mas não estava e ontem surgiu Casillas – e já não se aguenta, claro, a referência de todo o bicho-careta a “São Iker” – no patamar dos seus melhores tempos: Pizzi, Jonas, Gaitán e Mitroglou, e até Martins Indi, imaginaram a bola...
Um Velázquez em Belém
Além de não ser chauvinista, simpatizo com Julio Velázquez. Ao contrário de Lopetegui, que recorria a duas ou três palavras de português, ao cabo de ano e meio no Porto, o treinador do Belenenses diz “miércoles” e logo corrige para quarta-feira, um sinal de respeito pelo país onde trabalha. E exibe, ainda, um sorriso, uma alegria natural que aplica no campo, quando deixa o “autocarro” na garagem...
O mostrengo que ameaça o Sporting
Enquanto não vingarem os meios eletrónicos que defendam a verdade desportiva, incluindo a paragem do jogo – como no râguebi, para recurso ao vídeo-árbitro – o futebol continuará a ser uma modalidade em que os erros dos juízes vencem, pelas piores razões do protagonismo, a capacidade dos artistas. A mim, confesso, afetar-me-iam pouco esses erros se só houvesse intervenientes de boa fé, homens...
Peseiro e Vingada: o regresso da velha guarda
Tive o gosto de ver, ontem, no Dragão, o reencontro de dois excelentes treinadores que a luz da realidade fez regressar à ribalta do futebol português: José Peseiro e Nelo Vingada. Peseiro, de 55 anos e com 24 de carreira, estava proscrito desde que teve não o verdadeiro mérito de levar o Sporting à final da Taça UEFA, em 2005, mas o suposto demérito de a perder. E depois de um episódico e não...
A ideia errada de Bruno de Carvalho
Quando os objetivos dependem do trabalho de equipa, é bom e é útil – diria que é mesmo indispensável – que quem comanda se assuma também através de mensagens “para fora” que transmitam aos “de dentro” os sinais de determinação e de liderança sem as quais o grupo não se motiva, não ganha confiança e poucas possibilidades terá de êxito. Bruno de Carvalho desempenha essa tarefa no Sporting, mas...
O que Jorge Sousa conseguiu ver e o que Paulo Fonseca não tem
Não fosse a cruzada sem tréguas de Bruno Carvalho a favor da verdade desportiva resultante das boas arbitragens e Jorge Sousa, vendo os pés do defesa bracarense fora da área, não teria apontado a grande penalidade que originou o primeiro golo do Sporting e o início da reviravolta. O árbitro assistente, da perspetiva de que dispunha, não pode ter visto se a mão de André Pinto estava ou não dentro...
Lopetegui não é capaz
Pode Pinto da Costa teimar mais algum tempo e aprovar moções de confiança a Lopetegui, que o destino está traçado: vai ter de o despedir. E não pela sua mania da perseguição, que continua imparável; não pelos assobios e pelos insultos, que terão depois de amanhã, no Dragão, uma expressão ainda mais sufocante; não por ler mal o jogo, errar nas substituições ou “inventar” demasiado; não...
