As votações por chamadas de valor acrescentado são o que são: uma fonte de receitas para quem as contrata com o operador e as promove. Haverá quem respeite os seus resultados e quem os altere, uma vez que não existe escrutínio, nem um regulador a pedir contas. Agora que terminou “A tua cara não me é estranha”, cujos vencedores são supostamente apurados por votos “telefónicos”, seria bom que a...
Antena paranóica: precisamos de compreender
A crise financeira deu todo o protagonismo aos especialistas na matéria e permitiu que Medina Carreira visse confirmadas pela realidade previsões que pareciam “catastrofistas”. Foi bom também termos acompanhado as últimas mas vigorosas intervenções de Ernâni Lopes, com os seus mapas cuidadosamente elaborados, como se precisassem de validação os alertas que nos deixou. E tempo tivemos para mais...
Antena paranóica: o Álvaro é teso
Manifestações preparadas pelos sindicatos, com adesão limitada aos indefectíveis, esperam os membros do Governo nas deslocações pelo país. Nada de mais, cada um luta com os meios de que dispõe e bem andaremos enquanto tudo se resumir a berros e palavrões. Mas esses actos de protesto só têm algum peso porque os canais de TV vão atrás do assunto. E nada como uma câmara para subir o tom dos insultos...
Antena paranóica: (mais) asneiras que doem
O motivo principal que sempre me afastou das câmaras de TV é a consciência de que sou, pelo menos em termos audiovisuais, um medíocre comunicador. E, para asneiras, basta-me o exercício da escrita e o abuso da paciência do leitor. É verdade que a necessidade aguça o engenho e a alguns jornalistas sobra audácia e presunção na intervenção televisiva, colocando-se desse modo nas mãos da mais...
Autarquias continuam a comprar canecas e galhardetes
Esta coisa da austeridade, nos gastos inúteis mas também nas formas de pensar, que é aí que começa a desgraça, devia ter chegado com a crise, em 2008, mas não. Lentos no raciocínio, muitos portugueses tentam ainda escapar por entre os pingos da chuva. É o caso de certas autarquias, que prosseguem o seu alegre esbanjamento dos recursos públicos, encomendando “paletes” de livros e folhetos...
Antena paranóica: notícias barbadas
Não gosto de criticar outros órgãos de comunicação. Quase todos os dias se me arrepelariam os cabelos, se os tivesse, com os erros e omissões que encontro no diário que dirijo, alguns da minha própria responsabilidade, que são os que doem mais. Mas não entendo que canais generalistas, e em especial aqueles cuja especialização é a informação, repitam em rodapé, até à exaustão, as mesmas notícias...
Antena paranóica: só faltaram imagens do avião em pleno voo!
Luís Felipe Scolari criou a onda e meteu a Selecção Nacional na moda. Com isso, redescobrimos a beleza da Bandeira e voltámos a saber cantar o Hino. Graças ao futebol, Portugal recuperou o orgulho perdido. Mas da grande causa de 2004, que se foi prolongando até 2008, resta pouco mais do que a festa. A histeria, não já colectiva, é alimentada pelos média, na desesperada tentativa de que o tempo –...
Antena paranóica: o Malato mais light é melhor
“Decisão final”, que esta semana se estreou na RTP1, é o “Quem sabe, sabe” dos tempos modernos. O apresentador pergunta e os concorrentes respondem. Há 55 anos, Artur Agostinho punha as questões, hoje o papel cabe a José Carlos Malato. Antes, os prémios eram electrodomésticos, o sonho das famílias à época, agora são euros, a “febre do ouro” da nossa era. Claro que a tecnologia já permite fazer...
Antena paranóica: a reportagem falhada sobre a vida de Jorge Mendes
Expectativa foi o que não faltou, na última terça-feira, antes da transmissão, na SIC, da reportagem sobre a vida do empresário Jorge Mendes, um documento raro que podia fazer justiça a um homem cuja discrição faz parte do seu sucesso. No final, ficámos com um sabor a pouco. Houve elogios exagerados, metidos a martelo e grotescamente repetidos. Abundaram os tons cor-de-rosa em longos minutos de...
Antena paranóica: o bando dos quatro e os cromos do meio
Audiências são audiências e elas dão a “A tua cara não me é estranha 2”, da TVI, a liderança que só o público tem o poder de atribuir, embora esta série seja bem menos equilibrada que a anterior em matéria de talento e exiba até alguma falta dele – basta ver os protagonistas cuja fraqueza os conduz ao refúgio fácil das graçolas – tornando as “performances” de FF e de Luciana Abreu ainda mais...
