Conseguiu um pequeno milagre: combater durante sete anos um cancro – não detetado a tempo – e trabalhar quase até aos últimos dias. O que a Teresa Pais já não pôde ver foi a página de despedida que lhe fizeram numa das revistas que dirigia, a “TV Mais” – a outra era a “Telenovelas”. Acho que ela ficaria feliz com o texto, emotivo e bem escrito, que terminava num “até sempre, diretora!”. Não é...
Peixinhos e tubarões na SIC
Terminou “Shark Tank”, na SIC, um formato de popularidade segura, como todos aqueles cujo sal seja o dinheiro e a pimenta a exibição de histórias de sucesso. No caso, o sucesso marcou pontos do lado dos tubarões – genericamente sem grande perfil para a função, assinale-se – e esteve quase ausente no dos peixinhos candidatos ao investimento nos seus projectos. Como em qualquer programa do género...
Um convite à emigração que foi apenas declaração de bom senso
Há 40 e tal anos, a palavra dita em público e captada pela rádio logo desaparecia. Tudo se garantia termos dito e tudo jurávamos jamais ter proferido. Havia na Emissora Nacional – para a PIDE lá poder ir cheirar – o chamado “gravador contínuo”, que registava as emissões integrais das poucas estações existentes, o que significava que ou os jornalistas da escrita apanhavam uma frase comprometedora...
Será que o dr. Medina me fez uma lavagem ao cérebro?
Desde que Manuela Ferreira Leite avisou, sem que se acreditasse, da brutal dimensão da dívida, e Medina Carreira alertou, sem que lhe ligassem, para a falência do Estado-social, que não deixo de ouvir os oráculos. Assim, nas segundas à noite lá me prego a “Olhos nos Olhos”, na TVI24, a registar as previsões sombrias do dr. Medina. Todas as semanas há um convidado, quase sempre alguém que não...
Vêm aí 2500 refugiados
As imagens, chocantes, surgem todos os dias como uma tortura que promete não terminar: são milhares de homens, mulheres e crianças que procuram desesperadamente atravessar o Mediterrâneo e atingir solo europeu. Já vai longe o tempo em que os espanhóis controlavam com facilidade, nas ondas de Tarifa, os botes com que dezenas de marroquinos fugiam do desemprego e da fome. Hoje, o abandono da terra...
O dia em que o CM não quis o velho
“Quando ganhas, és um velho profissional. Quando perdes, és um homem velho” – Charlie Conerly, jogador da NFL (futebol americano), 1921-1996 Decorria, se bem me lembro, o ano 2000, quando a minha filha Teresa Pais veio de Linda-a-Velha a Lisboa para falar com o administrador Miguel Ribeiro e Silva, então na Cofina (Investec), e com o qual trabalhara no grupo de Francisco Balsemão. Ele convidou-a...
Pessoas de bem? Tão ladrões como outros
Tenho um amigo que passa a vida no colégio do filho a queixar-se que o miúdo, de 10 anos, se esquece de roupas e outros objectos na sala de aula ou no recreio e que as coisas nunca aparecem. A explicação é simples: há papás que aceitam que os meninos levem para casa, e não devolvam, aquilo que não lhes pertence. É essa falta de condenação social pelo roubo a faceta mais grotesca do vídeo do...
Uma imagem que mata
Na Grécia, a popularidade do Syrisa cede ao ritmo a que se esfuma a utopia. Em Espanha, o Podemos deixou de liderar as preferências dos eleitores e, em Portugal, o PDR de Marinho e Pinto perdeu, de abril para maio, mais de 30% de intenções de voto, segundo a sondagem da Aximage para o Correio da Manhã. A realidade apresenta-se. Mas a deceção maior é a provocada pelo PS, que com tanta austeridade...
Cristina Ferreira: de diretora a “pin up”
Não era fã de Cristina Ferreira, do seu aparente deslumbramento, e achei sempre que ela só “funcionava” com Manuel Luís Goucha ao lado. Mas a partir do dia em que li, no Facebook, uma resposta que deu, ou alguém deu por ela – com raríssimo “fair play” –, a uma anormal que a insultava, passei a apreciá-la com outros olhos. Num mercado tão pequeno que só fabrica vedetazinhas, entende-se o...
Cristina Ferreira: de diretora a "pin up"
Não era fã de Cristina Ferreira, do seu aparente deslumbramento, e achei sempre que ela só “funcionava” com Manuel Luís Goucha ao lado. Mas a partir do dia em que li, no Facebook, uma resposta que deu, ou alguém deu por ela – com raríssimo “fair play” –, a uma anormal que a insultava, passei a apreciá-la com outros olhos. Num mercado tão pequeno que só fabrica vedetazinhas, entende-se o...
