Gosto de empresários. Não dos especuladores, que não criam riqueza, mas daqueles que investem e geram postos de trabalho e receitas fiscais, contribuindo assim para o progresso do País. E gosto ainda mais dos empresários que não se limitam a ganhar dinheiro e intervêm na sociedade, com críticas aos desmandos do poder ou com acções que por vezes fazem a diferença. Gostava, por isso mesmo, de...
Antena paranóica: Manuel Serrão é repelente porquê?
Esta semana, ouvi mais um daqueles por vezes cómicos debates televisivos – e por vezes interessantes, é verdade – em que os fanáticos contratados por isso mesmo, por serem capazes de ver apenas para um lado, só não se batem porque teriam de deixar o programa e lá se ia uma nota preta. O portista Manuel Serrão, talvez o maior agitador da televisão portuguesa, papel que lhe assenta como uma luva e...
Antena paranóica: D. Fernando de Portugal
Os economistas andam pessimistas, os políticos desorientados, os portugueses preocupados e deprimidos. Mas temos também energias ocultas, forças de reserva, gente criativa, patriotas capazes de empunhar a chama da esperança e do futuro. É o caso do impagável sr. Fernando, protagonista do nacional-imaginário que desconhece qualquer adversidade e supera todas as crises. O pai da Fanny – essa mais...
Antena paranóica: um confronto chocante
Nada como um feriado para quebrar as rotinas. E nesta quinta-feira pus-me a ver novelas, na SIC: a segunda metade do episódio de “Rosa Fogo”, made in Portugal, e a parte inicial da produção brasileira que se seguia, “Insensato Coração”. O que poderei dizer do confronto entre dois estilos, duas competências, dois mundos? A telenovela nacional – grande papel o de Rogério Samora e bem, como sempre...
Antena paranóica: afectos não são notícia
Uma onda de confusão percorre as nossas cabeças. A distinção do que é ou não notícia a destacar parece ser cada vez mais difícil. Voltámos aos tempos em que um idiota, que passasse do protagonismo ridículo num buzinão ao anúncio de uma jamais consumada candidatura à Presidência, tinha honras de telejornal. Ainda esta semana vimos uns autarcas – que querem meter em tribunal os ministros...
Antena paranóica: Passos Coelho tem nota 20 como comunicador
Passos Coelho é talvez o político português que melhor utiliza a televisão em seu proveito. Dotado de boa imagem, enfrenta as câmaras de modo diverso de Sócrates, igualmente um temível comunicador. Enquanto o seu antecessor, dominando o verbo, convencia os convencidos e arrepelava os cabelos dos que não gostavam dele, Passos usa a moderação para baixar a guarda aos adversários. A resposta ao...
Antena paranóica: asneira à solta
Arrependa-se quem tenha passado a ideia de a ignorância ser exclusivo da “Casa dos Segredos”. A revista “Sábado” inquiriu 100 universitários e o resultado foi arrepiante. Disparates a rodos: Manoel de Oliveira é um maestro, o autor de “Os Maias” morreu há pouco tempo, Bush é o presidente dos Estados Unidos – país cuja capital é a Califórnia –, quem faz filmes é cinematógrafo, o símbolo químico da...
Antena paranóica: baratas tontas no jornalismo
O modo como alguma comunicação social tem tratado Silvio Berlusconi é revelador da irresponsabilidade que se instalou na profissão. Um chefe de governo eleito passou a merecer, a certos jornalistas, o mesmo respeito que um ditador que rouba e tortura o seu povo. Não morro de amores por “il cavaliere” – certamente “di commedia”… – que se põe a jeito para ser notícia pelos piores motivos, mas...
Antena paranóica: para receber é preciso dar
Mesmo tratando-se de uma série datada – o fantástico episódio da família Ripatti-Pearce já tem cinco anos… – tento não perder “Reconstrução total”, na SIC Mulher. Produção tipicamente norte-americana, “Extreme makeover”, no original, tem duas características poderosas: percorre os Estados Unidos de uma ponta à outra e premeia famílias carenciadas que se distinguem, apesar das próprias...
Antena paranóica: o privilégio da “Praça da Alegria”
Vou fazer aqui uma confidência: sou telespectador assíduo dos programas das manhãs. Bem, a verdade é que nunca por lá ando mais de cinco minutos, talvez dez se der com alguma conversa que me interesse. Acordo com as galinhas e com as notícias e, depois, enquanto me preparo para a sobrevivência diária na selva, vou olhando para o pequeno ecrã. Sou fã, há décadas – credo! – do profissionalismo de...
