Alexandre Pais

TagCorreio da Manhã

Carmen Dolores… quem é?

C

Numa programação dominada por produtos “populares”, não é fácil, nos tempos que correm, encontrar grandes momentos de televisão. Eles surgem, inesperadamente, neste ou naquele canal, por vezes até deslocados no formato em que são apresentados. Há dias, numa pequena reportagem com Carmen Dolores, a propósito do lançamento do seu livro, “No palco das memórias”, Manuel Luís Goucha, que não é o...

RTP, essa agência de emprego

R

Ao cabo de relativos avanços e muitos recuos, eis que o Governo dá, enfim, o esperado passo atrás: a RTP não será privatizada, mas apenas “reestruturada”, um filme antigo. Nos últimos 20 anos, ou talvez há mais, centenas de trabalhadores rescindiram “amigavelmente” os seus contratos com a televisão pública, pelo que parece inacreditável que haja agora mais 600 (!) para mandar embora. A explicação...

Antena paranóica: o enfarte e o génio

A

Durante anos, as novelas portuguesas, com histórias dirigidas às preferências do público e com atores bem escolhidos, venceram as brasileiras na guerra da popularidade. Não era preciso muito, bastava juntar alguns intérpretes seniores – retirados da agência Sempre os Mesmos – e ex-modelos com boa figura e capazes de dizer uma frase sem se engasgarem. Essa gente, oriunda de um “mundo da moda”...

Os palavrões estão na moda

O

De espíritos sensíveis ou de pessoas apenas educadas são provenientes os protestos nas redes sociais por causa do sujo palavreado da “famosa” Fanny, regressada à “Casa dos Segredos” como boa filha que é. Curiosa a origem da “revolta”: ela nasce logo nos micro-sites conhecidos pelo uso desbragado do verbo e onde ainda há dias uma chusma de destemperados aproveitava o internamento hospitalar de...

Adeus Praça da Alegria, nunca mais serás a mesma

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A nova grelha da RTP será muito virtuosa mas retira da “Praça da Alegria” uma das mais talentosas e credíveis duplas da televisão nacional: Sónia Araújo e Jorge Gabriel, exilados para um insosso programa de fim-de-semana. Para o lugar de Sónia, ainda houve bom senso na escolha, uma vez que Tânia Ribas de Oliveira tem vindo a apurar, nos últimos anos, a capacidade de comunicação que já a...

A vontade "dos portugueses" ou talvez não

A

Já aqui referi a ilusão que são as chamadas de valor acrescentado, geridas por um operador que cativa parte da receita e por um cliente que recebe a outra parte, a maior, e que apresenta depois os resultados que mais lhe convierem. A inexistência de regulador, ou seja de um validador independente que garanta a fidelidade ao desejo de quem “vota” por telefone, deixa-nos em situação que permite...

A vontade “dos portugueses” ou talvez não

A

Já aqui referi a ilusão que são as chamadas de valor acrescentado, geridas por um operador que cativa parte da receita e por um cliente que recebe a outra parte, a maior, e que apresenta depois os resultados que mais lhe convierem. A inexistência de regulador, ou seja de um validador independente que garanta a fidelidade ao desejo de quem “vota” por telefone, deixa-nos em situação que permite...

Antena paranóica: António Fagundes é sublime em "Gabriela"

A

Vi a primeira versão de “Gabriela”, em 1975, de princípio a fim. Estávamos no tempo em que o país ainda parava por alguma coisa e papéis como os de Nacib, Maria Machadão, Tonico Bastos, coronel Melke ou Mundinho, interpretados por actores geniais – e permito-me distinguir, entre todos, o lendário Paulo Gracindo na pele do coronel Ramiro Bastos –, deixaram-nos uma marca para a vida. Mas não vale a...

Antena paranóica: António Fagundes é sublime em “Gabriela”

A

Vi a primeira versão de “Gabriela”, em 1975, de princípio a fim. Estávamos no tempo em que o país ainda parava por alguma coisa e papéis como os de Nacib, Maria Machadão, Tonico Bastos, coronel Melke ou Mundinho, interpretados por actores geniais – e permito-me distinguir, entre todos, o lendário Paulo Gracindo na pele do coronel Ramiro Bastos –, deixaram-nos uma marca para a vida. Mas não vale a...

Antena paranóica: lamúrias da crise

A

Perdida a tradição das verdadeiras reportagens – por falta de vontade, recursos e retribuição em audiências – os canais de TV dedicam-se aos trabalhinhos sazonais. E com o Natal por perto multiplicam-se as entrevistas de rua, com pessoas a dizer o que lhes vem à cabeça e os comerciantes a repetirem a lengalenga de há 30 anos: não se vende nada de jeito, isto está uma desgraça. Aos temas de...

Alexandre Pais

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