Alexandre Pais

TagCorreio da Manhã

Um talento arrasador

U

Depois de ter visto os funerais do toureiro Manuel dos Santos, em 1973, do ciclista Joaquim Agostinho, em 1984, de Amália, em 1999, e de Eusébio, ainda há dois anos, não há cerimónia fúnebre que me esmague pelo aparato: acho, mesmo, que os quatro exemplos que dou não terão paralelo no futuro. Afinal, a televisão leva-nos hoje junto da sepultura ou do crematório, por um lado, e por outro as...

É feio mas hoje tem de ser

É

Não gosto do que vou fazer a seguir. Não é por mim, franco-atirador que dispara para onde lhe apetece e não tem satisfações a dar. É pelo que aparenta – e que me leva à nota prévia: é feio elogiar o diretor do jornal que nos acolhe. Dito isso, a verdade é que passaram três anos sobre a primeira emissão da CMTV, só por si um motivo de festa. E acontece ainda que o recente alargamento da...

Uma alegria ao jantar

U

Peguei cedo ao “serviço” na quarta-feira, pelas 8 da manhã, madrugada para mim. Mas valeu a pena, já que com exceção do “secador” que foi a cantoria noturna – com Fernando Medina a justificar uma próxima distinção com a Ordem da Paciência – a maratona marcelista pode ter iniciado uma nova era: a da reconciliação dos portugueses com o poder político. Como se não bastasse de sobrecarga televisiva...

Costa marca pontos com decisão sobre Santana

C

As imagens de Cavaco Silva e do primeiro-ministro, de costas, a contemplar o Atlântico, em São Julião, por ocasião do Conselho de Ministros sobre o mar para o qual António Costa convidou o Presidente, fazem mais pela popularidade do líder do Governo do que a diminuição dos impostos que afinal aumentaram ou o agravamento dos impostos que terão diminuído – seja lá como eles quiserem. Mas a arte da...

A arte de dizer não é para todos

A

Numa curta intervenção semanal na Hora Record da CMTV, confirmo o que já sabia: proferida a asneira, é sempre tarde para a corrigir. Ao contrário do que acontece com a palavra dita, na escrita funciona-se com rede, o computador, que nos evita os desaires. Basta ler, voltar atrás e recomeçar até dar certo, não há “engasganços”. Para falarmos com fluidez e seguirmos uma linha de raciocínio que...

Ministros e secretários andam a falar de mais

M

António Costa é um político da classe “supella longipalpa”, a resistente barata doméstica, de origem africana, que só morre de fome depois de comer as próprias patas. Hábil e arguto, ele sabe que Passos Coelho perdeu as eleições que ganhou por ter falhado na comunicação – e ainda hoje não adotou o discurso adequado à sua atual condição – e desdobra-se nas televisões, nos jornais e até nas redes...

E aqui apago o fogo do ex-ministro Rui Pereira

E

Não falta quem critique o afã nobilitário de Cavaco Silva nos últimos dias de Presidência. Não acompanho essas críticas, pois considero existir em Portugal um défice de reconhecimento do mérito e da dedicação à causa pública. Das condecorações de ontem, em Belém, quero destacar a que foi atribuída a Rui Pereira, ex-ministro da Administração Interna. Faço-o por sentido de justiça mas também por má...

Ainda bem que a televisão não estava lá

A

Comecei a dar atenção aos jornais, na década de 50, graças a duas secções do “Diário Popular”: “O fotógrafo não estava lá” e “Veja as diferenças”. A primeira rubrica ilustrava, com um desenho, a notícia de um acidente ou de um crime, algo de bizarro nos dias de hoje, quando temos as televisões atentas a tudo o que mexe. Mas não havia câmaras à porta do advogado, comentador da SIC e ex-deputado do...

TVI deu um "banho" de audiências à SIC

T

A noite eleitoral nos canais de sinal aberto foi ganha “de goleada” pela TVI, que compreendeu melhor que a SIC o tipo de espectador a servir e utilizou bem “A Quinta”, ensanduichando as peripécias de um ato com vencedor certo entre uma expulsão preparada e uma “gala” dominada pelo habitual menu do disparate. Sem macacadas agropecuárias para captar uma audiência de largo contorno popular, a SIC...

TVI deu um “banho” de audiências à SIC

T

A noite eleitoral nos canais de sinal aberto foi ganha “de goleada” pela TVI, que compreendeu melhor que a SIC o tipo de espectador a servir e utilizou bem “A Quinta”, ensanduichando as peripécias de um ato com vencedor certo entre uma expulsão preparada e uma “gala” dominada pelo habitual menu do disparate. Sem macacadas agropecuárias para captar uma audiência de largo contorno popular, a SIC...

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