Alexandre Pais

TagCorreio da Manhã

Antena paranóica: o privilégio da "Praça da Alegria"

A

Vou fazer aqui uma confidência: sou telespectador assíduo dos programas das manhãs. Bem, a verdade é que nunca por lá ando mais de cinco minutos, talvez dez se der com alguma conversa que me interesse. Acordo com as galinhas e com as notícias e, depois, enquanto me preparo para a sobrevivência diária na selva, vou olhando para o pequeno ecrã. Sou fã, há décadas – credo! – do profissionalismo de...

Antena paranóica: Bárbara, a desilusão pesada

A

Não fui apreciador do trabalho de Júlia Pinheiro na condução de “Peso pesado”, da SIC. Nesta fase da carreira fará melhor outras coisas. Esperava por isso ver maior frescura e entusiasmo em Bárbara Guimarães, na segunda temporada do programa. Enganei-me. A apresentadora ou está contrariada ou não se encaixa no formato, não atingindo sequer o nível alcançado em “Portugal tem talento”, onde não...

Antena paranóica: a coisa alastra-se

A

Acompanho as transmissões desportivas na TV por dever de ofício. E tenho por vezes de cortar o som para não ouvir tanta asneira. São frequentes frases tolas como “as vitórias são um antídoto para qualquer equipa” – no caso por se desconhecer o que significa “antídoto” mas se achar que fica bem utilizar a palavra. Não escapam assim, os “especialistas”, à ignorância que cresce entre nós. Ainda esta...

Antena paranóica: ratoeira na cama “apanha” Castelo Branco

A

A confirmarem-se os pormenores abjectos do escândalo sexual que o “CM” esta semana revelou, José Castelo Branco arrisca a “carreira”. E se o seu comportamento há muito denunciara qualidades inatas para cenas chocantes, não se pensaria que pudesse cair numa ratoeira de alcova. Não pelo despudor, que nunca lhe falta, mas pela indiferença face ao perigo que os telemóveis – que tudo registam – hoje...

Antena paranóica: ratoeira na cama "apanha" Castelo Branco

A

A confirmarem-se os pormenores abjectos do escândalo sexual que o “CM” esta semana revelou, José Castelo Branco arrisca a “carreira”. E se o seu comportamento há muito denunciara qualidades inatas para cenas chocantes, não se pensaria que pudesse cair numa ratoeira de alcova. Não pelo despudor, que nunca lhe falta, mas pela indiferença face ao perigo que os telemóveis – que tudo registam – hoje...

Antena paranóica: a casa da labreguice

A

A estreia de “Casa dos Segredos”, da TVI, correspondeu às melhores expectativas, que são também as piores, ou seja, nunca como agora se fez em Portugal um casting tão competente para um reality-show. A experiência acumulada desde que há 11 anos o Zé Maria deu de comer às galinhas permitiu a selecção criteriosa de espécimes da boçalidade. Da strip-teaser que disse ter “metido um litro” de silicone...

Antena paranóica: talento a menos na TV

A

António Barreto diz que uma estação de serviço público deve ajudar a melhorar a cultura das pessoas. Certíssimo. O problema está na dificuldade em criar programas para audiências razoáveis e ao mesmo tempo capazes de deixar ficar qualquer coisa nas nossas cabeças. Começa pela incapacidade de encontrar alguém cujo discurso “sério” não nos deixe a dormir aos primeiros minutos. Temos aí o exemplo de...

Antena paranóica: a jurada mentirosa

A

Uma publicação cor-de-rosa dava esta semana conta do desespero em que se encontram diversos vencedores de concursos de revelação de talentos e em cuja capacidade – real ou inventada pelos “júris” para agradar às claques e recolher pequenas fortunas em chamadas de valor acrescentado – não há editora de música que aposte. As televisões continuam a explorar o filão, com a complacência da legislação...

Antena paranóica: crítica macia a minha…

A

Amigos que me concedem o privilégio de ler esta coluna acham-na macia para certos programas e seus protagonistas. Sou levado a dar-lhes razão, pois procuro mais os ângulos positivos de apreciação, embora rejeitando que se me possa aplicar a frase, do moralista François de La Rochefoucauld, que há dias circulava no Twitter: “Não se elogia, por norma, senão para ser elogiado”. Como estou numa fase...

Surpresa, utilidade e afecto em "Querido Mudei a Casa"

S

 “Querido mudei a casa”, da SIC Mulher, presta um serviço público. Após uma hora de programa, há sempre uma família feliz ou um sorriso nos rostos dos beneficiários da instituição que viu melhorado um jardim ou um refeitório. Ao longo de 15 séries de renovações espantosas, o grupo liderado por Sofia Carvalho conseguiu o milagre de misturar surpresa, utilidade e afecto. Na última temporada, a...

Alexandre Pais

Arquivo

Twitter

Etiquetas