Como recordarão os vindouros Pedro Passos Coelho? Como o primeiro-ministro que nos salvou da bancarrota e evitou o colapso total da economia ou como o político ambicioso, que prestou vassalagem aos senhores do dinheiro e fez cair de novo os portugueses na pobreza e no atraso? Com o País mergulhado num proceloso mar de ódios e paixões, dividido entre os que insultam o líder do Governo, acusando-o...
Crónicas da Sábado: um dia, contem-me como foi
Parece que foi ontem: Mário Coluna na miséria
Quando os protagonistas desaparecem, os seus feitos são ampliados e as suas misérias esquecidas. Sim, porque há recordações que doem e, como defendia Nietzsche, sendo o orgulho mais forte é a memória que cede. A história apagada de Mário Coluna Quem procurar a coleção do “Diário de Lisboa” no site da Fundação Mário Soares – www.fmsoares.pt – encontrará trabalhos de nomes maiores do...
Biografia de Jorge Coelho por Fernando Esteves
A Esfera dos Livros lança esta sexta-feira a biografia Jorge Coelho. O Todo Poderoso de Fernando Esteves. Uma obra da coleção Actualidade Biográfica que dá a conhecer um dos políticos com mais visibilidade nas últimas duas décadas e cuja influência na tomada de algumas decisões que marcaram o destino recente de Portugal foi crucial, para além de mostrar um lado mais pessoal e íntimo de Jorge...
“Vale Tudo” mas pouco
Quem não suportar, ao domingo à noite, o serão “popular” da TVI ou o cabotinismo inofensivo, e por vezes até simpático, do júri do “The Voice Portugal”, da RTP, tem a opção do “Vale tudo”, da SIC. É fácil fazer televisão assim, pegando num conceito simples e pondo as vedetas da casa a dizer o que lhes vem à cabeça. E como nem todos podem ter o dom da graça natural, nem o facto de colaborarem no...
"Vale Tudo" mas pouco
Quem não suportar, ao domingo à noite, o serão “popular” da TVI ou o cabotinismo inofensivo, e por vezes até simpático, do júri do “The Voice Portugal”, da RTP, tem a opção do “Vale tudo”, da SIC. É fácil fazer televisão assim, pegando num conceito simples e pondo as vedetas da casa a dizer o que lhes vem à cabeça. E como nem todos podem ter o dom da graça natural, nem o facto de colaborarem no...
Ancelotti deixou o pássaro fugir
Depois dos espantosos 0-4 de Munique, vitória histórica e sem espinhas na casa daquela que era considerada a “herdeira” do Barcelona de Pep Guardiola como “melhor equipa do Mundo”, o Real Madrid – que já ganhara, na final contra o Barça, a Taça do Rei – parecia ter no bolso a Liga espanhola e estar lançado para uma mais que provável conquista da Liga dos Campeões, enfim a famosa e tão desejada La...
Uma década de privilégio (a propósito dos 10 anos da Sábado)
Casei-me aos 20 anos e deixei a casa dos meus pais para ir morar com os meus sogros. As minhas filhas mais velhas – a mais nova está longe ainda desse dia estranho e angustiante – escapando ao erro do casamento precoce, não caíram assim num segundo e fatal equívoco que é o de começar a vida num espaço que não é nosso. E também por volta dos 20, 21 anos, criaram, as três, a sua independência e...
O futebol domina a TV
Vivíamos ainda sob a emoção causada por mais uma estrondosa exibição de Cristiano Ronaldo, quando sofremos com a derrota de Mourinho e desfrutámos do belo desempenho de Tiago. Mas o espectáculo televisivo nem assim nos deu tréguas, já que mais um dia passado e eis a desilusão de João Pereira e Ricardo Costa, a euforia de Beto e Carriço, e a impressionante qualificação do Benfica – feita de força...
Um intruso chamado Benfica
Não adianta procurar outros responsáveis pela excelente época do Benfica, campeão nacional e finalista da Liga Europa e das taças de Portugal e da Liga. Eles são os mesmos que, há precisamente um ano, falharam o título por causa de um golo fortuito e não conseguiram conquistar, mesmo sobre a meta, nenhuma daquelas três taças que é possível ganhar apenas num mês, o de maio – e recorde-se que os...
Melhor do que falecer só viver
Desde que a publicidade fez deles homens ricos, os Gato Fedorento desapareceram das nossas casas. Aliás, só se deixam ver praticamente através do Meo isto, Meo aquilo, mantendo um vazio na sociedade portuguesa, apesar do seu espaço ter sido preenchido, com maior, menor ou nenhum talento, pela geração espontânea de humoristas e candidatos à coisa que a sua “renúncia” promoveu. Saúda-se, por isso...
